Não, não és como o Fernando Pessoa disse. Não és apenas lembrada duas vezes por ano. No dia do teu nascimento e no dia da tua morte. És lembrada, conservada cada dia, em todo o momento.
Primeiro ano. Primeiro aniversário, outro renascer
Imagino-te nessa paisagem a caminhares
Eternamente a fitares
Numa ode de paz e harmonia
Que na terra te barraram
Lembra-te de mim
Estou também no embarque final
para me acostar, encostar
a ti
Permanecem os teus ternos sorrisos
Sempre presentes, enchentes
No sussurrar das copas dos pinhais
E olivais
Estás no paraíso eterno
da morte
eu continuo, aguardo na selva
da vida desumana
Primeiro ano. Primeiro aniversário, outro renascer
Imagino-te nessa paisagem a caminhares
Eternamente a fitares
Numa ode de paz e harmonia
Que na terra te barraram
Lembra-te de mim
Estou também no embarque final
para me acostar, encostar
a ti
Permanecem os teus ternos sorrisos
Sempre presentes, enchentes
No sussurrar das copas dos pinhais
E olivais
Estás no paraíso eterno
da morte
eu continuo, aguardo na selva
da vida desumana
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