domingo, 2 de novembro de 2008

Falsos engenheiros para Angola (I)


Falsos engenheiros para Angola (I)

Introdução:
Felizmente ou não, conheço alguns peripatéticos portugueses, onde um deles é um pobre mecânico de automóveis, mas apresenta-se como engenheiro mecânico. Outro é um desprezível pedreiro mas, em Angola, é engenheiro de construção civil. Ainda outro diz que é economista formado na RFA, República Federal Alemã, mas nunca conseguiu apresentar o diploma. Ainda outro tirou lá em Portugal um curso de informática e em Angola é engenheiro informático. Ainda não chega… nas nossas universidades o pessoal professor português de informática, ou não, só dão a disciplina de redes… mais nada. Imaginem os pobres alunos acabam o curso… vão trabalhar…não sabem nada.

Nunca imaginei que Angola, abusando da riqueza petrolífera e diamantífera se deixasse dominar, abusar, neocolonizar por uma deficiente genética humana. Veja-se o caso cada vez mais alarmante dos generais que conspiram contra o poder. Porque detêm já as parcelas de terras mais ricas, consideráveis, do país em seu poder. Como modernos comerciantes de escravos que criam mais um deus, uma crença e outra superstição e nos obrigam a segui-los sob pena de morte. Se não os pararmos, quantos mais Laurent Nkunda teremos? Sem dúvida que Angola está no caminho certo duma Somália, dum Darfur e especialmente doutra RDC.
O trabalho que apresento a seguir foi pesquisado na Net. Desejo-lhes boa leitura.
Gil Gonçalves


1400 Compraram curso de engenharia (no Instituto Politécnico de Coimbra). Pagaram entre 523 e 650 euros para obter diploma de licenciatura. Titulo do “Correio da manhã”

Como é que é possível uma coisa destas. Espero que o nosso Engenheiro Primeiro-ministro faça alguma coisa sobre o assunto, que isto de se ser Engenheiro aldrabado é algo de muito feio. Agora, olhando para o preço não posso deixar de me perguntar se outros que o tenham comprado em Universidades Privadas não se sentirão roubados. Deve-lhes ter saído muito mais caro….ou talvez não.

jfade disse...
Na minha Escola, e apenas na área da Electrotecnia, há cinco colegas que pagaram o equivalente ao valor das propinas de um ano lectivo para "subirem" na hierarquia social, passando de bachareis a licenciados. Mas eu pergunto: o erro é deles ou da forma ínvia que o I.S.E.C. utiliza para arrecadar uns milhares de euros?
Atençao que o ISEC não fabrica engeheiros. Portugal está cheio de falsos engenheiros.
Legalmente, só o Engenheiro quem estiver inscrito na Ordem dos Engeheiros e a Ordem só aceita licenciados de ALGUMAS Universidades. Os outros, se querem pôr o ENG. no cartão de visita, terão que se submeter a uma prova de ingresso.

Marreta disse...
Quando esta fornalha de encanudados começar a projectar obras públicas é que vai ser bonito. Quem vai deixar de passar em pontes e tuneis sei bem que é!

Pata Negra disse...
Calma aí! Eu estudei no ISEC! Tirei um curso de 4 anos! Na altura outros cursos de idêntica duração, de nível idêntico ou até menor, davam licenciatura - nunca liguei a isso mas já paguei por isso!...
…Para que conste sei - de fonte segura (detesto ter de recorrer a esta figura da fonte segura) - que o Pinto ainda não foi lá pagar o seu diploma! Eu fui! Que se lixem os 700 euros!...

In http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/03/ena-p-tanto-engenheiro.html

…Câmara do Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres, referiu esta quarta-feira que nunca comandou «um esquema de distribuição de diplomas falsos», refere a Lusa.

Este alegado esquema foi denunciado, terça-feira, no Brasil, por José Faria, a testemunha-chave no processo contra Ferreira Torres que decorre no Tribunal do Marco de Canaveses.

Em declarações proferidas antes de embarcar, em São Paulo, num voo de regresso a Portugal, José Faria afirmou que há funcionários da Câmara do Marco que «nunca atravessaram o Atlântico, nunca vieram ao Brasil e mesmo assim têm cursos em escolas brasileiras» …

… José Faria, à partida de São Paulo, avançou que planeia denunciar os diplomas falsos e as supostas actividades ilegais do ex-presidente da Câmara Municipal.

«Contarei tudo o que sei. Chega, basta desse género de políticos no nosso país», disse aos jornalistas, em declarações no aeroporto de São Paulo.

A testemunha deverá chegar a Madrid perto das 14 horas locais (13 em Portugal), desconhecendo ainda se terá segurança policial na deslocação para Portugal.
In http://diario.iol.pt/noticia.html?id=943916&div_id=4071

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