sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mendiga na rua nua


Mendiga na rua nua sem espelho para me mirar
Talvez me digam para voltar a lutar
E matar
Perdi a vontade, já não sei amar
Porque o meu petróleo e diamantes
Estiveram, já aqui não restam
Estão muito além do mar

Vejam o que me fizeram, e não retiveram
Os sons que agora oiço, dos pés nus e mãos estendidas
O meu nome está à venda, esse sentimento perdido
Como uma pequena janela, que nem isso já tenho
E o meu nome era o futuro…depois do ano 2000
O meu futuro, o meu relógio parou, já não se usa
Nos programas rodados sem computador

Nem comecei, parei, à espera da hora, demora falar
Perdi a escalada do véu que me conduz ao céu

Gil Gonçalves

Sem comentários: