quarta-feira, 18 de julho de 2012

CARTA ABERTA AO INABE – ANGOLA. União dos estudantes angolanos na República da Ucrânia





U. E. A./C.E.I
UNIÃO DE ESTUDANTES ANGOLANOS NA COMUNIDADE DE ESTADOS INDEPENDENTES
                                                                                                                                                                                                   
Assunto: Insastifação dos estudantes angolanos na Ucrânia
O governo da República de Angola desde cedo primou pelo progresso, bem-estar e prosperidade dos angolanos. Assim, sempre constituiu prioridade do estado na formação de quadros conforme enfatizou o imortal saudoso presidente Neto proclamando em 1978 como sendo ano da formação de quadros. Desde já até aos nossos dias o governo angolano vem honrando com sabedoria e firmeza o compromisso de Estado fazendo crescer o país apostando cada vez mais na formação de jovens angolanos, tanto dentro como na diáspora. Mas o comportamento de certos dirigentes deixa a desejar revolta e mudanças no quadro geral de governação do nosso belo, poderoso e riquíssimo país.
Pelo facto viemos expor o seguinte:
Desde que foi concedida a bolsa do INABE em 2008, o sector estudantil junto a Federação Russa tem vindo a trabalhar de forma duvidosa: No 1º ano pagaram-nos tal bolsa sem subsídio, logo em seguida cortam-nos o direito de alojamento e seguro de saúde. No 4ºano cortaram-nos a formação, alegando ser ordens do INABE/Angola, e que teríamos de voltar ao país com o Bacharel ou continuar por conta própria, o que foi o nosso caso. O ano passado em Outubro a Doutora Ruth da Silva então chefe do sector garantiu que havia verbas  inclusive ela veio com os valores para fazer o pagamento do bilhete de passagem e os 80 kgs de bagagem, mas que por motivos que só ela sabe desistiu de fazer o pagamento prometendo para esse ano. Ainda no mesmo ano passado, ela fez o pagamento aos estudantes recém formados no valor de 6460 $ (seis mil e quatrocentos e sessenta dólares americanos).
Neste momento em 2012, o número de finalistas com as malas feitas para Angola ávidos de ingressar e contribuir com o seu saber na reconstrução do país, 22 Engenheiros, 10 médicos que a seu tempo ainda em Abril de 2012 o colectivo enviou carta com lista ao sector estudantil em Moscovo com as respectivas reservas dos bilhetes de regresso ao país. Constando o preçário do bilhete e dos 80 kgs a que os estudantes finalistas têm direito, totalizando 7145 $ para cada, alertando para o efeito, que a nossa estadia legal na República da Ucrânia terminaria em Julho de 2012.
No passado dia 04 de Julho, o colectivo foi surpreendentemente informado pelo actual chefe do sector estudantil Doutor António Fernandes, de que até ao momento não havia valores e prosseguiu dizendo que estaria aguardando as verbas a partir do INABE num valor de apenas 632 $ para cada finalista.
Estamos numa fase muito crítica: Os nossos vistos terminam no dia 15 do corrente mês (Julho). É de salientar que esta bolsa que os mesmos apelidaram ‘’bolsa de apoio’’ desde sempre, teve muitas complicações e reduções de dispesas, todas baseadas por eles num único argumento ‘’é somente bolsa de apoio’’
Eis à questão: Onde foram as verbas do ano passado que nos queriam dar e não deram porque ficou para este ano? Dizendo que o Governo so forma até o Bacharel, com bastante esforços dos nossos pais nós os 22 Engenheiros terminamos o Mestrado por conta própria.
Uma vez terminados os nossos estudos, regressar a casa é o objectivo e  nosso dever como cidadãos.
Porquê que neste ano só merecemos 10 kgs, quando desde sempre deram 80 kgs de bagagem. Foram 6 anos de formação. Muitos sem nunca terem ido para Angola. Como ficam os bens que acumulamos aqui?
Há estudantes com crianças recém nascidas cá na Ucrânia e será que o INABE vai deixar as pobres,  inofensivas e em nada são culpadas criaturas serem presas com os pais, só porque no país de origem dos pais alguém não quer ver entrar mais quadros formados?
O Sector Estudantil parece não estar interessado em desbloquear essa situação por isso, contamos com a sensibilidade do INABE e todas as outras entidades do país.
Fazemos um apelo à sociedade cívil...por favor, só queremos ir para casa. Falem por nós.      

 Para tal precisamos das verbas que nos são de direito para o nosso regresso.
 Face ao exposto esperamos solução da  situação por parte de quem  de direito.
Os Finalista na República da Ucrânia
Ucrânia, aos 16 de Julho de 2012
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