quarta-feira, 18 de julho de 2012

Polícia dispara na barriga de mulher grávida. Por se manifestar pela falta de luz eléctrica



Luanda -  A divisão da polícia Nacional do Sambizanga chefiada pelo superintendente  Francisco Noticia (foto) voltou a envolver-se em actos  de violência contra os cidadãos  manchando o consulado do ministro Sebastião  Martins.   Está terça-feira um dos seus agentes desta divisão  disparou contra uma senhora grávida e  contra um   outro cidadão, que tomaram parte de  uma manifestação, que visou protestar  por estarem  a mais de cinco  anos sem  luz electrica, no bairro São Pedro da Barra.

Fonte: Club-k.net
Por se manifestar pela falta de luz eléctrica
A  após terem protestado,  os morados foram autorizados a ligar um PT- Postos de transformação de electricidade naquela redondeza. Logo a seguir agentes da polícia nacional  afectos a 10ª  esquadra do Sambizanga  apareceram no local opondo-se contra a população e na seqüência  de trocas de palavras um dos agentes fez ameaças de morte  disparando  contra uma mulher grávida. A senhora foi  atingida   no intestino grosso enquanto que um cidadão foi atingido no pé. A senhora grávida encontra-se internada no   hospital Américo boavida.

A Radio Eclésia que noticiou o assunto tentou contactar a divisão da polícia do Sambizanga mas estes recusaram-se a prestar declarações por alegada falta de orientação superior.

De referir que esta é a segunda vez, que num espaço de menos de uma semana,  agentes da polícia do Sambizanga  envolvem-se em actos   indecorosos.  No último  sábado, o comandante  da referida  divisão, Francisco Noticia  liderou   pessoalmente uma sessão de violência contra o jovem manifestante Pedro Malembe depois de o manter algemado por mais de 3 horas e com aos mãos a inflamar.

As autoridades competentes no caso do Ministro do Interior e Comandante  Geral da Polícia ainda não reagiram  as ações de repressão  que  levadas a cabo  pelo  comando do Sambizanga. A evidencia da conivência esta numa revelação  feita por Francisco Noticia, na presença de jornalistas da TPA e Zimbo, segundo as quais estariam  apenas a cumprir ordens superiores.


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