segunda-feira, 30 de julho de 2012

Íntegra do discurso de Isaías Samakuva na Apresentação do Manifesto Eleitoral



Luanda - Discurso do Presidente da UNITA,  Isaías Samakuva na Apresentação do Manifesto Eleitoral da UNITA 2012

Caras Angolanas, Caros Angolanos,
Digníssimos Convidados,
Senhores e senhoras jornalistas,
Ninguém poderá ganhar menos do que cerca de USD 500
Angola aguarda pela chegada da Democracia há mais de três décadas. Durante essa longa e resistente espera, o Governo não fez mais do que conduzir um país naturalmente rico a um Estado habitado por um povo cada vez mais pobre e humilhado.

O Governo, que está no poder há 37 anos, continua a mostrar pouco respeito pelos Angolanos, subvertendo as instituições do País, promovendo a corrupção e asfixiando uma bela flor com que sonhamos há tanto tempo: a Democracia!

Um grupo de dirigentes políticos, com ligações ao partido no Governo, fez seus os recursos de todos os Angolanos e reparte-os entre eles, entre os seus familiares e entre os seus amigos.

 Vivemos num País onde os estrangeiros são mais protegidos que os angolanos. Num País que atirou a juventude – o seu mais valioso bem – para o precipício do desespero, deixando-os sem Futuro!

E, ainda por cima, quando desiludidos e com vontade de mudar o País onde nasceram, estes jovens criticam e protestam em diversas manifestações que promovem, são corridos à bastonada. São violentamente reprimidos com ferros, cães e armas de fogo das forças da autoridade.

Esta não é a Angola com que sonhavam os nossos líderes. Esta não é a Angola por que lutaram os antigos combatentes. Esta não pode ser a Angola que vamos deixar como legado para as futuras gerações.

Nós sonhamos com um País onde os jovens que querem abraçar a liberdade e o futuro não sejam raptados nem tratados como malfeitores. Nós queremos o País com que sonhamos há mais de 30 anos. Uma terra que os jovens sintam que é a sua.
Um País moderno, livre e solidário. É para isso que a UNITA quer trabalhar e é nesse caminho que iremos colocar Angola.
Pode continuar a ler o texto aqui

Enviar um comentário