terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Governo angolano prepara emissão de títulos de tesouro internacionais


Jorge Ramos, director-coordenador da área de Investimento do BESA, defendeu que “o país precisa de diversificar as fontes de financiamento, porque as poupanças domésticas não serão suficientes para cobrir as necessidades de investimento futuras.”

Pretória (Canalmoz) – Angola está a preparar uma emissão de euro-obrigações para financiar a economia e para testar, em simultâneo, a confiança dos investidores internacionais. De acordo com o semanário português de capitais angolanos, Sol, citado pela macauhub, a emissão deverá ter lugar ainda este ano, estando a ser definidos o montante, o prazo e o país de colocação, embora a moeda deva ser o dólar a fim de evitar riscos cambiais atendendo aos problemas associados ao euro.
Angola tem feito algumas emissões no passado recente mas a de euro-obrigações será a primeira numa praça internacional, tendo sido até sugerida pelo Fundo Monetário Internacional para cuja administração uma operação deste tipo teria influência em “termos de transparência e divulgação de informação a potenciais credores” externos.
O tema foi debatido recentemente no seminário “London and Angola Capital Markets” promovido pela Banco Espírito Santo Angola (BESA), em parceria com a Embaixada do Reino Unido em Angola e a Bolsa de Valores de Londres.
Álvaro Sobrinho, presidente do BESA, defendeu que o Estado emita títulos de dívida “a prazos mais longos”, face aos actuais que não excedem 8 a 10 anos.
Por seu turno, Jorge Ramos, director-coordenador da área de Investimento do BESA, defendeu que “o país precisa de diversificar as fontes de financiamento, porque as poupanças domésticas não serão suficientes para cobrir as necessidades de investimento futuras.”
Emissões regulares, tanto no mercado interno como no externo, podem ajudar a criar em Angola um mercado secundário de negociação de dívida pública, uma “prioridade do governo”, de acordo com o presidente da Comissão do Mercado de Capitais, “até para dinamizar a futura Bolsa de Luanda que, para já, não tem condições para arrancar.” (Redacção)
Imagem: Banco Nacional de Angola. www.africanidade.com

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