domingo, 10 de fevereiro de 2013

Igreja Universal lamenta detenção de pastores após tragédia em Angola


A Igreja Universal do Reino de Deus emitiu uma nota de esclarecimento em seu site oficial onde afirma que vem colaborando com os trabalhos de investigação das causas do episódio ocorrido em 31 de dezembro de 2012 no Estádio da Cidadela Desportiva, em Luanda, onde 16 pessoas morreram por asfixia e esmagamento após um culto. No comunicado, a Igreja critica a presença de viaturas policiais em seus templos, e afirma que já está tomando as medidas judiciais cabíveis para reestabelecer as operações da igreja
Durante esta semana, a Procuradoria-Geral da República de Angola instaurou um processo criminal contra o líder e responsáveis da Igreja Universal do Reino de Deus, por causa das mortes. Em comunicado de imprensa, a PGR informa que o processo foi aberto depois de ter sido concluído um inquérito, instaurado em 02 de janeiro pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Confira abaixo a íntegra da Nota de esclarecimento enviada pela Igreja Universal do Reino de Deus:
Com referência à suspensão das atividades da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), divulgada pelo governo da República de Angola, vimos a público esclarecer que:
1.   A IURD está legalmente estabelecida em Angola desde 1992, conforme atestam documentos oficiais expedidos pelo país, onde mantém 230 templos, 430 pastores e cerca de 500 mil fiéis.
2.   A direção da Igreja Universal de Angola tem colaborado firmemente com as autoridades locais no esclarecimento das causas do terrível episódio ocorrido em 31 de dezembro de 2012 no Estádio da Cidadela Desportiva, em Luanda, e prestou o apoio possível aos feridos e aos familiares das vítimas.
3.   Até o presente momento, não conhecemos oficialmente o teor da decisão, nem sua extensão. Temos ciência somente pelo “Comunicado de Imprensa” distribuído pelas autoridades locais a agências de notícias.
4.   Lamentamos, ainda, informações que chegam da detenção de pastores da IURD em diversas localidades de Angola, bem como da presença de viaturas policiais em nossos templos.
5.   Respeitamos profundamente as leis e as autoridades constituídas nos mais de 180 países onde atuamos. Assim, nos termos da legislação angolana, estamos tomando as medidas cabíveis para restabelecer o pleno funcionamento da Igreja naquele país, certos de que a liberdade de religião, consagrada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e reiterada expressamente na Constituição da República de Angola, prevalecerá.
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