Primeira vítima, uma criança de dois anos apanhou pneumonia, a sua mãe também se sente mal. Queixou-se, mas não deu em nada porque estamos reféns de terroristas. A revolta é necessária. Luanda. Desde as 07.40, de 10 de Março que o gerador do banco millennium, Rua Rei Katyavala – o banco da morte – trabalha dia e noite. A energia eléctrica não falta. Vivemos com janelas e portas cerradas. No dia 13, 3 mercenários tugas ao serviço do crime organizado estiveram no local e aprovaram a mortandade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Angola . Generais caloteiros arruínam Caixa Social das FAA



Pretória (Canalmoz) – Há três anos para cá, foram registadas graves irregularidades na Caixa Social (CSS) das Forças Armadas Angolanas (FAA), no âmbito de uma sindicância na altura ordenada pelo ex-ministro da Defesa Nacional Kundy Paihama, agora surgem novos rumores sobre montantes avultados tomados por empréstimo por generais e que ainda não foram devolvidos segundo fontes do jornal Angolense. Alguns generais das FAA terão alegadamente levado por empréstimo milhões de dólares à Caixa Social das FAA, para a construção dos seus condomínios e outros negócios.
A Caixa Social das FAA espera que estes altos oficiais, devolvam o dinheiro para o equilíbrio da própria caixa; confidenciou ao Angolense uma fonte do Estado-Maior General das FAA.
Segundo a mesma fonte, refere o Angolensa, vários condomínios erguidos no bairro Benfica e em outras regiões de Luanda, foram consgtruídos com o dinheiro emprestado pela Caixa Social.
“Emprestar não é proibido, mas as pessoas devem honrar os seus compromissos”, acrescentou a fonte, citada pelo Angolense.
“Não temos conhecimento desta situação”, disse ao Angolense uma fonte ligada a Caixa Social e que por questões de hierarquia não quis identificar-se.
Recorda-se que, em Março de 2009, o ex-ministro Kundy Paihama, havia criado uma comissão de inspecção sobre o funcionamento da CSS das FAA, chefiado pelo general Benigno Vieira Lopes “Ingo”, chefe da Direcção dos Recursos Humanos e integrando outros oficiais generais e subalternos do Ministério da Defesa e das FAA.
Três meses depois, a comissão concluiu haver uma série de irregularidades sobre a existência de milhares de beneficiários fantasmas, duplicados, ou não contemplados, que provocavam rombos mensais de milhões de dólares nos cofres do Estado angolano.
Isto apesar de haver milhares de ex-militares sem receber as suas pensões há largos meses sob o estafado argumento de “falta de verbas”.
Segundo apurou-se na altura, refere o Angolense, um reformado que esperou quase dois anos pelo início do pagamento da sua pensão, os atrasos que se verificavam na liquidação destes subsídios estavam ligados a artifícios usados por algumas pessoas da CSS/FAA para tirarem vantagens materiais.
Para além da badalada “gasosa de 10% para o processo andar”, facto, entretanto, desmentido por funcionários da instituição, um outro expediente apontado era o de atrasar propositadamente o início do pagamento das reformas de um grupo considerável de ex-militares para ganhar juros bancários, conta o Angolense.
Refere entretanto que a comissão criada por Kundy Paihama, descobriu na oportunidade a existência de listas com o dobro dos beneficiários, chegando as requisições de verbas para pagamento das reformas, em alguns meses, a 56 mil, quando efectivamente apenas metade está registada.
As listas dos pensionistas da Caixa de Segurança Social não estavam conforme a base de dados do quadro do pessoal das FAA, havendo nela milhares de civis que nunca tiveram qualquer ligação ao Exército e que ostentam patentes militares.
Mesmo entre os militares, há milhares de nomes falsos ou duplicados e registados com graduações que não possuíam nos despachos de reforma do Comandante-em-Chefe ou Chefe do Estado-Maior General das FAA, observa o Angolense.
Desde generais a coronéis, ou majores, há milhares de graduações falsificadas apenas para beneficiarem de reformas mais altas. Das listas constavam também deputados, membros do Governo e dirigentes de partidos políticos e mesmo militares no activo, o que os impede de receber a reforma, mas que o
fazem regularmente.
A comissão detectou inúmeros nomes falsos, mas com as mesmas contas bancárias, havendo uma no Banco de Poupança e Crédito (BPC) chamada de “105” , onde ia parar uma exorbitância de pagamentos de reforma, sem qualquer justificação, o que, no seu entender, prenuncia a existência de uma extensa rede de malfeitores na CSS das FAA, escreve o Angolense.
Actualmente, segundo apurou o Angolense, a situação tende a melhorar, havendo neste momento seriedade no controlo dos pensionistas. (E.C / Angolense, com a devida vénia do Canalmoz)

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