quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TPA inicia campanha favorecendo partido no poder



Lisboa  –   Deram certas  as estimativas segundo as quais a entrada de um novo Conselho de Administração  da TPA, sob dependência   de Manuel Rabelais comprometeria o processo eleitoral  angolano  ao dar  tratamento desigual aos partidos que concorrem as eleições de 31 de Agosto.

Fonte: Club-k.net
Oposição sugerida a protestar discriminação da TV
Na manha de segunda- feira (31) a TPA interrompeu um dos seus programas da manha, o  “10:12” para passar em directo  a campanha do MPLA que decorria no município de Viana. A televisão  pública  dedicou 10 minutos  de tempo a falar do partido no poder e a passar o discurso do seu líder  José Eduardo dos Santos. Logo a seguir passou uma matéria com a abertura da campanha do partido UNITA também no município de Viana tendo dedicado 3 minutos.  No meio da reportagem a TPA cortou o som deixando apenas imagens a rolar.

Outro detalhe verificado foi ao ângulo de filmagem do camara-men. Nas imagens do MPLA, os reporteres filmaram de uma certa altura que permitiu ter apreciação da dimensão da multidão no comício e de   ver as pessoas no “background”  causando a impressão de um mar de gente. Na matéria do  maior partido da oposição,  a TPA captou as imagens num ângulo baixo que ocultasse ou  não permitisse contabilizar o numero de presentes no recinto onde decorria a atividade política do partido  de Isaías Samakuva.

No noticiário da noite (Telejornal), a TV angolana  passou intervenções de propaganda política a margem de uma reportagem sobre a chegada do comboio ao Luena. Na matéria as entidades apareceram trajadas com  os símbolos do MPLA, numa ação em que se misturava actividade governamental com partidária.

Logo a seguir a televisão  então voltou a passar reportagens sobre a campanha eleitoral dos partidos iniciando com o MPLA a quem deu 9 minuto de tempo. A reportagem foi repartida em duas. A  primeira parte  que  iniciou das 20h14, apresentaram o líder do partido no poder a fazer a sua intervenção de 4 minutos numa matéria conduzida pelo jornalista  Gonçalves Inhanjika.   A segunda reportagem assinada por João Ligío foi dedicada a entrevistas  e ao espaço cultural da atividade do MPLA. Peça jornalística  terminou as 21h23. 
A cada momento da reportagem, os técnicos da TPA passavam imagens da multidão como se desejassem   propagar o numero de participantes na actividade política-cultural.
Depois do espaço dedicado ao  MPLA, o telejornal  passou uma reportagem da actividade da UNITA,  que durou 3 minutos. Os dois primeiros minutos foram dedicados  a extratos do  discurso do líder deste partido e a segunda parte que durou um minuto colocaram o Secretario provincial do “Galo Negro”, Liberty Chiaka, a falar sobre democracia.

Respeitante a CASA-CE, foi dado 4 minutos. Nos dois primeiros passaram parte de uma intervenção  de Abel Chivukuvuku e os outros dois minutos  dedicados a inauguração da sede da referida coligação em Luanda.

De um momento geral o tempo que o telejornal dedicou aos partidos são os seguintes:
MPLA – 9 minutos
UNITA – 3 min
CASA-CE – 4 min
Nova Democracia – 2 min
CPO – 1 min
FUMA – 2 min

Os partidos políticos da oposição estão a ser apelados a fazer registro  do favorecimento que a televisão publica presta ao MPLA, no sentido de proceder com queixa junto a CNE ou ao Tribunal Constitucional visto que um dos requisitos para se considerar eleições livres e justas esta relacionado com o tratamento dado pela media.

Reagindo contra  a discriminação da TPA, o político Filomeno Vieira Lopes do BD, reagiu nas redes sociais sugerindo que “Os candidatos a presidente devem juntar-se e fazer um protesto comum. Se não forem capazes de propor a CNE regras”

Por outro lado, segundo o também economista “todos os cabeças devem ter protecção igual ao PR pois são potenciais candidatos ao cadeirão maximo e merecem toda a segurança de estado.”

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