quarta-feira, 20 de março de 2013

Galp Energia em parceria com grupo chinês na exploração de gás natural


Pretória (Canalmoz) - O grupo português Galp Energia ganhou na passada semana um novo parceiro chinês em Moçambique, o grupo CNPC, ao mesmo tempo que prepara em conjunto com a Sinopec, igualmente da China, investimentos de grande dimensão na exploração de petróleo no Brasil, de acordo com o respectivo plano quinquenal.
O grupo China National Petroleum Corporation (CNPC) comprou à italiana ENI uma participação de 28,57% na ENI East Africa, a subsidiária do grupo italiano que explora o bloco Área 4, ficando com 20% do bloco onde o grupo Galp Energia tem uma participação de 10%.
O grupo ENI, que funciona como operador daquele bloco e onde detinha até ao negócio com o grupo chinês uma participação de 70%, tem vindo a anunciar sucessivas descobertas de gás natural que se situam actualmente em 75 biliões de pés cúbicos, montante superior às reservas conhecidas de um país como a Noruega.
O grupo português, por seu turno, tem como principais accionistas os grupos ENI e angolano Sonangol, sendo esta última participação ao abrigo de uma parceria entre a petrolífera angolana e o grupo português Amorim.
A Galp Energia apresentou recentemente aos analistas o seu plano de investimento quinquenal (2013-2017), no valor de 7,8 mil milhões de dólares, de que a parte mais substancial será a parceria com a Sinopec para o Brasil, a Petrogal Brasil, onde o grupo chinês detém uma participação de 30%, sendo os restantes 70% controlados pelo grupo português.
A Sinopec assumiu formalmente há um ano a participação de 30% do capital da Petrogal Brasil, na sequência de um investimento de 4,8 mil milhões de dólares, realizado através de um aumento de capital.
A Sinopec concedeu ainda um empréstimo accionista à Petrogal Brasil, num montante de 360 milhões de dólares, que será utilizado para reembolsar empréstimos accionistas da Galp Energia no mesmo montante, o que representa um encaixe financeiro global para o grupo Galp Energia de 5,2 mil milhões de dólares.
A parceria luso-chinesa integra consórcios de exploração que irão contar com 14 novos navios-plataforma, designados por FPSO, capazes de processarem diariamente entre 120 mil e 150 mil barris e cuja construção está avaliada em 21 mil milhões de dólares. (Redacção)
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