domingo, 14 de junho de 2009

Depois dos cubanos… os chineses


Automobilistas, cuidado com os chinocas!

SEMANÁRIO ANGOLENSE

Os automobilistas chineses têm uma grande quota-parte no aumento da sinistralidade que se regista nas estradas angolanas, revelou uma fonte do Ministério do Interior ao Semanário Angolense. Segundo a fonte, tais chineses, que maioritariamente vêm ao país ao serviço do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), que geralmente conduzem viaturas e máquinas pesadas, estão isentos de requisitos a que outros expatriados estão sujeitos para se habilitarem a conduzir em Angola.

Por exemplo, enquanto que aos outros é exigido que, no prazo de três meses, substituam a carta de condução estrangeira pela angolana, passando por um exame prévio, os asiáticos não se submetem a tal exigência. O facto de a China conceder créditos a Angola e de aqui ter cidadãos seus a trabalhar, não pode implicar que eles estejam acima da lei, que todos, sem excepção, devem cumprir. Qualquer dia ainda os chinocas se vão achar intocáveis e começarão a cometer atrocidades e, pelo facto de aqui estarem sob a sombrinha do GRN, poderão pensar que ficam impunes.

Este tratamento diferenciado que se está a conferir aos chineses vai encorajá-los a tal. Atentem a episódio que vem nessa esteira. Certo dia, numa casa fotográfica, no Sambizanga, um chinês faltou ao respeito a um oficial da Polícia, que na ocasião se encontrava à paisana. Então, o polícia segurou o asiático pelas calças, exigindo que o acompanhasse à esquadra mais próxima, mas este, que não falava português, e encorajado por um seu parente que já aqui vive há mais tempo, recusava-se a cumprir a ordem, resistindo.

O que conseguia expressar português fez um telefonema e pretendia entregar o telemóvel ao oficial da Polícia para que conversasse com o indivíduo que se encontrava do outro lado da linha, ao que o agente da autoridade negou, insistindo que o expatriado teria de o acompanhar. Para mal dos pecados, um patrulheiro estava de passagem e o oficial fez sinal para que parasse e depois de uma conversa deste com o chefe dos efectivos da viatura, o chinês, que desobedecia também à ordem de subir para a viatura, foi atirado para a carroçaria desta e rumaram para a antiga 9ª esquadra. Mais tarde soubemos que o chinês que fala português ligara para um angolano da esfera do poder, que não conseguimos identificar.

É lógico que se o oficial tivesse atendido o telefonema, o indivíduo do outro lado daria ordem para que ele soltasse o chinês, sem se importar com o facto de que este ferira a dignidade do oficial da Polícia. E, infelizmente, assim está o nosso país, onde muitos dos seus cidadãos são impunemente vilipendiados por expatriados que gozam da protecção de elementos afectos ao poder. Actualmente, muitos angolanos viajam para a China em negócios e não temos notícias de que os nossos compatriotas gozem de facilidades ou privilégios. Têm o mesmo tratamento que quaisquer outros estrangeiros: tswaneses, gregos, russos, brazucas e outros. Para terminar, um apelo aos automobilistas que circulam pelas estradas de Angola: abram bem os olhos e tenham muita cautela quando virem viaturas conduzidas por chinocas. São perigosíssimos!
PM

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