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terça-feira, 29 de Outubro de 2013

Grupo de vândalos invadiu a Igreja da Muxima





Luanda - A igreja da Muxima foi invadida neste domingo, 27, por volta das 9h40, pelos fiéis da Igreja Profética da Arca de Belém Judaica (seis homens e uma mulher) num momento em que o templo estava cheio de fiéis. Os invasores correram para o altar e atacaram a imagem de Nossa Senhora.
                  Mutilaram a imagem de Mamã Muxima
Fonte: JÁ
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O reitor do Santuário, padre Albino Reis, disse que “eram fanáticos religiosos”,  que “atacaram com raiva, a imagem da Mamã Muxima que sofreu danos mas podem ser recuperados”.

Os fiéis presentes ficaram em estado de choque. Uma testemunha da invasão conta que “eles diziam que o Santuário não representa nada, por isso tem que ser destruído”. Uma mulher reagiu dizendo que eles não podiam violar a Casa de Deus. E o mais jovem do grupo respondeu: “não há liberdade religiosa”.

Quando a nossa reportagem chegou à Muxima, cerca das 13h00, encontrámos centenas de fiéis protestando contra os fanáticos que invadiram a igreja da Muxima. Os ânimos estavam alterados. Efectivos da Polícia Nacional protegiam os invasores do templo, para que a multidão não fizesse justiça pelas próprias mãos.

Para controlar a situação, chegou à Muxima um helicóptero que transportava agentes da Polícia de Intervenção Rápida. Os fiéis pediam às autoridades a entrega dos seis invasores do templo, que mutilaram a imagem de Mamã Muxima. “Eles estão a dizer que são contra a nossa religião porque adoramos imagens. Mas lá dentro da igreja diziam que o Santuário deve ser destruído”.

“Peço calma aos nossos fiéis. Devemos controlar os ânimos”, apelou o reitor do Santuário da Muxima, padre Albino Reis, perante a multidão em fúria. Uma mulher que estava a rezar perto da porta de entrada conta como tudo aconteceu: “eles invadiram a igreja e empurraram as pessoas que estavam ajoelhadas à entrada, a rezar. Um deles disse que é preciso destruir as igrejas.

Com a cara banhada em lágrimas, Joana Bernardo, 61 anos, disse que todos os domingos vai ao Santuário da Mamã Muxima pedir bênçãos para os filhos e outros familiares: “rezo por todos, pelos angolanos e por todos os povos do mundo. Rezo muito pela paz, mas um daqueles homens disse que é preciso fazer a guerra contra os católicos”.

Madalena Francisco, que estava a rezar no momento da invasão, explica que viu “um grande ódio contra os católicos e espero que não seja verdade o que eles diziam, pois falavam de pessoas que não se comparam com homens de bem e de fé".

Um oficial da Polícia Nacional disse que vai ser emitido um comunicado sobre o que ocorreu no Santuário da Muxima. Os agentes ouviram algumas pessoas que estavam no templo, quando o grupo invadiu a igreja e se dirigiu ao altar, para destruir a imagem de Nossa Senhora da Muxima.

“Estou convencido que a motivação dos agressores foi religiosa. Os agentes da autoridade têm que investigar tudo. A paz não pode ser posta em causa por fanáticos”, disse Brito João, que estava na igreja com a família, quando tudo aconteceu.

“Nós somos de Luanda, mas sempre que posso venho com a minha família rezar a Mamã Muxima. O que aconteceu aqui nunca mais pode acontecer.  Espero  que o que aconteceu aqui não volte a acontecer  e que travem este radicalismo”, disse.

Porta-voz da Polícia

O porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, subcomissário Aristófanes dos Santos, referiu que a corporação deteve já os seis indivíduos acusados de estarem implicados no caso. O tumulto, explicou, ocorreu quando um grupo de senhoras ligadas à Igreja da Arca de Noé, supostamente  invadiu a Igreja Católica da Muxima, em plena missa, onde danificaram uma das réplicas da santa, colocada no altar.

“A acção ocorreu quando o padre local celebrava uma missa matinal, tendo provocado um tumulto, entre os crentes das duas religiões. No confronto, foram arremessadas pedras e paus. "A situação só não foi mais grave devido a pronta intervenção da polícia local”, afirmou.

Durante o tumulto, ressaltou, um menor, cuja idade não foi revelada que se encontrava ao colo da mãe, ficou ferido mas não corre perigo. Sobre as causas do confronto, o porta voz da Polícia Nacional referiu como uma das hipóteses o “fanatismo religioso” por parte dos crentes.

A corporação criou já uma comissão de inquérito, chefiada pelo segundo comandante provincial da Polícia Nacional para a Ordem Pública, Dias do Nascimento, para apurar as reais motivações do tumulto.

O Santuário da Nossa Senhora da Muxima, localizado a 121 quilómetros a nordeste do centro da cidade de Luanda, é o maior espaço de devoção católica no país, onde cerca de um milhão de peregrinos visitam anualmente o local.
Governo provincial condena vandalismo

O Governo Provincial de Luanda considerou de "bárbaro, vandalismo, violência e fanatismo religioso" a acção de seis fiéis da Igreja Profética da Arca de Belém Judaica", que no último domingo entraram no Santuário de Nossa Senhora da Muxima, afecto à Igreja Católica, para, entre outras acções, destruírem a "imagem da santa".

Em nota de imprensa, o governo condenou veemente a acção, por danificar em alta escala o património da Igreja Católica, com particular destaque a imagem de Nossa Senhora da Muxima.

Apela aos cidadãos ao respeito pelas diferenças de credo e de pensamento, no estrito cumprimento da Constituição da República, que consagra e protege a liberdade de pensamento, cultura e religião.

“Neste momento de indignação, o Governo Provincial de Luanda exorta ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional e aos competentes órgãos judiciais nacionais, a tomarem todas as medidas achadas convenientes para se punir os autores de tão maléfico acto contra o património angolano”, referiu em nota.

Solicita à população um permanente estado de vigilância para se evitarem situações semelhantes, devendo, porém, manter-se a calma e a serenidade para que os serviços competentes possam levar avante o respectivo processo.

O Governo Provincial de Luanda anunciou que vai recorrer ao concurso de especialistas em reconstituição de obras para, no mais curto espaço de tempo, recomporem a imagem da “Mamã Muxima” e do restante património danificado.

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