sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Na cidade de Maputo. Raptada nora do dono da fábrica de “gelinhos” da Malanga


(#canalmoz)

Maputo (Canalmoz) – Os raptos estão a atingir níveis alarmantes na capital do País. E as vítimas preferenciais continuam os cidadãos de origem ou descendência asiática. Esta quinta-feira, foi raptada – por volta das 14 horas e em meio de disparos – a nora do dono da fábrica de “gelinhos” que se localiza no bairro da Malanga, entre as ruas do Capelo e Paiva Couceiro.
Segundo testemunhas oculares, tudo se deu quando a viatura (de marca Toyota Runex) em que a vítima, identificada apenas pelo nome de Risuany, fazia-se transportar, na companhia do motorista da família estacionou em frente à pequena fábrica de gelinhos HINAT.
Afinal, bem mesmo ao lado também estavam os raptores estacionados numa viatura de marca Toyota modelo Prado de cor verde escura. Vendo que a vítima demorava a sair da viatura, os raptores decidiram invadir a viatura em que estava a vítima, quebrando os vidros e disparando para o ar para que ninguém se aproximasse.
Tiraram a vítima da viatura e retiraram-se do local em alta velocidade em direcção à Avenida 24 de Julho.

Indignação generalizada na comunidade islâmica

Este é o quinto rapto num curto período de 72 horas e nenhum deles foi esclarecido. A nível das comunidades de ascendência asiática, o desespero das famílias é tal que já começam a estranhar a recorrente ineficiência da Polícia. Ante a inexistência do Estado para garantir segurança, já começam a ser elaboradas teorias a nível das comunidades, de provável envolvimento da própria Polícia, a mais alto nível, nos raptos. Mas a verdade é que a cada dia que passa o desespero e a incerteza toma conta dessas famílias que vivem com receios de sair à rua para levar as suas vidas na normalidade. O Canalmoz tem informações de que há muitas famílias de comerciantes de ascendência asiática que já não deixam seus filhos irem à escola por medo de não mais voltarem à casa. Refira-se que estas comunidades representam uma grande franja do sector que praticamente controla o comércio na capital do País. (Matias Guente)
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