terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ricos em Angola não são empresários, diz Nelson Pestana Bonavena



Político do Bloco Democrático lamenta "com profunda tristeza" discurso de José Eduardo dos Santos

COQUE MUKUTA
VOA

Foi com “profunda tristeza” que o académico e político do Bloco Democrático Nelson Pestana Bonavena, diz ter recebido o discurso de Dos Santos na abertura de mais uma sessão legislativa.
Bonavena criticou as declarações do presidente angolano sobre a corrupção
Dos Santos afirmou haver uma confusão deliberada por organizações de países ocidentais para intimidar os africanos que pretendem constituir activos e ter acesso à riqueza.

Dos Santos disse que a acumulação primitiva do capital que tem lugar hoje em África deve ser adequada à realidade africana.

Angola disse ele  precisa de empresas, empresários e grupos económicos nacionais fortes e eficientes no sector público e privado e de elites capazes em todos os domínios, para  poder sair progressivamente da situação de país subdesenvolvido.

Isto, disse ele não tem nada a ver com corrupção, nem com o desvio de bens públicos para fins pessoais. E acrescentou Há que separar o trigo do joio.
Segundo Bonavena, os ricos angolanos referidos pelo José Eduardo dos Santos, nunca chegaram a ser empresários.

“Recebi este discurso com a profunda tristeza,” disse Nelson pestana Bonavena que fez notar que a “ tal dita acumulação primitiva de que ele já tinha falado no passado de se estar a efectuar a mais de uma década e meia e ate hoje nós não vemos os resultados desta acumulação primitiva”.

Angola, disse  criou  “um conjunto de ricos que não foram capazes de se tornarem empresários para serem aquilo que o presidente prometia no passado que quer agora retomar - a promessa para serem a locomotiva do desenvolvimento económico”.

Nelson Bonavena lamentou também  o facto que “o presidente deixou de falar dos problemas sociais que a sociedade vive,” disse.

Nelson Bonavena afirma que apenas os angolanos próximos ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos é que tem direito as riquezas do país.

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