quarta-feira, 27 de novembro de 2013

“falava sobre a morte do dirigente juvenil da Casa CE”


Ouvindo ontem um dos entrevistados da TPA, que falava sobre a morte do dirigente juvenil da Casa CE, fiquei estupefacto com a logica vanglorista do "eu avisei que haveria mortos e feridos". Pior, a justificação da morte com a violação do perímetro de segurança do PR. O que aquele jovem analista não percebe, é que este tipo de argumentos dá consistência à ideia de que a morte foi uma demonstração de força ou uma reacçao desproporcional contra a homens que só tinha na mão panfletos. Qualquer das situações não é digna de um estado de direito. Portanto só podemos entender que se tenha tratado de um incidente e neste caso, nos são devidas muito mais explicações do que as existentes. Numa situação destas bem se justifica um pronunciamento do secretariado do bureau politico do MPLA. Ninguém deveria ser morto por entrar num perímetro de segurança. Prende-se, como uns foram presos e entrega-se ao ministério publico e depois são levados a tribunal. Se ocorreu um incidente, os autores do disparo devem ser levados a tribunal. A logica defendida pelo jovem analista do telejornal de ontem não é nada boa e nos empurra curiosamente para os erros cometidos na primavera árabe. Sejamos merecedores da nossa paz. Espero que o MPLA, partido com maiores responsabilidades no nosso país e na defesa dos angolanos, tenha a sensatez de não embarcar nesta logica vanglorista e venha abrir uma investigação rigorosa sobre esta morte, enviar os autores para o ministério publico e deixar que um julgamento justo nos mostre que se tratou ou não de um infeliz incidente. Está na hora de assegurarmos que nesta angolana em paz, mais ninguém deveria morrer por ter ideias diferentes.
In Ismael Mateus. Facebook
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