Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Famílias portuguesas tiram crianças de Moçambique por causa dos raptos (#canalmoz)



Nos últimos meses, dezenas de crianças regressaram a Portugal, por causa dos receios causados pela onda de criminalidade. Há três portugueses em cativeiro em Moçambique

Maputo (Canalmoz) – A onda de raptos que está a tingir níveis de calamidade nas cidades moçambicanas e a semear clima de terror, principalmente em Maputo, tem levado as famílias portuguesas a fazer regressar as crianças a Portugal. O secretário português de Estado das Comunidades, José Cesário, disse que “dezenas de crianças” portuguesas que têm regressado, devido ao aumento da criminalidade.
Segundo o jornal português Público, o ambiente em Maputo é de grande preocupação, após a notícia do rapto de duas mulheres, uma portuguesa e uma moçambicana, nesta terça-feira. “Está a mexer com os nervos das pessoas”, conta a empresária do ramo imobiliário, Elsa Santos, ao jornal português.
Recorde-se que nesta terça-feira foram raptados duas mulheres, sendo uma moçambicana e outra portuguesa e uma criança de três anos.
“Os miúdos andam aterrorizados, houve uma mãe que foi raptada em frente a uma escola”, explica a empresária luso-moçambicana, acrescentando que, nos últimos meses, “uma grande parte das crianças já foi embora para Portugal”.
Citado pelo Público, o secretário português de Estado das Comunidades, José Cesário, fala mesmo em “dezenas de crianças” que regressaram a Portugal. “Tenho conhecimento de pessoas que tiraram as crianças da escola e as mandaram para casa”, revelou.
Os sequestros têm sido mais comuns dentro da comunidade muçulmana de Maputo e “só a partir do Verão é que atingiu os portugueses”, nota José Cesário.
Escreve o jornal que no parlamento português, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, referiu que "a situação em Moçambique é acompanhada com o cuidado e a preocupação" próprias de um país com quem Portugal tem uma "estreita cooperação técnico-militar”. “Desejamos que a situação se resolva o mais depressa possível, a bem da tranquilidade e desenvolvimento daquele país, e que se possa incrementar, assim haja condições financeiras para o futuro, a cooperação, que é, em Moçambique e Angola, das mais relevantes que Portugal tem neste âmbito”, afirmou, citado pela Lusa.
Entretanto, o cônsul de Portugal em Maputo, Gonçalo Teles Gomes, revelou nesta terça-feira à agência Lusa que há dois portugueses raptados em Moçambique há mais de uma semana.
O diplomata adiantou que um dos casos diz respeito a um adolescente que também tem nacionalidade moçambicana e o outro é relativo a um adulto do sexo masculino que é cidadão português. (Redacção)
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