Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Regime angolano liberta Nito Alves



Luanda – Finalmente quando faltavam apenas quatro dias para completar dois meses de prisão efectiva, o regime angolano decidiu – sem mais, nem menos – soltar esta sexta-feira, 08, o jovem activista Nito Alves detido a 12 de Setembro do corrente, no município de Viana, em Luanda.  A libertação do menor (de 17 anos de idade) foi decidida pela justiça na sequência de um requerimento dos seus advogados.
       Nito fica agora submetido à apresentação do termo de identidade e residência

Fonte: Club-k.net

O nome de Nito Alves foi tema de destaque nas últimas semanas em conceituados órgãos de comunicação social internacionais. A agência Reuters (da Inglaterra) e o jornal Le Monde (da Franca) não pouparam palavras em apelidar o governo de José Eduardo dos Santos como um regime ditador.

Fruto dos múltiplos apelos feitos por instituições não governamentais nacionais e internacionais, credenciadas vozes de activistas sociais e com o contributo de partidos políticos da oposição em Angola e de partidos políticos a nível internacional, o governo de José Eduardo dos Santos não teve outra alternativa senão pôr em liberdade imediata o jovem Nito Alves que esteve em greve de fome durante uns dias.

De recordar que o jovem foi detido a 12 de Setembro sob a acusação de "ultraje ao Presidente da República" por ter encomendado a impressão de camisolas em que apelidava o chefe do executivo, José Eduardo dos Santos, de "ditador nojento".

As referidas camisolas, que tinham impresso na frente a frase "José Eduardo Fora! Ditador Nojento", e nas costas a frase "Povo angolano, quando a guerra é necessária e urgente", destinavam-se a serem envergadas na manifestação (ocorrido a 19 de Setembro) convocada pelo Movimento Revolucionário Angolano (MRA), considerada ilegal pelas autoridades e na qual foram detidos sete manifestantes e um sindicalista.

O presidente da Associação Mãos Livres, Salvador Freire dos Santos, alegou que o menor fica agora submetido à apresentação do termo de identidade e residência. "O processo (contra Nito Alves) continua a sua tramitação normal, pois já existe acusação formal do Ministério Público cuja cópia os advogados aguardam notificação para que possam apresentar a sua defesa", concluiu.

A detenção de Nito Alves verificou-se na véspera do Fórum Nacional da Juventude, em que José Eduardo dos Santos presidiu a um encontro com três mil jovens, no quadro de audição e apresentação de propostas para solucionar os problemas da juventude angolana.

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