sábado, 16 de novembro de 2013

Luanda. República dos desaparecidos. Jornalista guineense, Milocas Pereira, desapareceu.




“Milocas Pereira, o desaparecimento prossegue dentro de momentos… (facebook)
Sobre o estranho desaparecimento em Luanda da jornalista e professora universitária guineense, Milocas Pereira, há cerca de um ano, as últimas notícias publicadas esta sexta-feira pelo Novo Jornal (NJ) dizem-nos que a situação está exactamente na mesma.Ou seja, não há qualquer novidade.

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Esta é que é a “grande” noticia.Com este e outros misteriosos desaparecimentos, que na história do país se contam já aos milhares, Angola já é uma séria candidata a membro da futura e fictícia “Organização do Tratado do Triângulo das Bermudas (OTTB)”.A OTTB deverá reunir todos os países que atinjam um numero determinado de pessoas desaparecidas e de crimes (do tipo homicídio para todos os gostos e feitios) por esclarecer.Pelas estatísticas disponíveis, Angola está em condições muito boas para poder disputar a liderança deste novo projecto internacional relacionado com os direitos humanos. O outro país é a Argentina do Papa Francisco. Consta que na Argentina terão sido “papadas” umas trinta mil pessoas, na mesma altura em que em Angola também houve uma “papação” idêntica e pelas mesmas razões.

 Olinda Cô Viê Isso eh uma pouca vergonha nao ha seguranca em Angola eh triste…
  
Amor de Fátima triste.

Branquima Afonso Kituma Branquima Triangulo de bermuda é onde os barcos e aviões desapareciam com os passageiros e tudo! Uma vz angola na liderança, já não será triangulo; poderá evoluir para o quadrado de bermudas.
   
Preta Fofa As autoridades Angolanas quando querem encontrar alguem eles encontram! Bem ka entre nos eu ñ acho que a Miloca ainda esteja viva!

( Transcrição da noticia do Novo Jornal/22-03-13 )
O COMANDO PROVINCIAL de Luanda da Polícia Nacional não sabe do paradeiro da jornalista guineense Milocas Pereira, oito meses depois de ter desaparecido, sem deixar rasto. Os familiares estão agastados com a situação e vivem num clima de incerteza sobre o que lhe aconteceu. Falando ao Novo Jornal, a porta- -voz interina do comando provincial, Engrácia Costa, disse que a Polícia de Investigação Criminal de Luanda (PICL) está a trabalhar no processo, escusando-se a avançar mais dados sobre o caso.Os familiares da jornalista e docente universitária afirmam não acreditar na investigação feita pela PICL, a quem acusam de nada ter feito para o esclarecimento do caso.“Não é possível que, passado tanto tempo, a polícia não saiba explicar o que é que se passa ou o que se passou com a Milocas. Não sabemos de concreto o que é que a polícia está a fazer em relação a este caso”, desabafa um familiar da jornalista que não se quis identificar.Os familiares passam a vida a correr para o Comando Provincial de Luanda na expectativa de saber como andam as investigações, mas voltam de lá conforme foram.A última vez que se deslocaram ao comando foi na passada terça-feira. “A família está sempre no comando para falar com os investigadores, mas a resposta que recebe é a mesma: estão a investigar. A cada dia que passa ficamos mais angustiados. É muito tempo sem ter notícias dela. Já perdemos a confiança na polícia”, admitem.Os familiares lamentam também que, logo no início do desaparecimento, a polícia tenha insistido que Milocas Pereira teria voltado para a sua terra natal, o que não é verdade.“Insistimos que ela não regressou à Guiné-Bissau. A mãe vive naquele país e se ela tivesse voltado entraria em contacto com a família que está em Luanda”, alegam, acrescentando que ainda esta semana a mãe de Milocas ligou para saber se a polícia já tinha novidades sobre o caso. “A mãe está desesperada porque já se passou muito tempo e não há notícias dela”.A fonte do NJ contou que no mês de Julho do ano passado Milocas Pereira foi assaltada e espancada quando saía da Universidade Independente, onde leccionava.“Ela foi brutalmente espancada. Os agressores roubaram o computador, que nem sequer era dela. Desde aquela altura, Milocas passou a andar nesta cidade com muito medo. Dizia às pessoas que tinha medo e suspeitava que algo de mal lhe iria acontecer”, recorda, acrescentando que depois daquele incidente Milocas passou a viver intranquila.“Ela dizia que estava a ser perseguida, mas não dizia por quem”.Ainda de acordo com a mesma fonte, não foi só a jornalista que desapareceu. A viatura que usava também deixou de ser vista, facto que a família considera estranho e suspeito.Fontes ligadas aos Serviços de Migração e Estrangeiros confidenciaramao Novo Jornal que não há registo da saída de Milocas Pereirado país. Informação que aumenta o desespero da família.” 



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