Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Membros da Frelimo impedidos de visitar jornalistas da TIM torturados pelo exército (#canalmoz)


A TIM emitiu um comunicado a informar que os dois jornalistas já recuperaram os sentidos e “estão fora de perigo”, tal como já havia recuperado o equipamento que estava nas mãos dos militares no quartel. A TIM diz que vai levar o caso à justiça

Maputo (Canalmoz) – Depois de o Canalmoz ter informado, em primeira mão, que as Forças Armadas de Moçambique (FADM) espancaram dois jornalistas da Televisão Independente de Moçambique (TIM) – Alexandre Rosa e Cláudio Timana – e ter publicado a imagem de um deles, inanimado, criou-se um clima de indignação generalizada. Toda a opinião pública condenou a actuação do exército e, mais uma vez, voltou a responsabilizar o Governo e o chefe de Estado pelo caminho do terror e descalabro para o qual o País está a seguir.
Nisso, alguns membros do partido Frelimo (cerca de 10) trajados com camisetas de campanha eleitoral, dirigiram-se, na tarde de ontem, à Clínica da Sommershield, alegadamente para visitar os dois jornalistas internados. Nelson Maquile, do secretariado do Conselho de Ministros foi uma das caras que estava no grupo e apresentou-se, tal como seus acompanhantes, rigorosamente trajado de uma camiseta apelando ao voto à Frelimo e a David Simango.
O Canalmoz apurou que o pessoal médico não deixou que os propagandistas tivessem acesso à sala onde estão internados os dois jornalistas, tendo-os informado que “os doentes não estão em condições de receber visitas”. Sabe-se que outras personalidades da sociedade civil e jornalistas também estiveram no local e foram permitidos ver os dois jornalistas internados.
Visivelmente desprogramados, os propagandistas retiraram-se das instalações da Clínica da Sommershield. (Redacção)
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