quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sitiados


E votou-se (?) e saiu um governo democraticamente eleito. No terror da besta com quatro letras. E os eleitos agradecem e retribuem aos eleitores. E os eleitos cumprem as promessas eleitorais. Sitiam, espoliam selvaticamente tudo e todos… no voto sem coração.

Como forças francesas na Argélia e americanas no Vietname e no Iraque. Vencidos e convencidos. Este é o poder catastroficamente eleito que envia contra populações desarmadas, esfomeadas, em uníssono tropas presidenciais, polícia de choque, antiterror, segurança pública, cães, cavalos… esqueceram-se dos tanques e da aviação.

Com um poder assim, quanto tempo lhe restará de vida? Não estamos em 2009, estamos no tempo da Idade das Trevas. Com o êxodo forçado da população atirada para a mais incrível indigência.

Nem às crianças dão o que elas merecem. Angolanos sem direitos… nem estrangeiros podem ser no seu país. Apátridas perdidos no tempo das campanhas constantes que lhes movem as fardas militares da revolução, da destruição de um Povo, de uma Nação.

Um governo de especuladores imobiliários e para especuladores imobiliários. Um governo de estrangeiros e para estrangeiros. É incrível, abominável os crimes que os estrangeiros cometem… e ficam impunes. O poder acoberta-os, o muito dinheiro cega-o.

Que grande felicidade governar analfabetos, não é?! Dóceis, ingénuos, carneiros fáceis de dominar, escorraçar de curral em curral, nos descampados e nos tendais. Governar é exonerar a população. É fingir que houve luta de libertação, que ainda não aconteceu.

Angola é por vontade própria trincheira firme da corrupção e da especulação em África. Angola é uma mina de petróleo e diamantes para os governantes. Parece que há povos que adoram viver subjugados por ditadores. Estes são como os alcoólicos e drogados que tudo justificam para continuarem com o vício. Daqui podemos concluir que os defensores do poder eterno são como os drogados.

E as fogueiras da inquisição reinante estão outra vez acesas, em, abrasantes. Os inquisidores perseguem terrenos, casebres, palhotas, casotas. Completamente loucos, esgazeados, destroem os haveres não corrompidos dos pobres eleitores que lhes votaram.

É uma lástima os ditadores convencerem-se de que os seus reinos não sobrevivem sem eles. Pelo contrário, os reinos extinguem-se, esvai-se com eles.

Imagem: http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_pictures/7704187.stm

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