terça-feira, 30 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (31). Novela


- Vivermos sempre encerrados num castelo é viver mãe? Sempre com medo que alguém à mínima distracção nos abata? De que nos servirá o líquido negro se dentro de pouco tempo o vulcão popular o destruirá?! Note que já existem vários opositores e todos os dias aumentam. Ninguém se lembrou disso não é?! Pensavam que era tudo fácil. Escolheram o caminho errado, agora nunca mais teremos paz. Na verdade já estamos no purgatório. E isto é apenas o início. Não estamos a lutar contra animais. Estamos a lutar contra seres humanos.
- A minha filha pretende mudar o mundo? Eles já estão habituados a isso. Já nasceram escravos. Não se podem dar condições a escravos, senão revoltam-se contra o seu senhor. Não quero que isto aconteça no nosso reino.
- Não é nada disso mãe! Ontem havia ricos e pobres. Hoje há opulentos e esfomeados. Teimam que amanhã só existirão opulentos. Não entendem que isso não é possível? Não foi assim que originaram Bin Laden e a Al-Qaeda?! Os esfomeados antes de serem exterminados, imolar-se-ão num inferno jamais visto na História. Lutaram contra o colonialismo a favor do comunismo. Impuseram-nos o esclavagismo. Onde está o progresso que tanto apregoavam? Não se esqueçam que, quem com ferros mata, com ferros morre.
- Filha… naturalmente que existem classes sociais com as suas diferenças fundamentais.
- Não há diferença nenhuma. No primitivismo roubavam, no mercantilismo, comunismo, capitalismo e outros ismos roubavam. No neoliberalismo rouba-se mais que em todos os sistemas anteriores. Mas que merda de mundo é este?! Todos pensam só em roubarem? E depois? Quando não houver mais nada para roubarem? Não era melhor voltarmos ao primitivismo? Pelo menos sempre havia alguma coisa para comer. Agora, nos espaços que deveriam ser utilizados para plantar, constroem hotéis, torres, condomínios… arranha-céus. O tempo do inferno terminou. Agora estamos no purgatório!
- Minha princesa governar não é fácil.
- Pois não, governar não é dirigir guerrilheiros na mata. E contra milhões de esfomeados ninguém combate. Os jovens querem estudar, trabalhar, não conseguem. Passam fome. Têm que se revoltarem. A Humanidade ainda não saiu da selvajaria, porque continuamos a trabalhar para patrões.
- Querida filha! Não sei onde falhei na tua educação. És tão diferente da tua irmã.
- A minha irmã?! Ela tem tudo! Banca, lixo, cimentos, diamantes, telecomunicações, líquido negro etc, etc! Não sei onde ela consegue arranjar tanto dinheiro. Ela tem tudo mãe, eu não tenho nada!
- Também terás. Ainda és muito jovem. Esforça-te um pouco mais… aproveita as sobras da comunicação social estatal.
- Está bem mãe... quero fazer-te um pedido.
- O que é?
- Vou pôr vasos de flores em alguns locais.
- Só isso?! Acho muito bem minha querida ecologista.
- Gosto muito de ti mãe.

Assim que a jovem princesa saiu, a rainha sentiu as asas da sua voz e deu-lhe liberdade.

- Estou bem fodida com esta princesa. Esta menina é um novo vírus epidémico para o meu reino. Terei que apartá-la definitivamente antes que ela me tire a coroa. Enviá-la-ei para as calendas do reino Tuga. Quem sabe, lá amarre um branco que a engravide e por lá fique. Que Deus me dê a força do outro… do seu Reino.

Imagem. Angola em fotos

Guiné-Bissau. O narcoestado (2)


Pelas ruas poeirentas assomam veículos que não passam despercebidos num parque móvel de derribo como o guineense.

EL PAÍS
POR FRANCESC RELEA 28/06/2009

Kalliste, na praça Che Guevara, é um dos locais frequentados pelos amantes da ostentação no meio da miséria. À meia-noite, enquanto soa a música ao vivo, chegam carros Hummer, Porsche Cayenne, Mercedes, Audi. Últimos modelos. Do seu interior saem negros fortes ou tipos com acento latino-americano acompanhados de meninas atractivas. Alguns destes veículos dormem no hotel 24 de Setembro, com fama de ter a melhor piscina de Bissau. Aos fins-de-semana, jovens de boa planta e aprendizes de modelo passam aqui a tarde, em companhia de bom uísque, móvel na mão ante a mirada de guarda-costas. São cenas de um mundo que parece irreal, em contraste brutal com a realidade de qualquer rincão deste país maltratado.

O narcotráfico começa a ser um problema a partir de 2005, com o regresso de Nino Vieira, o grande actor político das últimas décadas que foi derrotado seis anos antes. Pescadores da região costeira de Biombo descobrem um bidão flutuando na água empurrado pela corrente. No seu interior há um pó misterioso de cor branca. Os nativos experimentam o achado: uns usam-no para emplastrar o rosto e sentem tonturas; outros crêem que se trata dum fertilizante, mas as plantas e hortaliças morrem, e incluso há os que o usam para marcar as linhas dum campo de futebol. O caso alcança amplo eco mediático quando se comprova que se trata dum bidão de cocaína extraviado dum carregamento lançado à água desde um barco.

Em finais de 2007, Carmelita Pires, ministra da Justiça da época, acode a Lisboa numa conferência internacional sobre narcotráfico e apresenta uma relação de políticos, militares e polícias da Guiné-Bissau envolvidos em actividades ilegais. "Era um trabalho sobre quem é quem", explica. Pires está ameaçada de morte.

Naquele mesmo ano, Amador Sánchez Rico, chefe do escritório da África Ocidental da Comissão Europeia, recebe uma ordem de escuta do seu chefe em Bruxelas: "Ocupa-te da Guiné-Bissau. As coisas estão-se complicando". Chegam notícias inquietantes que indicam que uma quarta parte da droga colombiana, peruana ou boliviana que se consome na Europa transita pela nova rota africana. Os informadores sobre o terreno falam de carregamentos de cocaína por mar e ar em ilhas desabitadas, em pistas de aterragem abandonadas, de aviões que lançam a carga em pára-quedas, de mulas (correios humanos) que transportam cápsulas com droga no estômago. "Há histórias de película impossíveis de contrastar", explica Sánchez Rico. As autoridades guineenses pedem ajuda, Portugal pressiona, Espanha abre embaixada e os organismos internacionais começam a reagir: Nações Unidas, União Europeia (UE), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)...

A antiga colónia portuguesa começou a receber periodistas em busca de histórias de narcotraficantes. Quem espere encontrá-los à volta da esquina pode levar uma tremenda frustração. O que salta à vista é um mundo de pobreza e abandono, onde a maioria sobrevive como pode. Bissau é uma cidade com a rede eléctrica destruída pela guerra de há 10 anos – tem luz quem dispõe de grupo de gerador eléctrico –, sem água corrente e, praticamente, sem rede de telefonia fixa. Uma quarta parte dos meninos morre antes dos cinco anos. Dois terços dos 1,7 milhões de habitantes vivem debaixo do umbral da pobreza. O PIB nominal per capita é de 220 dólares, entre os quatro mais baixos do mundo, segundo o FMI. O funcionamento dos hospitais depende em 90% da ajuda exterior ou de acordos para programas específicos. Os empregados públicos, com excepção dos militares, não recebem o seu salário desde Janeiro. Muitos edifícios, como o antigo palácio presidencial, exibem os destroços da última guerra (1998-1999).

O renascimento do NKVD, comissariado popular dos assuntos internos (1)


NKVD
Origem: WIKIPEDIA , a enciclopédia livre.
NKVD (russo: НКВД, Народный комиссариат внутренних дел, Narodniy komissariat vnutrennikh del; Português: comissariado popular de assuntos internos, foi a polícia secreta e política do Partido Comunista da União Soviética que foi responsável pelas políticas de repressão durante o regime de Stalin.

Ele estabeleceu o Gulag, sistema de trabalhos forçados e deportações de camponeses rotulados como "Kulaks" para regiões não habitadas do país, guarda de fronteiras, espionagem e assassinato de dissidentes políticos. Foi também responsável pela subversão de governos estrangeiros, e pela aplicação da política Stalinista nos movimentos comunistas de outros países.

Além das suas funções policiais e de estado de segurança, alguns dos seus departamentos lidavam com outras questões, como os transportes, as forças armadas, a guarda das fronteiras (Tropas de Fronteira da NKVD) e etc. Essas tarefas que eram tradicionalmente atribuídas ao Ministério do Interior (MVD).

Atividades de NKVD
A função principal do NKVD era proteger a Segurança do Estado da União Soviética. Esta função foi realizada com sucesso com a repressão política maciça.

Repressões e execuções
Sede do NKVD, posterior KGB, na Praça Lubyanka, em Moscovo
As repressões e as execussões da NKVD vão desde os inimigos do estado soviético (“inimigos do povo”), aos acampamentos do GULAG e outras às centenas de milhares de pessoas. Formalmente, a maioria destas pessoas foram condenados por cortes marciais especiais das "troikca"s de NKVD. Os padrões para se condenar alguém eram muito baixos; uma pequena informação anonima era considerada suficiente para a repressão. O uso “de meios físicos da persuasão” (tortura) foi aprovado por um decreto especial do estado, o que resultaria em abusos numerosos, documentado nas recordações das vítimas e pelos próprios membros do NKVD. Existem evidências documentadas de que o NKVD cometeu execuções extrajudiciais maciças, guiadas por “plantas secretas”. Tais plantas estabeleceram o número e a proporção de vítimas (oficialmente “inimigos públicos”) em uma dada região dada (por exemplo os clérigos, os nobres anteriores e etc.).

Um número de operações maciças do NKVD estavam relacionadas à acusação de grupos étnicos inteiros. Igualmente serviu como o braço do governo soviético para a perseguição letal do judaísmo e da igreja ortodoxa russa, os católicos gregos, os católicos Latinos, o Islão e outras organizações religiosas, uma operação dirigida por Eugene Tuchkov.

Os agentes da NKVD transformaram-se não somente em executores, mas igualmente "um dos maiores grupos de vítimas", pois a maioria da equipe de funcionários da NKVD dos anos 30 (centenas de milhares), incluindo todos os comandantes, foi executada.

Durante a guerra civil espanhola, os agentes da NKVD, atuando conjuntamente com o Partido Comunista da Espanha, exercitaram o controle substancial sobre o governo republicano, usando a ajuda militar soviética para aumentar a influência soviética. O NKVD estabeleceu prisões secretas numerosas em torno de Madrid, que foram usadas para deter, torturar, e matar centenas dos inimigos do NKVD, no início a focalização foi em nacionalistas espanhóis e em católicos espanhóis. Em junho de 1937 Andres Nin, secretário marxismo anti-estalinismo, foi torturado e matado em uma prisão da NKVD.

Também houve uma cooperação entre o NKVD e a Gestapo: Em março de 1940, agentes do NKVD e da Gestapo encontraram-se por uma semana em Zakopane, para coordenar a pacificação da Polônia. A NKVD entregou centenas de comunistas alemães e austríacos a Gestapo, assim como estrangeiros não desejados.

Durante a segunda guerra mundial, as unidades de NKVD foram usadas para a segurança de fronteiras (Tropas de Fronteira da NKVD). No território liberado o NKVD e o NKGB (mais atrasado) realizaram apreensões, deportações, e execuções maciças. Os alvos incluíram colaboradores com Alemanha e movimentos de resistência não-comunistas. A NKVD igualmente executou dez dos milhares de presos políticos poloneses em 1939-1941.

A inteligência da NKVD e a unidade das operações especiais (Inostrannyi Otdel) organizaram homicídios dos cidadãos e dos estrangeiros que foram considerados como inimigos da URSS por Josef Stalin. Entre as vítimas oficialmente confirmadas de tais lotes eram:
Leon Trotsky, um inimigo político pessoal de Stalin e seu crítico internacional mais amargo;
Boris Savinkov, revolucionário russo e terrorista;
Yevhen Konovalets, líder político e proeminente militar ucraniano;
Guy Leland, poeta subterrâneo anti-Soviete francês;

Após a morte de Stalin em 1953, o líder soviético novo Nikita Khrushchev parou as operações da NKVD. Dos anos 50 aos anos 80, as milhares de vítimas da NKVD “foram reabilitados legalmente” (isto é absolvidas e tiveram seus direitos restaurados).

Atividades de serviços secretos
Estes incluíram:
Estabelecimento de uma rede difundida do espião com o Comintern;
Penetração de serviços britânicos de inteligência (MI6) e da contra-informação (MI5);
Coleção de informação detalhada das armas nucleares dos E.U.A e da Grâ Bretanha;
O rompimento de planos para assassinar Stalin.

A NKVD e a economia soviética
O sistema extensivo de exploração no Gulag fez uma contribuição notável para a economia soviética e o desenvolvimento de áreas remotas. A colonização da Sibéria, e do Extremo Oriente estava entre os objetivos indicados a respeito dos campos de trabalho soviéticos. Funções da mineração, das obras (estradas, estradas de ferro, canais, represas, e fábricas), dentre outras formas de exploração dos trabalhadores nesses campos eram parte da economia de planeamento soviética, e a NKVD teve suas próprias plantas da produção.

A parte a mais incomun das realizações da NKVD era seu papel na ciência soviética e no desenvolvimento. Muitos cientistas e coordenadores prendidos por crimes políticos foram colocados em prisões especiais, muito mais confortáveis do que o GULAG, conhecidos como sharashkas. Estes prisioneiros continuaram seu trabalho nestas prisões, quando liberados mais tarde, alguns deles transformaram-se em líderes do mundo na ciência e na tecnologia. Entre estes estavam Sergey Korolev, desenhador principal do programa soviético do foguete e a primeira missão humana do vôo espacial em 1961, e Andrei Tupolev, desenhador famoso de aviões.

Após a segunda guerra mundial, a NKVD coordenou o trabalho no armamento nuclear soviético, sob o comando do general Pavel Sudoplatov. Os cientistas não eram prisioneiros, mas o projeto foi supervisionado pelo NKVD por causa de sua grande importância e pela exigência da segurança e do secretismo absolutos. Também, o projeto usou a informação obtida pelo NKVD dos Estados Unidos.
NK

Imagem: Emblema do NKVD.

Estado da Índia, 1963. Vasco da Gama



Cidade do distrito de Goa, no Estado da Índia, com a população de 27.237 habitantes, é um conjunto de edifícios dignos de nota pela sumptuosidade, entre os quais a Igreja Matriz e o grupo de instalações dos serviços do Estado.

Extensas avenidas arborizadas tornam muito aprazível esta cidade oriental, onde os jardins predominam.

Mormugão, situada à sua beira, à entrada e na margem esquerda do rio Zuari, é um dos melhores portos da costa do Malabar.

Quanto à paisagem, Vasco da Gama oferece alguns locais que satisfazem os gostos mais exigentes.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (20)


A rabugice da idade anciã sem cidadania também se desabriga.
- A luz da terra prometida tarda. Não podemos conservar comida. Arrancámos só alguns eucaliptozinhos para apoiar a nossa deglutição.
- Os nossos venerandos amigos chineses instalaram os cabos eléctricos. Acabaram o trabalho, os Órfãos roubaram tudo. Acabou-se a celestial iluminação.
- Ser independente é o quê?! Escravos independentes é o quê?! Somos escravos, donos do nosso destino… como os cães.

A informação disseminava a antologia da cólera. Os Jingola sem luz, sem dinheiro para pilhas, não tinham acesso às ondas de Hertz. O tempo colava-se, escoava-se na atenção constante do vender subserviente. A cólera impava pela atenção emprestada. Os direitos de superfície catapultavam longânimes. A principesca informação minoritária aplaudia o defeso contra os desterrados. No fim do dia a fome em sociedade com a morte cobra a dívida, faz o balanço da mortandade. Os números mortais das epidemias, das fomes, deixaram de impressionar. Deixam motivos para a soberba se alegrar. Muitos rios a reinar, muita água, muita gente a morrer de cólera, porque não tem água. Aprofundam-se as caves do poder mas, temos fórmulas para o deter.

Junto do banco de urgência do hospital, as pessoas abandonadas pela independência aguardam pelos seus familiares doentes. Dormem dementes, dependentes do chão, em papelões. Produzem aparas, restos de comida, fezes, urina. É que reconstruíram o hospital, esqueceram-se dos sanitários externos. O administrador desata-se:
- Já lhes disse para saírem daqui. Parece-me que são surdos, ou simulam. Todos os dias nisto… já estou cansado. Não sei que gente é esta, quanto mais lhes falamos, fazem pior. A nossa população não está preparada para viver em sociedade. Nem com um exército de seguranças consigo impor-me.

Ruas com condutas de água rebentadas, jazem concorrência desleal aos reservatórios de água instalados no céu. Se acabassem os charcos, lagos imundos, ruas lamacentas, purulentas, as crianças ficariam infelizes, sem estes jardins infantis. Ilhadas, neste campo bem concentradas.

Chove, as pontes paliativas desabam e reinauguram-se. A travessia do negócio é ágil. Quando passar pelo grande esgoto, estarei mais ou menos a meio do caminho até Tule, ali para os lados de Viana.
Algumas zungueiras desesperadas movem a leveza das bacias vazias.
- Ai minha irmã!.. que será de nós. Os lagos onde sai o cacusso… o peixe, estão contaminados com a cólera. Vamos passar fome!
- É mentira deles, querem roubar-nos o negócio.
Disfarçam a tristeza com caudais de risos naturais, sem beneplácito. De repente desencaixam-se, piram-se, entrecruzam-se. A fuga de novos rumos desperta. A tenaz da conspícua lei do Politburo acerca-se. As sobras dos seus panos arrastam-se pelo chão. Na atrapalhação as crianças são atiradas de qualquer maneira para as costas. As bacias e as chinelas parecem fugir-lhes das mãos e dos pés. Uma nuvem de poeira misturada com lixo levanta-se. Parece um ciclone ou um tremor de terra. Fiscais e polícias trazem a aparição da grei triunfal… a perseguição.

Elas usaram um estratagema surpreendente. Discorreram, correram para um lago da chuva. Pararam quando a água lhes subiu por cima dos joelhos. Estavam… como se aguardassem o baptismo no rio Jordão. Os filhos às costas, as bacias nas cabeças, olhavam sorridentes, desafiadoras. Estavam num excelente refúgio. A fiscalidade e os polícias desistiram, sem coragem para a aventura. Receavam baptismo de água impura.

Imagem: Angola em fotos

O Planeta dos Macacos (fim)


Miguel, 19/05/09 11:02
Há aqui vários comentários de baixo nível, o português muito gosta de cuspir no prato onde comeu e espetar a faca na mão que dá de comer, que seria de empresas, como a Soares da Costa, Mota-Engil ou da Teixeira Duarte, só para citar algumas, sem o mercado angolano? Deixem lá a Isabel em paz, se ela é o que é, é graças a sua inteligência e a sua capacidade de trabalho.
Diário Económico

Sinopse: Em 2009, Leo Davidson chega em um planeta habitado por macacos, onde os humanos são os "animais" e lutam pela sobrevivência. Mas Leo também é feito de escravo e tenta formar um grupo e iniciar uma revolução, que ameaçará o poder dos macacos.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504


Vejo no terreno que este colonialismo negro ultrapassa em maldade o seu congénere que foi o do branco.

Nunca, jamais deveríamos ter permitido que a ignorância tomasse o poder.

Claro que é fatal. Ao alterar, ao violar a constituição, Angola, tal como os seus homólogos da banda, desliza, mergulha para o caos político, económico e social. Mas, não surpreende. Tal como os pares similares, o mais importante é a barbárie, o sangue, a fome e a miséria totais. A regressão é certa, o futuro arrasador, é a desesperança.

A África está sempre em revoluções permanentes. Quem investe arrisca-se a ficar sem nada. Fica com alguns destroços carbonizados.

No fundo, o que se passa com a destruição sistemática de habitações pelo GPL, e as famílias deportadas… estamos em presença de outro 27 de Maio.

Terá que ser uma nova geração de angolanos a resolverem os problemas de Angola, que são incontáveis. Da geração actual e nos partidos políticos e intelectualidade ninguém... quase nada tem proveito. Nem as palavras porque só palavras, acções… nenhumas.

Imagem: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504


História Universal (14). A fundação de Roma


No século VIII uns grupos olmecas procedentes da zona de Veracruz instalaram-se em novos povoados, o mais importante dos quais foi Monte Albán.

CARLOS IVORRA

Estes foram a origem da cultura Zapoteca. Realizaram construções em pedra, desenvolveram a numeração, a escrita hieroglífica e o calendário. Em Monte Albán os zapotecas construíram uma enorme praça limitada ao norte e ao sul por plataformas elevadas, enquanto que nos outros dois lados havia templos e outras construções. No centro se alça uma fileira de templetes. A plataforma norte abre-se ao exterior mediante uma ampla escalinata e um pórtico de doze colunas de dois metros de diâmetro. Na plataforma sul levanta-se uma grande pirâmide. No lado oeste alça-se o Templo dos Dançantes, que é a parte mais antiga da cidade.

Os celtas povoavam já o norte da Espanha, com o que a cultura indo-europeia se estendia ao largo de toda a Europa. Ali se misturaram com a população indígena, os Iberos. Os celtas usavam flechas, hondas, espadas curtas de ferro e uma espécie de alabarda. Rendiam culto a Lug (o Sol), Taranis, (o raio) e a muitos outros deuses, até cerca de 400. Os seus sacerdotes, os druidas, tinham fama de bons médicos. Eram bons agricultores e amigos das novidades. Cuidavam a forma física e praticavam o desporto. Não tinham estruturas políticas à grande escala. Cada clã estava governado por um chefe e a chefia a herdava o primogénito. Os outros filhos tinham que emigrar para assentarem em novos territórios. Talvez por isso foram o povo indo-europeu que mais se estendeu pela Europa.

Os historiadores antigos dizem que os iberos eram de mediana estatura, morenos e esbeltos. Muito cavalheiros, leais e de carácter indomável, muito bons guerreiros. Também dizem que eram indolentes e preguiçosos, e odiavam todo o estrangeiro. As tribos iberas agrupavam-se em diminutos estados monárquicos ou republicanos. Habitavam povoados construídos em lugares altos e muito fortificados. Mas a cultura mais importante na península ibérica seguia sendo os Tartesos, ao sul, debaixo da influência fenícia.

Entretanto, em Itália coexistiam duas coalizões rivais de cidades-estado: Etrúria ao noroeste e o Lácio imediatamente ao sul. O resto da península itálica estava povoada por tribos primitivas.

A Grécia progredia muito lentamente. Não tinha passado muito tempo que Homero compôs os seus dois famosos poemas: a Ilíada e a Odisseia, rememorando para os senhores dórios as glórias da era micénica. A vida seguia sendo dura. A vida nas Polis (ou cidades-estado) condicionou fortemente a evolução da sociedade grega. A figura do rei perdeu relevância (numa cidade pequena e pobre, o rei não podia ter grandes atribuições, nem fazer grandes ostentações). Em muitas Polis chegou incluso a desaparecer, e o governo ficava nas mãos de assembleias de nobres (a aristocracia ou o governo dos melhores). Cada cidade tinha o seu próprio exército. Estes exércitos eram, naturalmente, pequenos, formados por soldados de infantaria pesadamente armados, os hoplitas. A qualidade de vida de uma cidade, dentro da pobreza generalizada em que viviam todas, dependia em grande medida da qualidade do seu exército, assim que os gregos eram exercitados no combate desde meninos. As polis mais fortes submetiam as suas vizinhas.

Assim, por exemplo, Esparta controlava toda a Laconia, formada pelas cidades do vale do Eurotas. A sua forma de governo era atípica, pois tinha simultaneamente dois reis, provavelmente fruto de que duas tribos dórias repartiram-na séculos atrás (os espartanos diziam que os seus reis descendiam dos dois filhos gémeos do seu primeiro rei). Não obstante, o poder dos reis limitava-se a dirigir o exército. Os assuntos internos estavam regulados por uma assembleia de trinta anciãos (a gerúsia) em que os reis contavam como dois votos mais. Ademais havia cinco éforos ou magistrados encarregados de fazer cumprir as decisões da assembleia. Tinham incluso a autoridade para multar ou castigar os reis sem violarem a lei. Os espartanos propriamente ditos não superavam apenas os cinco por cento da população. As únicas actividades que consideravam honoráveis eram o governo e a guerra. O resto das actividades estavam nas mãos dos ilotas (escravos) e os periecos, homens livres mas sem nenhum poder político. A maior rival de Esparta era Argos, que controlava a Argólida. A sua organização era similar à espartana (sem a duplicidade de reis), mas algo menos rígida. Assim poderíamos recorrer cidades e mais cidades, cada qual com as suas características próprias, cada qual com a sua própria identidade nacional que se negava a identificar-se com qualquer outra, pese a afinidade cultural que, sem dúvida, havia entre todas elas.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Guiné-Bissau. O narcoestado (1)


No coração do 'narcoestado'

EL PAÍS

Grandes narcotraficantes usam a Guiné-Bissau como base para introduzir droga na Europa. Um periodista do EL PAÍS percorreu o país: uma das nações mais pobres do mundo, um território onde os militares, envolvidos em sangrentas pugnas, impedem investigar os carregamentos de droga encontrados, e os 'narcos' latino-americanos cruzam a tenebrosa noite de Bissau em carros de luxo.

POR FRANCESC RELEA 28/06/2009

Os narcotraficantes andam por aí e não é difícil identificá-los. Nesta mesma sala já me contactaram quatro ou cinco vezes para proporem-me negócio. Aqui, onde está sentado você, ofereceram-me 10 milhões de euros". José Zamora Induta, 43 anos, chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, fala com uma naturalidade assombrosa sobre as redes de traficantes de drogas, locais e estrangeiras, neste país da África Ocidental. Zamora, capitão de navio (grau equivalente a coronel), é o novo homem forte depois do duplo assassinato, do 1 de Março, do presidente João Bernardo Nino Vieira e do chefe da cúpula militar, general Baptista Tagmé Na Wae. Hoje, os guineenses acorrem às urnas para elegerem um novo presidente, num clima onde predomina o pessimismo. Tão mal estão as coisas neste país africano, maltratado e esquecido em partes iguais, ao que uma agência da ONU e numerosos meios de informação já descrevem como o primeiro narcoestado de África?

Guiné-Bissau Capital: Bissau. Governo: República. População: 1,503,182 (est. 2008)

Os empregados públicos de Bissau, excepto os militares, não recebem os seus salários desde o mês de Janeiro.

Soldados de uniforme ocuparam-se dum avião procedente da Venezuela que a chefe da polícia acreditava cheio de droga

"Aqui faria falta um ditador, no bom sentido, para moralizar a sociedade", diz o chefe do Exército guineense.

"As Forças Armadas da Guiné-Bissau são um reino de Taifas, sem um comando claro", diz o chefe da missão da EU.

De noite no coração das trevas da capital guineense há vida. As sombras movem-se como em pleno dia. É a adaptação ao meio, como os felinos, de muitos anos de viver na obscuridade. A vida nocturna permite descobrir que a presença de traficantes de distinta indumentária, contrabandistas, negociantes, aventureiros, espias, confidentes, não é una fábula. Alimentados por ruidosos grupos de geradores eléctricos, bares, restaurantes e discotecas têm abundante clientela nos dias em que estão abertos. Há um casino. Um casino em Bissau? Para quê? Para lavar dinheiro sujo, comenta um residente estrangeiro com larga experiência em África. A imagem não pode ser mais deprimente. A sala de máquinas caça-níqueis está deserta. Numa esquina, uma mulher sentada na barra dá cabeçadas. Na sala de jogo, separada por uma cortina roxa, seis tipos jogam ao póquer num ambiente lúgubre.

Estado da Índia, 1963. Margão


Cidade do distrito de Goa, no Estado da Índia, com a população de 118.585 habitantes, situada na margem do rio Sal, tem de apreciável, além do seu aspecto urbano, a Igreja do Espírito Santo, monumento digno de apreço.

Nos arredores, o monte de Margão com uma interessante Capela, é o local de onde se admira um panorama encantador, valorizado pela vegetação abundante.

A praia de Colvá, uma das melhores do distrito, deleita os visitantes com a graciosa decoração dos seus coqueiros.

Sob o aspecto típico local, há que admirar, também, a Mesquita de Jamea Masild, bem como os costumes tradicionais que ali se manifestam em curiosíssimas exibições que não mais esquecem.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sábado, 27 de Junho de 2009

Ismael Mateus e o vulcão angolano


A montanha pariu um rato pequenino que (ainda por cima) é surdo e mudo
Ismael Mateus SEMANÁRIO ANGOLENSE

O MPLA continua mudo e impassível, apesar dos comprovados sinais de uma generalizada insatisfação com a gestão do seu governo. Perante críticas da sociedade, o MPLA prefere colocar-se na posição da vítima perseguida pelos frustrados e invejada pelos ambiciosos. Desde modo, a ideia que se pretende passar ao país é de que, realmente, os problemas não existem, sendo apenas uma fabricação, uma invenção dessas pessoas frustradas e invejosas.

Convencido nos seus 80% como uma espécie de selo de garantia, o maioritário está apostado em desvalorizar e em não atender o coro de críticas sobre a má gestão dos fundos públicos, sobre a falta de oportunidades a angolanos e a outros círculos que não sejam os afectos ao poder e, sobretudo, ao factos de se prioridade os estrangeiros em detrimento dos angolanos. É a chamada política de avestruz: o MPLA recusa-se a ver o óbvio e a assumir uma postura pública de acordo com os compromissos assumidos em Setembro. O MPLA continua a enganar-se a si mesmo, acreditando nas teorias das cabalas contra si. É mais um estranho e incompreensível equívoco do maioritário.

Não temos dúvidas de que as políticas definidas e aprovadas pelo MPLA estão correctas. Por esta razão a primeira pergunta que o maioritário se deveria colocar é: estando as políticas correctas, por que razão existe esse tão elevado nível de insatisfação? Se os dirigentes do MPLA quiserem ser fiéis às suas promessas eleitorais têm que saber responder a esta pergunta. Não vale a pena fingir que não existe insatisfação. Existe! Oiçam o povo nas rádios e televisões. Oiçam os comités de acção. Oiçam o povo dos candongueiros e praças. Estamos todos frustrados e mal pagos. O MPLA prefere não ver essa insatisfação. Prefere não acreditar que a expectativa e a esperança criadas em Setembro já ficaram reduzidas a um debalde geral. Existem muitas razões para isso, mas a principal é o facto do partido maioritário não ter honrado com a promessa de mudança feita durante a campanha eleitoral.

Tanto a conferência nacional do MPLA quanto as entrevistas de dirigentes e os discursos de JES apontavam claramente para uma mudança de estilo de governação e também no modo de gerir os recursos humanos. A lista de deputados e a formação do governo foram desilusões atrás de desilusões. Não representaram nem a viragem prometida nem uma mudança de critérios de selecção e de governação. Os meses seguintes comprovaram a sensação inicial de que a montanha das promessas eleitorais tinha parido um rato, um pequenino rato e ainda para mais surdo e mudo. O benefício da dúvida e o estado de graça não duraram quase tempo nenhum. Por mais que os dirigentes partidários e os ministros vejam nos críticos apenas gente frustrada e invejosa que os persegue, a verdade é que andamos todos cansados e fartos deste estilo de governação. Esperava-se que as eleições representassem um novo estilo, mas isso foi só mesmo uma esperança. Não está tudo na mesma. Está tudo um bocado pior.

O descrédito é geral. Ao não ver isso, o MPLA está a arrastar o país para uma depressão geral de consequências imprevisíveis. De frustrados passaremos a depressivos. E de depressivos passaremos à loucura. O país pode cair numa letargia tal que, faça-se o que se fizer, ninguém mais dará ouvidos a ninguém e nada mais resultará, porque toda a gente está e continuará convencida de que, apesar das promessas de mudanças, no final, contas feitas, vai tudo dar às mesmas pessoas, ao mesmo estilo de governação, aos mesmos vícios e aos mesmos beneficiários. Alias, para sermos honestos, já vivemos essa letargia. As obras que foram um forte trunfo para os 80 por cento dos resultados eleitorais também hoje estão em sub-rendimento.

Passados nove meses das eleições, todos vêem que muitas das obras foram feitas apenas para as eleições. Não são de qualidade, a ponto de alguém lhes ter chamado obras de papelão ou de esferovite. As obras que eram para ser duradouras já estão a dar mostras da sua má qualidade. Foram pagas a preço de ouro, duas ou três vezes mais do que valem e mesmo assim revelam-se de má qualidade. Ninguém é responsabilizado.

Mesmo assim, reconhecidamente, as obras são os únicos atenuantes para o MPLA e sua governação. Andar pelo país está mais fácil. As cidades estão mais bonitas. As obras são o único cartão de visita desta nova/velha governação nascida em Setembro de 2008. É daí que vêm os únicos pontos favoráveis para a (pouca) tolerância que ainda há. O resto é, clara e declaradamente, um fracasso. O MPLA confunde o êxito do cimento e do betão com a gestão dos recursos humanos e dos problemas sociais. Apesar do grande sucesso das estradas, mesmo as que já se vão estragando, os angolanos vêm-se sentindo cada vez mais preteridos das oportunidades do país. Esta é uma sensação que o MPLA não pode fingir não ver. A onda de protesto contra as inúmeras oportunidades dadas a estrangeiros vem aumentando assustadoramente e, se nada for feito, isso vai rebentar nas ruas com manifestações de xenofobia.

Do mesmo modo, não se pode deixar de ver a insatisfação geral pelos excessos dos grupos privilegiados de pessoas afectas ao poder. Há um pequeno grupo de pessoas e grupos económicos que «comem tudo». É a turma do «comem tudo», vulgo «Donos do país». Ficam com todos os negócios chorudos, ficam com todas as oportunidades e concursos públicos e agora até assaltam as empresas públicas seja por via da sua gestão directa ou por via da chantagem, forçando-as a contribuir para os seus projectos privados. Não há, obviamente, ninguém a inventar isso. O MPLA facilmente pode conferir quem são os patrocinadores de determinados eventos e de que forma esses patrocínios são conseguidos. Pode conferir quem são os grupos económicos que têm os principais negócios do país e a quem estão ligados. Pode conferir com quem vão ficar os negócios do Estado que estão a ser e vão privatizados.

Mesmo que nas reuniões do grupo parlamentar e do secretariado o MPLA prefira fazer a politica da avestruz, os seus dirigentes, os seus militantes de base sabem que há problemas sérios na gestão das oportunidades e nos critérios de selecção. Há um pequeno, muito pequenino, grupo que se está a apoderar de tudo e isso vai inexoravelmente redundar em violência. Estamos hoje próximos daquela realidade colonial dos anos 60 que levou a que muitos filhos de Angola aderissem à luta de libertação. Tal como se fazia em relação ao colono português, a grande maioria dos angolanos queixa-se hoje dos mesmos problemas que os mais velhos faziam nos anos sessenta, nomeadamente a subjugação económica da maioria a um pequeno grupo que parte e reparte tudo entre os seus parentes, amigos e sócios estrangeiros. Um cidadão angolano normal tem de entrar para um sistema geral de bajulação, adoração e servilismo ou então nem casa tem para morar. A casa de chapa ou desenrascada, o terreno que a muito custo conseguiu ainda pode ser alvo de cobiça da turma dos «comem tudo». Mesmo o pequeno negócio para desenrascar a vida um dia pode acabar porque alguém da turma dos «comem tudo» resolve ficar com o terreno ou montar, com a ajuda do Estado e dos dinheiros públicos, um negócio para acabar com a concorrência angolana.

Mesmo perante este cenário, o MPLA finge não ver. Odeia as vozes críticas. Os mais velhos que apreendemos a respeitar, à excepção de Pepetela, Manuel Rui Monteiro, Mendes de Carvalho e Marcolino Moco, estão calados. Estamos a perder o respeito por eles. Em nome do seu povo tiveram a coragem de lutar contra o sistema colonial de Salazar, mas agora renderam-se ao vil metal. Por meia dúzia de tostões, estão em compadrio com este sofrimento do povo, renegando até o seu passado de luta por este povo. Isso é absolutamente incompreensível porque vem de dirigentes do MPLA que tinham brilhantes folhas de serviço à nação. Agora por causas dos negócios e das migalhas que colhem da turma dos «comem tudo» não querem ver. Não querem saber. Não querem ouvir. Não querem saber das velhas causas. Querem morrem com dez quintas, dez empresas e uma conta bancárias com muitos zeros.

Toda a vida de luta agora se reduz, penosamente, a isso. Não existem referências morais no MPLA. Deixaram de existir. Estão todos comprometidos. Este é o preço do silêncio. Obviamente, não os podemos respeitar como antigamente. Assim, logicamente, vinga no seio do MPLA, e com muito sucesso, a ideia de que as criticas são meros casos de inveja e frustração de alguns. Como pode um partido com as responsabilidades do MPLA chegar a tamanha cegueira política? SA

Semanário Angolense nº 322. De 27 de Junho a 04 de Julho/2009

Imagem: http://www.brasilescola.com/geografia/vulcoes.htm

A volta ao mundo num avião impulsionado pelo Sol






ENERGIA Mede 63 metros e pesa como um carro


Efe Genebra EL MUNDO

Actualizado sexta-feira 26/06/2009 17:06 horas

O protótipo do primeiro avião capaz de voar dia e noite sem combustível fóssil, sem contaminar e exclusivamente graças à energia solar, foi apresentado pelo seu principal impulsor, Bertrand Piccard, neto do explorador que chegou pela primeira vez ao fundo da Fossa das Marianas e alcançou assim a máxima profundidade oceânica do mundo em 1960.

O avião fabricado à base de fibra de carbono tem a forma dum Airbus A340 (63,4 metros de largo), mas o seu peso é o de um automóvel normal (1.600 quilos), características que o convertem no avião de tais dimensões mais ligeiro que nunca jamais se construiu, explicou Piccard.

Está previsto que este novel aparelho – que poderá realizar os seus primeiros voos de prova antes de finalizar o ano – se desloque a uma velocidade de 70 quilómetros por hora.

A apresentação teve lugar ante umas 600 personalidades reunidas no aeródromo de Dubendorf, nas redondezas de Zurique, segundo a agência Suiça de noticias Ats.

12.000 células solares
As asas do aparelho estão equipadas com 12.000 células solares, que alimentarão de energia quatro motores eléctricos com uma potência máxima de 10 cavalos cada um, o que no conjunto produzirá uma força similar à de uma moto "scooter".

Essas mesmas células servirão ademais para carregar durante o dia as baterias que servirão para voar de noite. Como qualquer outro, o avião solar conta com um posto de pilotagem dotado de comandos e instrumentos de navegação.

Piccard explicou que este primeiro protótipo tem por objectivo demonstrar que é possível realizar um voo de 36 horas. Os resultados que se obtenham dos primeiros voos de prova servirão para construir um segundo avião destinado a dar a volta ao mundo em cinco etapas de cinco dias cada uma, uma ideia que se crê poderá fazer-se realidade em 2012, susteve o inventor.

O "Projecto Solar" busca demonstrar o potencial das energias renováveis, promover a sua utilização e demonstrar a poupança de energia que pode lograr-se graças às novas tecnologias.

A engenharia do avião apresentado requereu cinco anos de trabalho, entre simulações e a sua construção.

Foto: Bertrand Piccarde e Andre Borschberg, presidente da Solar Impulse, ante o avião. AFP

Estado da Índia, 1963. Mapuçá




Cidade do distrito de Goa, no Estado da Índia, com a população de 103.668 habitantes, representa, além do carácter típico da região a que pertence, um local de irradiação para digressões aprazíveis, entre as quais ao planalto de Saligão, Sinquerim e Fonte da Aguada.

Ao aspecto típico da cidade aliam-se motivos que merecem o maior interesse, tais como a Igreja de S. Jerónimo, a Fortaleza dos Reis Magos e a Fortaleza de Chaporá.

Os templos hindus, tanto na cidade como nos arredores, constituem curiosidade igualmente digna de registo, pelo seu género de expressão decorativa.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sexta-feira, 26 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (30). Novela


Ainda o casal real dormia com um olho aberto e outro fechado, numa bela cama estilo Luís XIV, quando a princesa abriu a porta com a chave que surripiou à mãe. Senta-se na cama ao lado da progenitora, acorda-a. A rainha levemente assustada levanta a cabeça, pergunta à filha:
- Que horas são?
- São cinco horas mãe.

O rei desperta completamente, ouviu o cinco horas da manhã, e repreende a princesa.
- Filha bonita do papá e da mamã, se não tiveres um bom motivo para nos acordares a esta hora, vou-te dar uns bons açoites no teu real rabinho.
- Meu senhor, se ousardes tal façanha, verá tal angústia minha, que preferirei viver como uma rameira. – Ousou a Rainha.
- Senhora minha, deixai-me educar os meus filhos. Eles têm pai, só mãe não é suficiente. Noto que a educação que lhes dais, é indigna de uma verdadeira rainha.
- Senhor meu… ide à merda!
- Como prefere ser rameira, se já o é?!
- Irreal senhor, não me obrigue a devassar o seu íntimo!
- Sinto-me sem integridade moral. Vejo-me forçado a utilizar as mãos, e ferir talvez a indelicadeza dos seus lábios!
- Real atrevido, como ousa? Tente e verá, arrependêreis-vos ad aeternum.
O esposo levanta a mão, a esposa procura um objecto. A princesa dá um grito, que de certeza se ouviu no Castelo e arredores.
- CALEM-SE!!! Porras!!!

Chora. As torneiras dos olhos parecem os tubos e condutas da Real Empresa de Águas, sempre a estoirarem, a rebentarem. As lágrimas correm como a cachoeira do Sumbe pelos declives das faces. A rainha comove-se.
- Nunca a vi chorar assim.
- Tal mãe tal filha. Já não se pode dormir no meu reino. Vou bazar e tratar dos assuntos de Estado. Isso é mais importante. As rameiras que se entendam. – Disse o rei em retirada e atirando com a porta com tal violência, que lascas saltaram.
As duas abraçam-se. A mãe faz um gesto de desprezo na direcção da porta. A princesa observa.
- Piranhar minha cara mãe.
- Estás a ficar conspurcada como a ralé. Vou evitar que saias muito do Palácio.
- Aprecio muito viver com a ralé. Aprende-se muita coisa.
- Por exemplo o quê!
- A fome. Isto não é um reino. É um campo de concentração onde as pessoas morrem à fome.
- Tem o que merecem. Não é só aqui que existe fome. Muitos reinos adernam sem salvação castigados pelas independências selvagens. As pessoas esqueceram-se que para serem independentes têm que trabalhar muito.
- A questão é essa… dêem-lhes trabalho. Todos querem trabalhar. A fome é merecimento para alguém…?
- Fumaste não é?!
- Não, Deus me livre!
- Então… passada para os republicanos?
- Não, passada para o lado da justiça dos esfomeados.

A rainha guardou silêncio. Não sabia como reagir às inesperadas afirmações da filha. Tentou as habituais artimanhas de mãe.
- Os teus dezoito anos de idade surpreendem-me. Vives bem, não te falta nada. O que mais queres?

O Planeta dos Macacos 6


Ainda que seja tarde,
ainda que esteja cinza e chuva,
ainda que haja um oceano entre a amizade...
In Patrícia Guinevere

E com o sistema de transacções bancárias instalado, os bancos em Angola têm o futuro assegurado, rapinado, burlado, mafiado. E tudo na África Negra tem que ser teimosamente assim.

E faz parte dos contratos chineses a invocação: «graças aos nossos amigos chineses.» Claro que um governo mafioso, para sobreviver contrata as redes mafiosas.

E prossegue-se com as mesmas duas democracias. Uma para brancos e outra para negros. Uma democracia às claras e outra às escuras. Por aqui e por ali, está uma trapalhada que ninguém se entende. Até quem não recebeu o vencimento do seu trabalho desde Janeiro, quando exige o pagamento… é preso.
Democracias que fabricam monstruosidades. A democracia está como a religião, hipócrita… supera-a. A democracia navega no mar da hipocrisia da democracia dos campeonatos de futebol. Não há nenhuma diferença entre a democracia e o futebol. É que são todos jogadores.

Apesar de quase cinquenta anos em liberdade, é um povo que ainda vive nas cavernas. E os democratas prazenteiros oferecem-lhes um presente: a felicidade. Acenam-lhes com a democracia infestada de petróleo, e que com a democracia serão livres, independentes, e com o petróleo e os diamantes alcançarão a felicidade eterna. Como é fácil ludibriar o povo das cavernas.

Continuam felizes, pasmados com a democracia da fome petrolífera e diamantífera, e das casernas das cavernas. E o povo não sai, mantém-se cavernícola. E as democracias insistem-lhes que o desenvolvimento da miséria económica e social é o melhor caminho. Que assim a democracia consolida-se. E os bancos da democracia à portuguesa apoiam… com o congelamento das contas bancárias.

(Se a janela do quarto fica aberta entram grandes doses de mosquitos.)
Entretanto, naturalmente a democracia desenvolve-se. Já temos a democracia familiar. Este tipo de democracia interessa particularmente às democracias ocidentais.

(Neste momento ninguém está seguro em lado nenhum, cai chuva de argamassa.)
Onde não há lei, onde qualquer um nos pode tirar a vida, ou roubar, ou destruir os nossos bens, então a única solução é: a criação de células clandestinas de 4 ou 6 elementos e atacá-los, pagar-lhes na mesma moeda, especialmente banqueiros e especuladores. Um terrorismo combate-se com outro terrorismo.

Imagem: http://www.google.com/imgres?

História Universal (13). Os Assírios



Finalmente, em 836 Joyada decidiu-se a actuar.

CARLOS IVORRA

Reuniu secretamente com os chefes militares da Judeia e apresentou-lhes um menino de sete anos. Afirmou que era Joás, filho de Ocozías, que seis anos antes, quando Atalía ordenou o extermínio da casa real, a sua esposa (irmã de Ocozías) salvou-o ou ocultou-o no templo, onde havia sido cuidado no mais estrito segredo desde então. A história é pouco credível, mas os generais aceitaram-na encantados, proclamaram rei a Joás, capturaram a Atalía e assassinaram-na. O povo aceitou de bom grado a restauração no trono da casa de David. A influência fenícia chegou ao seu fim tanto em Israel como na Judeia. Sem dúvida, ambos reinos ficaram muito debilitados.

Em 827 ocupou o trono chinês o rei Hsuan, que teve que facer frente às incursões dum povo bárbaro do Oeste: os Hsien-Yun. Por outra parte, estendeu o reino até ao sul, até ao rio Yang-Tse.

Por estas alturas Salmanasar III dirigia uma expedição contra os medos. Os assírios aprenderam deles o domínio dos cavalos grandes, incorporaram-nos à sua temível maquinaria bélica, mas também lhes deram usos civis. Com eles agilizaram o sistema de correios e mensageiros que estava no activo desde os tempos dos sumérios, o que lhes permitiu administrar mais eficientemente o império. Assim mesmo empregaram-nos para os transportes e o abastecimento das grandes cidades, pois Babilónia e Calach contavam então com uns trinta mil habitantes cada uma.

Em 824 o filho mais velho de Salmanasar III rebelou-se contra o seu pai, tratando assim de assegurar a sucessão, como era frequente quando um monarca oriental era já velho. O rei morreu antes de poder enfrentar o rebelde, mas o seu filho menor combateu em nome do seu pai e sufocou a rebelião depois de vários anos de guerra civil. Reinou como Shamshi-Adad V, mas não esteve à altura do seu pai, e o poder Assírio declinou.

Em 822 os bárbaros Hsien-yun saquearam Hao, a capital Chinesa, mas finalmente puderam ser rechaçados. Em 821, o quarto sucessor de Feizi, Zhuang, senhor de Qin, recebeu do rei o título de duque.

A decadência Assíria permitiu uma certa recuperação da Fenícia e da Síria. Os fenícios reafirmaram o seu domínio exclusivo sobre o Mediterrâneo. Em 814 fundaram uma nova colónia em África, cerca de Útica, na actual Tunes, e chamaram-na Karthadasht (cidade nova), em oposição a Útica, que devia ser a cidade velha. Hoje conhecemo-la com a versão romana do nome: Cartago. Neste mesmo ano morria o rei israelita Jehú, que foi sucedido pelo seu filho Joacaz. O novo rei teve que pagar tributo à Síria. O rei Hazael ia arrebatando paulatinamente a Israel e à Judeia grande parte dos seus territórios, tanto ao Este do Jordão como na costa Mediterrânea, onde se fez com o domínio das cidades-estado filisteias. Depois da morte de Jehú poderia apoderar-se da mesma Samaria, e Joacaz não teve alternativa.

As coisas não iam melhores na Judeia. O rei menino Joás governou debaixo da tutela dos sacerdotes, mas quando Joyada morreu e foi sucedido no sacerdócio pelo seu filho, o rei afirmou a sua independência e intrigou para fazer lapidar o novo sacerdote. O rei sírio Hazael chegou nas suas incursões à mesma Jerusalém e, para livrar-se da sua ameaça, Joás teve que pagar-lhe um forte tributo que saiu do tesouro do templo, com o que terminou de ganhar inimizade do clero.
Em 810 morreu o rei assírio Shamshi-Adad V, deixando a sua viúva Sammu-Rammat e um menino pequeno. A imagem de uma mulher que governou o império mais poderoso e temível do mundo deu lugar a muitas lendas, difundidas principalmente pelos gregos. Precisamente conhecemos melhor a rainha pela versão grega do seu nome: Semiramis. Os gregos fizeram-na esposa de Nino, o primeiro rei Assírio, segundo a sua versão da história, que fundou as cidades de Ninive e Babilónia. Nada disto é certo. Semiramis reinou só durante um breve período de tempo, aproveitando o temor que todavia inspirava a Assíria nos povos circundantes. Em 806 morreu Hazael da Síria, e foi sucedido pelo seu filho Benhadad III. Pouco depois um exército Assírio tomou Damasco, e impôs-lhe um forte tributo e deixou o país totalmente debilitado, pondo fim assim aos dez anos de esplendor em que a Síria dominou praticamente toda a Canaã. Semiramis morreu em 802 depois de oito anos de reinado (e não quarenta e dois, como diz a lenda). Foi sucedida pelo seu filho e a Assíria seguiu decaindo lentamente, atestando assim os bons resultados da política de terror que os seus monarcas poderosos praticaram, que salvou o país incluso quando provavelmente tivera sido una presa fácil para os seus muitos inimigos.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: http://br.geocities.com/oportaldehermes/assirios.htm

TUMULTO



Tempestade... O desgrenhamento
das ramagens... O choro vão
da água triste, do longo vento,
vem morrer-me no coração.

A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu...
(Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!...)

E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,`
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará...

Cecília Meireles

http://www.pensador.info/autor/Cecilia_Meireles/

Estado da Índia, 1963. Goa


Cidade capital do Estado da Índia e sede de Patriarcado, com a população de 73.123 habitantes, apresenta alguns monumentos dignos de admiração, como o Palácio dos Governadores, o Palácio Patriarcal, o Palácio do Idalcão.

Na cidade velha, a Sé, a Basílica do Bom Jesus e o arco dos Vice-Reis são merecedores de melhor atenção.

O pitoresco da paisagem, com diversos cursos de água navegáveis, o esplendor das florestas aromáticas, e os costumes tradicionais da população hindu, constituem invulgares motivos de curiosidade e apreço.

De apreciar são, também, as suas praias guarnecidas de graciosos coqueiros, que lhes imprimem exótica expressão.


A roda representa o martírio de Santa Catarina de Alexandria, em cujo dia foi Goa retomada, em 1510. É, por isso, considerada sua padroeira.

In Ag~encia portuguesa de Revistas. 1963

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (19)


«Então meu jovem como é que vai a vida na nossa Luanda-Somália? Os police continuam a roubar as coisas?» «Não meu kota, os police estão a roubar as mulheres. Os police mataram os bandidos todos lá no meu bairro. Agora já se pode andar à vontade às dezanove horas.


- Instalam aparelhos de ar condicionado potentes, os cabos queimam, incendeiam, ficam sem luz. Insistem, os cabos eléctricos da rua, os fusíveis, as casas ardem, e ainda insistem
- Dizem que a culpa é do governo.
Moradores em pânico ganham asas, voam, aterram na segurança da rua. Lamentam-se:
- A minha ventoinha está a arder.
- A minha aparelhagem foi-se.
- A minha geleira ardeu.
- O meu Dvd, acabado de comprar…
- Mentira, você roubou-o!
- E você, faz o quê?
- Ó raça, é fugir, o prédio parece que vai explodir.

Esperam que os bombeiros cheguem, que consigam desengarrafarem-se do trânsito e pouco ou nada restará. Quando chegarem, e a água que trazem acabar, não poderão fazer mais nada, porque não há bocas-de-incêndio. Se existissem, delas não sairia água. Apesar de duas bocas-de-incêndio institucionalizadas: Dum lado o inferno do governo, do outro o inferno da oposição. Há muitos incêndios devido a curto-circuitos. Os Jingola pós-parto são excelentes engenheiros electricistas.

O meu avanço encortina-se por remoinhos de fumo. Alguém pegou fogo a um monte de lixo na tentativa de o eliminar. Dentro de pouco tempo as redondezas serão engolidas pelo fog lixento. A zungueira solitária orienta a carne na banheira solidária. Enxota as moscas, que não se cansam de fazer ziguezagues. Alguém não está satisfeito com isso e com ela.
- Essa carne está podre, estragada. Vocês compram-na nos armazéns dos sênê (senegaleses) por preço baixo, lavam-na com muito detergente, põem-lhe muito sal, e vendem-na como se fosse chispe.
- Ah!.. Você quer-se complicar comigo, estragar o meu negócio.
O rádio acompanha-os, zune propaganda plurianual. Cozido principesco, habitual.
- Vamos criar colonatos e compramos o excedente da produção, depois armazenamos em silos, para as épocas de crise.
Com certeira, matreira convicção, como anjo da anunciação que parangonava.
- Os preços do Petróleo sobem muito. Isso é bom para nós.
E muito mau para nós. – Repicaram os sinos dos celeiros vazios.

A chuvada teimosa aligeirou várias famílias. Expurgadas dos bens, imploravam ao Altíssimo que reparasse as fugas das águas dos canos, onde Deus habita. Clamavam por ajuda terrena, do Governo da terra. A expectativa atenuava-se com a recomendação, que por agora não era possível fazer nada, porque existiam situações gravosas.
O dirigente terreal solenemente desvenda aos rostos desabrigados a recordação da inundação.
- Antanho aqui florescia magnificente eucaliptal. Um dique providencial, que segurava, desviava, acorrentava a correnteza das águas. Sem apelo arrancaram-nos, das suas carnes postaram negócio. Acenderam carvão para cozinharem e para venderem.

Imagem: http://perdidoeachado.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

O Planeta dos Macacos (5)


Diário do Povo. Parece-me que pela Lei angolana, é crime esfolar e comer cães e gatos.

Sinopse: Em 2009, Leo Davidson chega em um planeta habitado por macacos, onde os humanos são os "animais" e lutam pela sobrevivência. Mas Leo também é feito de escravo e tenta formar um grupo e iniciar uma revolução, que ameaçará o poder dos macacos.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504

Exércitos de jovens, sem os prometidos (e roubados pelas forças de ocupação estrangeiras) empregos deambulam perigosamente. Ultrapassaram as fronteiras das feras esfaimadas. Vivem com as forças que lhes restam tumultuando, arruaçando nos caminhos da revolta insana, permanente, para a qual não há solução. Porque a anarquia reina na governação. Angola está finalmente resignada nas garras dos parasitas estrangeiros. O Governo parece também sê-lo. E subtilmente encesta-se a gíria: está tudo sob controlo.

Ai do país, da nação que rume para as trevas. As crianças estão sem destino, ultimam o fim da nação. Quem será que recolherá os destroços? Com o desmedido analfabetismo decretado, produziu-se um povo bestial, pestilento, violento e boçal. Conforme planeado, tudo acorrentado numa única, apenas numa família nacional internacionalista. Há o receio da existência de um plano macabro para dizimar o que resta da população.

Demónios despedidos do inferno porque também lá não os desejam. E por aí errantes em moradas incertas. Os seus dantes amigos, agora inimigos, arrasaram-lhes as casas para continuarem a revolução premeditada do nada fazer. Apenas mal construir prédios e alguns estádios de futebol. Parece com o que resta do saldo da ressaca petrolífera. É mais um trunfo do império maligno. O que está a bater bem é investir em bancos falidos de Portugal à deriva. E tudo o que nos prometem, nos remetem, ou o que fingem fazer… é tão efémero!

Luanda não é cidade, é uma tempestade, uma carnificina humana. Está numa erupção inflamatória, num governo inchado que prossegue uma política de estádios de futebol, onde os governantes são jogadores. Temos que libertarmo-nos dos libertadores. Já não o são, libertem-nos desta libertação, desta governação. Não sei para quê tanta construção se brevemente assistiremos a outra destruição.
Actualmente este mundo é uma prisão. A população é torturada e abandonada ao desnorteio. Governar? É nos matar, é um campo de concentração democrático.

Os que habitualmente falam muito na imprensa, os defensores da democracia e do povo, quando os abordamos pessoalmente sai uma desgraça… duas caras. De modos que por aqui nada há a fazer.

A melhor piada de todos os tempos: com milhões e milhões de desempregados… a economia mundial recupera da recessão, dizem os bárbaros da economia… e o desemprego continua a aumentar. Incrível… os preços do petróleo sobem irracionalmente.

Imagem: http://www.brasilescola.com/imagens/geografia/Vulcao.jpg

Devaneios 25Jun09


Hernani Monteiro, Braga 08/05/09 10:49
E têm também a miséria que infelizmente é uma marca da maioria dos países africanos. E andei eu na minha juventude a defender esta gente, hoje tornada riquíssima e o seu POVO que dizem defender a morrer de fome. Isto não é esquerda, é direita do mais puro que pode existir.
Diário Económico

João Neves, Luanda 08/05/09 12:11
É uma pena que alguns portugueses não se libertem dessa visão colonialista de que as elites angolanas não podem ser ricas, quando as grandes famílias portuguesas que enriqueceram no tempo colonial com as riquezas das então colónias, continuam a mandar em Portugal. fez-se o 25 de Abril e passados 35 anos, com excepcção do Belmiro de Azevedo, todas as grandes fortunas são as mesmas do tempo facista. A democracia parace que também não serviu poara nada em Portugal.
Diário Económico

pedro, 08/05/09 12:51
antes em Angola havia de tudo. Hoje em dia há, mas tem de importar, porque não produz nada.
Diário Económico

pedro, 08/05/09 09:13
Angola nos anos 60 e mesmo depois até à descolonização tinha de tudo e o
governo vai querer investir na agricultura, mas como se não teem condições,
isto é clima teem, mas de resto é só fogo de vista.
Diário Económico

10.05.2009 - 01h26 - António, Portugal
Ainda duvidam?! imigração sem controlo = colonização e degredo social PNR no parlamento urge!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

10.05.2009 - 00h13 - q, q
setubal é uma zona triste com fabricas fechadas muito desemprego, cafés e mais cafés a a maior parte ás moscas, muita traiçao conjugal, muita promiscuidade, muito ócio nada para fazer, e barriga para encher sem dinheiro, um grande problema, se ao problema dos setubalenses adicionarmos um bairro de africanos ainda em pior situaçao temos o caldo entornado, com roubos atrás de roubos carjaking e assaltos a multibancos e a roubarem as lojas de gente que já é pobre eis o portugal de abril no seu esplendor.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 22h53 - Adolfo , Porto
Salazar! volta estás perdoado...
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 22h31 - Amadis , Setúbal já está a arder.
curioso, Mauzinho, tive um chefe , depois muitooooo grande amigo e infelizmente já falecido, que me disse um dia « Setúbal é uma cidade maldita ». É demais o que está a acontecer, o povo já sofreu muito e não merece triste sina. Há muitos meses que tenho andado a alertar para a realidade . Vejo muita gente a almoçar apenas uma sopa. «Deseja mais alguma coisa?» «Não, é só a sopa, estou com pressa » «É 1 € ». Para não falar das crianças que apenas comem na escola, em casa népia. É o SOCIALISMO DEMOCRÁTICO que temos.
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09.05.2009 - 21h23 - Nunom, Portugal
Continuem a votar na esquerda e no sistema (ps, psd cds, e be e cdu) que Portugal continuará a caminhar para o abismo e caos social. Um verdadei politica de imigração precisa-se, assim como expulsão imediata para imigrantes e filhos de imigrantes criminosos. cada vez mais força PNR
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Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Vulcão em erupção


Erupção
WIKIPEDIA a enciclopédia livre.

A erupção vulcânica é um fenômeno da natureza, geralmente associado à extravasação do magma de regiões profundas da Terra na superfície do planeta. As camadas de rochas formadas por erupções magmáticas são chamadas de "derrames", pois a rocha se espalha e solidifica-se na superfície do globo. A lava arrefecida gera normalmente um óptimo solo para plantação.

Tipos de erupção
A proporção de rochas, gases e lava que um vulcão emite determina o tipo de erupção. Os tipos de erupção recebem normalmente nomes relacionados com vulcões famosos onde se observou um comportamento vulcanológico característico. Alguns vulcões exibem somente um tipo de erupção durante um intervalo de actividade, enquanto que outros podem mostrar uma sequência de diferentes tipos.

As erupções vulcânicas podem ser divididas quanto à sua violência em explosivas e efusivas. As erupções explosivas são causadas pela acumulação de vapor e gases sob elevadas pressões, que são libertados de forma violenta. A interacção de águas subterrâneas e magma leva à produção de vapor, que retido debaixo de camadas de rocha se acumula até atingir uma pressão suficientemente elevada para a destruir e libertar-se para a atmosfera. Gases que eventualmente estejam dissolvidos no magma em ascensão no vulcão, por acção da elevada pressão no seu interior, podem também expandir rapidamente após a explosão inicial de vapor, formando uma explosão secundária que é por vezes mais intensa que a primária e que pode formar um fluxo piroclástico. Em contraste, nas erupções efusivas existe uma libertação lenta de lava de baixa viscosidade e com reduzido conteúdo volátil, não existindo fenómenos explosivos associados a este tipo de erupção.

Os vulcanologistas classificam as erupções da seguinte forma:

Erupção havaiana
Erupção havaiana. 1: pluma vulcânica; 2: fonte de lava; 3: cratera; 4: lago de lava; 5: fumarolas; 6: fluxo de lava; 7: camadas de lava e cinza; 8: estratos; 9: soleira; 10: chaminé vulcânica; 11: bolsa de magma; 12: dique.

A erupção havaiana é um tipo de erupção efusiva, sem descarga de gases, com magma basáltico de baixa viscosidade e temperaturas muito elevadas na chaminé vulcânica, ocorrendo caracteristicamente em hotspots mas também próximo de zonas de subducção. As erupções havaianas, assim denominadas por serem características dos vulcões no Havai, podem ocorrer ao longo de falhas ou fissuras, como aconteceu na erupção do Mauna Loa no Havai em 1950. Também podem ocorrer numa chaminé central, como na erupção de 1959 na cratera Kilauea Iki do vulcão Kilauea, Havai. Nas erupções em fissuras, a lava brota de uma fissura na zona rift de um vulcão e escorre pela encosta, juntando-se a outras correntes de lava. Nas erupções centrais, uma fonte de lava é ejectada a várias dezenas de metros de altura. Neste caso, a lava pode concentrar-se em pequenas crateras formando lagos de lava, ou formar cones, ou ainda alimentar rios de lava que escorram pela encosta. Há produção muito baixa de cinza vulcânica, o que as torna relativamente seguras de observar e por isso populares para os turistas.

O facto de o magma característico destas erupções conter uma baixa percentagem de água dissolvida (menos de 1%) e ser na sua maioria basalto confere-lhes o seu carácter efusivo. Praticamente toda a lava provinda dos vulcões havaianos é basalto toleiítico, uma rocha similar à produzida nas falhas oceânicas. No vulcão subaquático de Loihi foi detectada erupção de basalto relativamente rico em sódio e potássio (mais alcalino); este tipo de rocha poderá ser característico do início da formação das ilhas havaianas. Em etapas posteriores, houve maior erupção deste basalto alcalino e após um período de erosão houve erupção de pequenas quantidades de rochas invulgares, como a nefelite. Estas variações na constituição do magma provindo de erupções havaianas é estudado para entender o funcionamento das plumas do manto.

Erupção estromboliana
Erupção estromboliana. 1: pluma vulcânica; 2: lapilli; 3: chuva de cinza vulcânica; 4: fonte de lava; 5: bomba vulcânica; 6: fluxo de lava; 7: camadas de lava e cinza; 8: estratos; 9: soleira; 10: chaminé vulcânica; 11: bolsa de magma; 12: dique.

O nome provém do vulcão da ilha de Stromboli, na Sicília. Na erupção estromboliana brotam cinzas, gases, pequenos fragmentos de rocha quente (bombas vulcânicas, lapilli), que formam arcos luminosos no céu. Os fragmentos de lava combinam-se para formar rios de lava que escorrem pela encosta. Ocorrem explosões pouco violentas causadas pela acumulação de bolsas de gases, que sobem mais rapidamente que o magma que as rodeia.[1]

Tipicamente, a tefra encontra-se em incandescência quando é expulsa da chaminé, mas a sua superfície arrefece e toma uma coloração escura ou negra, podendo solidificar significativamente antes de atingir o solo. A tefra acumula-se na vizinhança da chaminé, formando um cone de cinza. A cinza é o produto mais comum, havendo também tipicamente uma menor parte de cinza vulcânica mais fina.

Os rios de lava são mais viscosos, logo mais curtos e espessos, que nas erupções havaianas, podendo ser acompanhados ou não de rocha piroclástica.

Os gases dissolvidos coalescem em bolhas que tomam dimensões suficientes para se elevarem através da coluna magmática, libertando-se no topo e enviando magma pelo ar. Existe libertação de gases vulcânicos em cada episódio eruptivo, por vezes com intervalos de apenas minutos. As bolhas de gases podem formar-se a profundidades até três quilómetros, sendo de difícil previsão. [2]

A actividade estromboliana pode ser bastante duradoura porque o sistema de condutas não é afectado pela actividade vulcânica, podendo o sistema eruptivo repetir-se. Por exemplo, o vulcão Paricutín encontrou-se em constante erupção entre 1943 e 1952, o monte Erebus produziu erupções durante pelo menos várias décadas e o próprio Stromboli tem tido erupções ao longo de milhares de anos.

Erupção pliniana
Ver artigo principal: Erupção pliniana

Erupção pliniana. 1: pluma vulcânica; 2: chaminé vulcânica; 3: chuva de cinza vulcânica; 4: camadas de lava e cinza; 5: estrato; 6: câmara magmática.

A erupção pliniana é associada à erupção do Monte Vesúvio em 79, descrita por Plínio o Novo, erupção essa que matou o seu pai Plínio, o Velho e soterrou as cidades de Pompeia e Herculano em cinza vulcânica. Na erupção pliniana, brotam fragmentos de rocha, lava viscosa e uma coluna de fumaça e gás. É usualmente o tipo de erupção mais poderoso. Associados a este tipo de erupção encontram-se frequentemente também rápidos fluxos piroclásticos. Erupções plinianas de grande intensidade, como as que ocorreram a 18 de Maio de 1980 no Monte Santa Helena ou a 15 de Junho de 1991 em Pinatubo nas Filipinas, podem enviar cinzas e gases vulcânicos a vários quilómetros de altitude, até à estratosfera, e a cinza resultante pode afectar áreas a centenas de quilómetros de distância na direcção dos ventos. São características distintas deste tipo de erupção a ejecção de grandes quantidades de pedra-pomes e fortes erupções contínuas de gases.

Erupções plinianas curtas podem durar menos de um dia. Eventos mais longos podem durar desde alguns dias a vários meses. As erupções mais prolongadas iniciam-se com a produção de cinza vulcânica ou fluxos piroclásticos. A quantidade de magma que brota pode ser tão grande que o topo do vulcão pode colapsar, formando uma caldeira. Pode haver deposição de cinza muito fina em áreas extensas. São frequentemente acompanhadas de forte ruído, como aquele produzido em Krakatoa.

As erupções plinianas de Krakatoa em 1883, Monte Santa Helena em 1980, Monte Tarumae (Japão) em 1667 e 1739[3], Tira em c. 1600 AEC, a que formou o Lago Crater em 4860 AEC e a do Monte Vesúvio em 79 são exemplos de erupções plinianas que resultaram na formação de caldeiras. A lava é normalmente riolítica e rica em silicatos; é raramente basáltica, tendo sido uma erupção com magma basáltico registada no Monte Tarawera em 1886.

Erupção vulcaniana
Erupção vulcaniana. 1: pluma vulcânica; 2: lapilli; 3: fonte de lava; 4: chuva de cinza vulcânica; 5: bomba vulcânica; 6: fluxo de lava; 7: camadas de lava e cinza; 8: estrato; 9: soleira; 10: chaminé magmática; 11: câmara magmática; 12:dique.

As erupções vulcanianas foram assim denominadas após as observações de erupções de 1888-1890 do vulcão na ilha de Vulcano, no Mar Tirreno, por Giuseppe Mercalli. Outro exemplo deste tipo de erupção foi a de Paricutín em 1947. Mercalli descreveu a erupção como "(...) disparos de canhão com longos intervalos (...)". Neste tipo de erupção, brotam enormes fragmentos de rocha quente; uma espessa nuvem de cinzas sai explosivamente da cratera a uma elevada altitude, formando alguma cinza fumegante uma nuvem esbranquiçada perto do topo do cone. A sua natureza explosiva deve-se ao conteúdo rico em sílica do magma, que aumenta a viscosidade e portanto a explosividade deste. Pode encontrar-se quase todo o tipo de magma neste tipo de erupção, mas magma com cerca de 55% de basalto-andesito (ou mais sílica) é o mais comum.

As erupções vulcanianas começam normalmente com erupções freatomagmáticas que podem ser extremamente ruidosas, devido ao aquecimento de água subterrânea pelo magma em ascensão. Este processo é usualmente seguido de uma explosão que desobstrui a chaminé vulcânica, erguendo-se uma coluna suja, cinzenta ou negra, devido à expulsão de rochas preexistentes na chaminé. As erupções vulcanianas podem lanças blocos de rocha de vários metros de dimensão a centenas de metros ou mesmo alguns quilómetros de distância. À medida que a chaminé é desobstruída, as nuvens de cinza tornam-se mais esbranquiçadas, sendo a saída de rolos de cinza similar à das erupções plinianas. Esta fase é seguida pela produção de lava viscosa contendo grandes quantidades de gases e produzindo cinza vulcânica vítrea. Conhece-se a ocorrência de fluxos piroclásticos, como aconteceu nas erupções do Stromboli em 1930, de Montserrat desde 1995 e do Monte Unzen entre 1991 e 1995.

A tefra é dispersa numa área maior que nas erupções havaianas e estrombolianas. A rocha piroclástica e os depósitos formam um cone vulcânico de cinzas, cobrindo a cinza uma grande área. A erupção finaliza com um fluxo de lava viscosa.

Erupção peleana
Erupção peleana. 1: pluma vulcânica; 2: chuva de cinza vulcânica; 3: cúpula de lava; 4: bomba vulcânica; 5: fluxo piroclástico; 6: Camadas de lava e cinza; 7: estratos; 8: chaminé magmática; 9: câmara magmática; 10: dique.

Numa erupção peleana ou nuée ardente ("nuvem ardente"), tal como a ocorrida no vulcão Mayon nas Filipinas em 1968, há grande quantidade de explosões de fragmentos de rocha quente, vapores, poeiras e cinzas a partir da cratera central. Estes materiais caem sobre a zona da cratera e formam avalanches que se deslocam a velocidades que podem chegar aos 160 km/h. O magma é geralmente viscoso e rico em riólito ou andesito. Este tipo de erupção partilha algumas características com as erupções vulcanianas, distinguindo-se pela avalanche de material piroclástico e a presença de uma cúpula de lava no topo do vulcão. Observam-se também curtos fluxos de cinza e criação de cones de pedra-pomes.

A fase inicial da erupção é caracterizada por fluxos piroclásticos. Os depósitos de tefra têm um menor volume e alcance que em erupções plinianas e vulcanianas. O magma viscoso forma uma cúpula escarpada ou uma agulha de lava na chaminé vulcânica. A cúpula pode colapsar mais tarde, resultando em fluxos de cinza e blocos de rocha quente. O ciclo eruptivo completa-se no espaço de alguns anos, podendo nalguns casos prolongar-se por décadas, como no caso de Santiaguito.[4]

As erupções peleanas podem causar grande destruição e perda de vidas se ocorrerem em zonas povoadas, como demonstrado pela devastação ocorrida em Saint-Pierre após a erupção do Monte Pelée na Martinica, em 1902. Outros exemplos incluem a erupção de 1948-1951 do Hibok-Hibok, a erupção de 1951 do Monte Lamington (a mais bem descrita até ao presente), a erupção de 1956 do Bezymianny, a erupção de 1968 do vulcão Mayon e a erupção de 1980 do Monte Santa Helena.[5]

Erupção subglacial
Erupção subglacial. 1: nuvem de vapor de água; 2: lago; 3: gelo; 4: camadas de lava e cinza; 5: estratos; 6: pillow lava; 7: chaminé magmática; 8: câmara magmática; 9: dique.

As erupções subglaciais ocorrem debaixo de gelo ou glaciares, podendo causar inundações e lahars e originar hialoclastite e pillow lava ("lava em almofada"). Apenas cinco erupções deste tipo ocorreram no presente. Algumas erupções subglaciares são provocadas por um tipo de vulcão subglacial, o tuya. Os tuyas na Islândia são denominados "montanhas mesa" devido aos seus topos planos. O tuya Butte, na Colômbia Britânica, é um exemplo deste tipo de vulcão.

Não é bem conhecida a termodinâmica das erupções subglaciais. Os escassos estudos publicados indicam que existe uma quantidade apreciável de calor retido na lava, sendo que uma unidade-volume de magma consegue derreter dez unidades-volume de gelo. A velocidade a que o gelo é derretido é, no entanto, ainda inexplicada e é uma ordem de magnitude maior em erupções reais que em modelos de previsão.

Erupção hidromagmática
Ver artigo principal: Erupção hidromagmática

As erupções hidromagmáticas, freatomagmáticas ou ultra-vulcanianas são conduzidas por vapor explosivo em expansão resultante do contacto entre solo frio ou águas de superfície frias e rocha quente ou magma. As explosões freáticas distinguem-se por lançarem fragmentos de rocha sólida preexistente na chaminé vulcânica, não havendo erupção de magma. A actividade freatomagmática é geralmente fraca, embora sejam conhecidos casos de forte actividade, como na erupção do vulcão Taal, nas Filipinas, em 1965, e a actividade de 1975-1976 em La Grande Soufrière, Guadalupe.

Imagem: Erupção no vulcão Stromboli, Itália

Estado da Índia, 1963. Dio


Sede de distrito, no Estado da Índia com a população de 21.138 habitantes, é uma cidade histórica, onde se reúnem testemunhos eloquentes de um passado glorioso vinculado nos seus monumentos.

Dividido em três partes, o distrito compõe-se da ilha de Dio, separada da cidade pelo canal do estuário do Chassy, que constitui o porto em frente à fortaleza; o território de Gogolá, que se limita a uma língua de terra situada na margem do canal; e um pequeno domínio que se localiza na enseada de Simbor.

A fortaleza de Dio, que fortifica a cidade, a Sé Monumental, o ambiente típico que caracteriza a região, os costumes e as tradições constituem a melhor revelação da cidade e dos seus arredores.


Brasão de armas concedido por portaria nº 19.409 de 1 de Outubro de 1962. 1963

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (29). Novela


Os Jingola não são preguiçosos, são africanos.
Parece-me que o próximo presidente de Angola é um duo: Belmiro de Azevedo e Isabel dos Santos.


O destino deste reino está no exílio local. Temos que continuar a luta fora de portas. Lentamente matam-nos um a um. Aqui não conseguiremos sobreviver. Temos que fugir para o estrangeiro. Renovar a verdadeira luta de libertação nacional. Só assim conseguiremos os nossos verdadeiros objectivos. Os marqueses dos nossos gloriosos exércitos tomam de assalto as ruas. Estamos a ficar sem elas. A rádio dos republicanos disse que o bispo do vice-reino da Ponta do Padrão ficou com muitos estragos. Os jovens invadiram o local do culto e caíram-lhes em cima. Atiraram-se a ele como mabecos.

- Isto está a ficar confuso. Os republicanos já lutam entre eles. Os mosqueteiros agora têm que resolver os problemas dos republicanos? – Preocupou-se o rei.
- Excelso rei, prendo-os?
- Não, deixa-os morrer à fome.
- Vou acabar a leitura. Eh! Eh! A maioria da população é constituída por marqueses e marquesas. Não gostamos da cor da bandeira do reino porquê? O vermelho e preto há mais de trinta anos que nos promete muita coisa. Só nos dá fome. Por isso não gostamos deste reino. Fomos concebidos para viver, mas não nos deixam fazê-lo. Apenas quero amar uma mulher. Verdadeiramente amá-la. Acho que nunca conseguirei isso neste reino. O meu coração diz-me que ficaria muito feliz. Na realidade não somos nós que amamos. O nosso coração é que ama. Só ele sabe sentir o que é o amor. Sente-se eternamente feliz quando ama. Só ele conhece o segredo do amor. O meu coração sente necessidade de amar uma mulher. Não sei, nem imagino onde ela se encontra. Que se acabem os documentos, os passaportes, as nações e que o mundo seja só um. Procuremos o nosso amor, em qualquer parte do mundo. Sem qualquer documento. Que se acabe com a ONU e outras coisas iguais. Passamos a vida a viver de ilusões neste reino parte casas. Estrangeiros já violam as nossas filhas. Obrigam-nas a prostituírem-se para arranjarem trabalho. A única liberdade que lhes resta é abrirem as pernas para o reino das piranhas.

Depois da audição, o rei não mostrou nenhum sinal de compreensão.
- Sabe Epok, não perco tempo com essas coisas. Tenho muito onde ocupar o meu precioso tempo. Isso… são devaneios da juventude. Piranhar meu caro Epok!

CAPÍTULO VII
A PRINCESA

«E envolvem actividades tão diversificadas como o comércio de armas, a agricultura destinada à fabricação de entorpecentes, os desmatamentos ilegais que devastam grandes regiões no mundo, a sobrepesca em áreas fragilizadas, os loteamentos ilegais de especuladores imobiliários que jogam populações miseráveis em áreas de mananciais, o comércio internacional de prostitutas infantis, o tráfico de órgãos humanos para transplante e assim por diante.«
In Políticas Municipais de Emprego. Ladislau Dowbor

Foto. Angola em fotos

O Planeta dos Macacos (4)


A estrutura da Torre de Babel angolana desabará como a outra.
O MPEA-Movimento Popular da Espoliação dos Angolanos, aproa-se ao saudoso estalinismo. Com ciúmes da Coreia do Norte? Estamos piores que no faroeste. A espoliação de tudo à população prossegue selvaticamente. Muito perigoso este vulcão de lama que está demasiado ardente. Preparem-se que de um momento para o outro o cone vai explodir.

Sinopse: Em 2009, Leo Davidson chega em um planeta habitado por macacos, onde os humanos são os "animais" e lutam pela sobrevivência. Mas Leo também é feito de escravo e tenta formar um grupo e iniciar uma revolução, que ameaçará o poder dos macacos.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504

A questão não é a crise económica global, é o sistema político, ou melhor, os políticos que não funcionam. Estamos noutro período negro da História, ou alguém manipula geneticamente para colocar tolos chapados no poder. Enquanto permanecer a santa aliança entre políticos, banqueiros e especuladores, assistiremos de seguida a mais outra derrocada do sistema económico. Que prefiro chamar-lhe: mas, não há nenhum sistema económico, há um sistema político, não existe economia. O sistema económico não funciona. Estamos é em presença de outra revolução.

É notável como este, o actual regime navega nos hipertextos. O português dita-nos a sua lei. O brasileiro também. E o chinês é a mesma merda. Estes então são do piorio. Simplesmente desrespeitam regras de convivência. Porque têm os militares da Presidência da Republica que os protegem e nos matam sem problemas.

Aqui não existem pessoas. Apenas animais aterradores, canibais que se devoram entre si, como sociedade que deixou de existir. E a coisa avança avassaladora, destruidora. Como vírus desconhecido e muito letal. Torna-se inimaginável o que por aqui vai acontecendo. As pessoas matam-se pelo mínimo trivial. Sentem prazer animalesco no matar. O pensamento de lutar… o viver desapareceu-lhes das mentes. Condenaram-se a viverem no inferno em vida.

Ninguém valoriza ninguém. O imperador ódio diviniza-se. As pessoas têm horror pelo semelhante. Sentem imenso prazer com o patético sofrimento alheio. Não são pessoas não. São bichos, feras desconhecidas do terror.

Os bancos não podem estar em poder de privados. Os bancos devem ser geridos pelo Estado. Os bancos têm que ser nacionalizados.

Acho piada a alguns governantes que afirmam peremptórios que o parte casas, o roubo de terrenos, a expulsão, a espoliação dos bens da população deve-se a que estão ilegais. E muitos generais que são os mais ilegais? Caramba! Mas, o que é que existe, está, é legal em Angola?!

Não há nada que não venha de fora. Nisto, há um grande negócio como está agora na moda, o import/export de prostitutas. Prostitutos não são necessários, é o que existe mais em cada canto e cantinho.

O caos instalou-se. Está como o vulcanólogo Pepetela já definiu.

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/



História Universal (12). Os Assírios




Fosse como fosse, Israel e Síria tiveram ocasião de voltar a lutar entre si.

CARLOS IVORRA

Em 850 Ajab intentou uma vez mais recuperar a parte Norte dos antigos domínios de Israel perdidos durante o reinado de Basa. Durante a batalha, uma flecha feriu gravemente Ajab. Interrompeu-se a luta e a Síria anexou alguns territórios mais. O rei morreu e foi sucedido pelo seu filho Ocozías. Imediatamente Moab aproveitou para lutar pela sua independência. O cabecilha moabita era Mesa, que dirigiu antes uma tentativa de rebelião que Ajab soube sufocar, e agora quis provar a sorte contra o novo rei.

Entretanto Salmanasar III dirigia os seus exércitos até à Babilónia, para protegê-la das incursões caldeias. Com os caldeus sucedia o mesmo que com os urartianos, que não havia dificuldade em dispersá-los, mas se repunham enquanto os exércitos assírios se retiravam. Salmanasar III nunca obteve uma vitória definitiva. Ocozías morreu em 849, depois de um único ano de reinado (segundo a Bíblia, Deus castigou-o pela sua impiedade). Foi sucedido pelo seu irmão Joram, quem se apressou a conduzir uma expedição em coalizão com Josafat da Judeia para reprimir a rebelião moabita. Não conhecemos os detalhes, mas a expedição fracassou e Moab conservou uma precária independência. Mesa comemorou a sua vitória com uma inscrição, a estela de Mesa, que resulta ser o texto extenso mais antigo que se conserva na língua hebreia. O seu estilo é similar ao da Bíblia, só que Kemósh, o deus moabita substituiu a Iavé. Josafat morreu nesse mesmo ano, e foi sucedido pelo seu filho Joram, que estava casado com Atalía, irmã do rei Joram de Israel. A rainha-mãe Jezabel teve grande influência neste período: o seu filho governava Israel e o seu genro a Judeia. Isto permitiu que a religião tíria penetrasse na Judeia. Joram da Judeia resistiu, mas morreu em 842 e foi sucedido pelo seu filho Ocozías, que estava totalmente dominado pela sua mãe Atalía, pelo que Jezabel teve um filho como rei de Israel e um neto como rei da Judeia, ambos partidários do culto tírio.

O culto a Iavé viveu nesta época os seus momentos mais difíceis. Elias morreu, mas o seu lugar foi ocupado por Eliseu, também de grande personalidade. A Bíblia atribui-lhe milagres ainda maiores que a Elias: curou leprosos, ressuscitou mortos, deu de comer a uma multidão com só vinte pães, fez conceber filhos a mulheres estéreis, predisse os planos dos sírios em várias ocasiões, etc. Para defender a sua religião, Eliseu optou pela conspiração. O exército israelita enfrentou o sírio em Ramot de Galaad, precisamente onde Ajab foi ferido de morte e novamente o rei, desta vez Joram, recebeu uma ferida e retirou-se para a cidade de Jezrael, ao Norte de Samaria. Ali recebeu a visita do seu sobrinho Ocozías, e entretanto o exército judeo-israelita ficou ao comando do general Jehú. Eliseu viu a possibilidade de chegar a um acordo com Jehú e assim o fez, ou bem o general era Iavista ou então estava disposto a sê-lo para obter o poder. O caso é que se fez proclamar rei pelo exército com o apoio do Eliseu, marchou contra Jezrael, atacou de surpresa e logrou matar a todos os membros masculinos da casa real de Israel, incluindo Ocozías da Judeia Logo matou a Jezabel. Entretanto, o rei sírio Benhadad II foi vítima de um golpe de estado, que deu o trono a Hazael, um funcionário da corte. Parece ser que Eliseu teve algo que ver com ele.

Salmanasar III viu na confusão que envolvia a Síria, Israel e a Judeia um bom momento para ajustar contas pendentes. Voltou à Síria, assolou-a e sitiou Damasco. A capital resistiu desesperadamente e teve a sorte de que Salmanasar III urgiu a dirigir-se à outra parte do seu império. Assim que se limitou a pactuar um tributo com Hazael e retirou-se. Levantou um obelisco para comemorar a sua vitória, onde nele se enumeram os reis derrotados e o tributo nomeado a cada um. Entre os tributários figuram ademais Jehú de Israel e vários reis fenícios.

Por outro lado, quando a rainha Atalía se inteirou em Jerusalém do sucedido em Jezrael compreendeu que corria um grave perigo e decidiu tomar a iniciativa. Rapidamente ordenou assassinar a todos os membros masculinos da casa de David, incluídos os seus próprios netos, e se dispôs a reinar solitariamente. Talvez pensou em encontrar um marido adequado, mas nunca chegou a fazê-lo. O seu reinado foi precário. Em Jerusalém estava Joyada, o sumo-sacerdote, que gozava dum grande prestígio e a rainha nunca se atreveu a atentar contra ele. Este, pela sua parte, esperou prudentemente até encontrar o momento propício para derrubar Atalía. Entretanto, Edom aproveitou as circunstâncias para rebelar-se e conseguiu a sua independência, pela primeira vez desde que foi submetido por David. Também as cidades-estado filisteias se desvincularam completamente da Judeia, e chegaram incluso a fazer incursões pelo seu território.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.
Imagem: http://br.geocities.com/oportaldehermes/assirios.htm

Estado da Índia, 1963. Damão


Cidade sede de distrito e de bispado, no Estado da Índia, com a população de 27.473 habitantes, conserva a fisionomia histórica nas fachadas de alguns dos seus monumentos, entre os quais a Igreja do Santíssimo Nome de Jesus, a Igreja dos Remédios e a Capela de Nossa Senhora do Rosário.

As casas da cidade, muitas delas com portas, varandas e capitéis esculpidos, impõem-se como manifestação de arte tradicional, digna de apreço pelo que representa no domínio cultural.

Do mesmo modo, se regista, também, a presença de algumas mesquitas, que ostentam um género de arquitectura e de decorações deveras sugestivas.


Brasão de armas concedido por portaria nº 19.409 de Outubro de 1962.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

terça-feira, 23 de Junho de 2009

O Planeta dos Macacos (3)


Pedro Madeira Rodrigues, que chefia a delegação que se desloca a Luanda, Benguela e o Lobito entre os próximos dias 21 e 27 de Junho, adiantou que "há uma grande apetência por parte dos angolanos para fazerem parcerias com empresas portuguesas para desenvolver o país nos próximos anos".
Diário Económico

Mais falsos diplomados.

Sinopse: Em 2009, Leo Davidson chega em um planeta habitado por macacos, onde os humanos são os "animais" e lutam pela sobrevivência. Mas Leo também é feito de escravo e tenta formar um grupo e iniciar uma revolução, que ameaçará o poder dos macacos.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504

Angola e Portugal fazem, realizam uma aliança perfeita. De tudo o que existe de mais negativo. O retrocesso às trevas sem limites.

À noite, Luanda é também um imenso autódromo onde motas de escape livre despertam toda a noite quem dorme. A polícia decerto cansada, pacifica, dorme o sono dos injustos. E os novos-ricos exibem-se na paisagem da pobreza humana que criaram e agora aviltam. Gastam o que não ganharam.

Revolução é mudar os nomes de tudo mas, os da miséria e da fome mantém-se. E se não forem os portugueses, os brasileiros ou os chineses a colonizarem, será, virá sempre outro povo para continuar, recolonizar, e depois dos portugueses, brasileiros e chineses quem se seguirá?

Requinte da selvajaria luandense, é o estacionamento dos carros de tal modo que os outros para saírem que esperem interminavelmente. Nota-se claramente o espírito da primeva selvajaria. Luanda regride para o primitivismo inquietante. O gravíssimo é: Marcar, aceitar um compromisso para realizar tal e tal tarefa e nada acontece. Depois, mil e uma desculpa são apresentadas. Este mundo está difícil, mais impossível de viver. Mas quando é que isso da luta de libertação de Angola, da África acaba?!

Tantos conselhos, tantas soluções, para quem tem a economia portuguesa de rastos. Destruíram Portugal, agora chegou a vez de destruírem Angola. Os poderes em Angola e em Portugal são incrivelmente semelhantes: Portugal destrói Angola. Retribuindo, Angola dá uma ajuda na destruição de Portugal. Pode-se dizer que é uma epidemia de asnos. Ambos se destroem. E a África Negra rejubilará quando acabar com os aventureiros e as igrejas.

Ainda ninguém reparou que quase todos os países mundiais são governados por loucos?

João, 11/06/09 13:57
Mal saberá quem comenta que Angola está à beira do colapso económico e que esses 500 milhões servem para aguentar os expatriados por cá mais algum tempo... Sim, é isso mesmo. Angola está falida. O Brasil está a repatriar tudo e todos e os portugueses serão os seguintes. Só a China tem poderio económico para não ter que repatriar. Mas, bem lá no fundo, antes repatriado e com 500 milhões entre portas do que deitados ao ar ou enfiados em bolsos sujos pela corrupção. Enfim...
Diário Económico

Não, não é mais um país que nasce, é mais uma selvajaria que renasce.

Com uma epidemia de analfabetismo, a frustração condu-los para o cada vez piores. Sempre em festas, cada vez mais estridentes. As cabeças, o que resta dos cérebros, já não dá para sentirem nada. Chegaram ao final. Estão imprestáveis, lixentos, horrivelmente incómodos como os zombis. O futuro desvaneceu-se carregado de tamanha, tacanha neblina. Não se vê nada, não se antevê a esperança que há muito murchou, os abandonou. Angola marcha para o infinito das trevas e não volta mais. Os conquistadores parasitas desmembram Angola.

Imagem:
http://formyfamilyandmyfriends.blogspot.com/2008/06/miami-beach-club-na-ilha-de-luanda.html








A Epopeia das Trevas (18)


No reino Jingola Estaline revive, e claro, as deportações também. O Grande Líder já criou os gulagui tropicais que sacanamente o Politburo chama zangos. É puro, é nacional e eles gostam. Assim, o extermínio dos negros está assegurado, para gáudio dos terroristas e especuladores internacionais.


É uma das suas músicas mais barulhentas preferidas, e impropera para o som desconjuntar os sentidos… elevar a identidade cultural. Mostrar a mitologia não ancestral, mas a actual, dos lençóis petrolíferos, dos campos diamantíferos, das vastas extensões de terras incultiváveis, famintas. Ela desvenda no corpo a dança, mas esqueceu o desvendar do mistério da luta de libertação que se actualizou na destruição nacional.
Ouvir música é como uma grande trovoada, e não são necessários o ribombar de mil trovões e a cegueira de mil raios alaranjados. Condimentados pelas máquinas monstruosas dos novos construtores que furam passeios, ruas, terraços, que destroem e reconstroem os solos, a solo e em conjunto dos escapes livres das rápidas motorizadas, autorizadas para desafiar Júpiter.

Dançar, embebedar, drogar.
Como o pai de Voltaire hoje diria: uns filhos em prosa, outros em verso. Os pais serão sempre chamados caducos e calhambeques, porque não alimentam as loucuras dos seus filhos. Já não temos filhos. Duvido que alguém os tenha. Serventes de Brutus, para roubar e assassinar pais. Para dançarem, beberem e dormirem.

Olhei para o que restava naquela casa. Duas ventoinhas que funcionavam com sorte. Estavam entrevadas, avantajadas de ferrugem. A televisão trabalhava à pancada. Por causa das falhas da energia eléctrica o frigorífico ligava, desligava. A cama descuidada, sempre desabava na hora do deitar. Dos tetos da casa de banho, da cozinha e do corredor, os pingos de água comodamente destruíam o sonho de um lar. Deixaram de ser tectos, eram grutas com quase estalactites. O casal sexagenário trabalhou e lutou pela sua pátria. E parvamente na tal luta da libertação, e agora pela pátria e família abandonados, resta-lhes o consolo da sonoridade musical, o raiar dos momentos românticos, do mais um recenseamento… para ficar tudo na mesma e os mesmos receberem sempre as mesmas pensões.

Tanto petróleo e diamantes! Quanta mais riqueza mais pobreza. Onde os cofres estão muito cheios, há muita escravidão. Escravos tecnológicos das novas tecnologias. Escravos dos modernos Cavalos de Tróia. Oiço as viuvinhas que saltam nas árvores, mostrando o manto do seu canto. Nunca acreditarei no Homem, enquanto existir um só ser humano que passe fome.

A minha caminhada prossegue. Vejo que a macroeconomia se desenvolveu, o que permite a muitos jovens lavarem carros nas ruas. Destas escolas de lavagens sociais nascerá o novo homem, adaptado à nova vida. Com os panos enxugam a chaparia, mais um produto acabado está pronto para entrega. De cigarros na boca trocam impressões.
- Sabes onde está o rei?
- Sei! Está de visita privada nos brancos.
- Deixou-nos sem luz.
- A minha mãe quando paga a conta, reclama que ficamos muitos dias às escuras, e que o valor a pagar devia diminuir, mas é o contrário. Sobe muito.
- Quando o rei voltar seremos mais iluminados.

O crescimento económico é factual. Um bando de lobinhas sirigaita o desenvolvimento da economia. Na precoce rendição infantil de crianças da prostituição, ratinham a perseguição dos lobões
Na entrada de um prédio ouve-se barulho metálico. Um jorro de água vertical surge. Uma jovem aborrecida quer saber o que se passa.
- Mingo, porque é que você fez isto?!
- Parti a torneira com uma pedra, porque não me querem dar a chave do cadeado. Tenho carros para lavar.
- E quem vai limpar a inundação?
- Não sei.
Duas motos rápidas passam em grande velocidade. Sem escape, o barulho provoca dores de cabeça. Os alarmes dos carros estacionados disparam. Tapo os ouvidos com os dedos.
Na janela de um prédio o ar condicionado arde. Os basbaques à distância acotovelam-se. Alguns afirmam com desmesurado orgulho.
- É bem feito! É bem feito! Gostam de morar nos prédios.

Imagem: Angola em fotos

Devaneios 23Jun09


Verdi, 21/04/09 12:29
Que asneira !!
Ainda hoje ouvi o 2º Responsável pelo 4º maior banco da Europa dizer que um dos 5 "pecados capitais" que se podem cometer neste processo de recuperação económica em que todos queremos entrar é, justamente, o de "salvar bancos com problemas sem forçar a sua reestruturação e sem que os accionistas e a gestão assumam o "buraco"" !!!! isto foi dito hoje numa conferência internacional !!! O que estamos a fazer em Portugal é à maneira "soviética" !!
Diário Económico

08.05.2009 - 16h23 - O ANARCA, Caldas da Rainha
Sublevações? O Estado só tem de as enfrentar, usando os meios proporcionais à sua intensidade, tal como fez, e muito bem, Sarkozy, em França, contra os Argelinos, mantendo a ordem democrática. Quem não gostar, tem as fronteiras abertas, por mar, terra e ar...Boa viagem...Queremos cá apenas aqueles que trabalham e respeitam a legalidade do Estado Democrático, tal como os portgueses fazem nos países de emigração.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.05.2009 - 16h23 - Veritas, Cascais
Mas estavam à espera de que? Alguma vez interessou aos comunas acabar com a miséria e a pobreza? Quais as camaras mais pobres e atrasadas do país? São invariavelmente as comunas que só sabem arranjar um jardim, inaugurar um centro de dia, um largo 1º de maio e uma praça 25 de Abril! Estes parias andam ha decadas a manter na pobreza as populações alentejanas e alguns idiotas da margem sul, sim idiotas porque só os idiotas acreditam nos discursos e na boa-vontade dos comunas, que repetem sempre a mesma cassete dos trabalhadores, como se eles realmente tivessem algum interesse pelos direitos dos trabalhadores...é só ver os exemplos dos países onde esta nefasta "idiologia" chegou ao poder!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.05.2009 - 16h22 - Espectro, Porto
o que é preciso é deportar os estrangeiros que não sabem viver em sociedade e acabar com o cúmulo jurídico de penas. quando começarem a aplicar penas acumuladas de 40 ou 50 anos de cadeia a esses delinquentes eles aprendem. Mas claro que preferem andar a perder tempo com pseudo investigações ao Engenheiro José Sócrates... Enquanto a justiça se ocupa de alimentar campanhas negras contra o Senhor Primeiro Ministro deixa à solta bandos de delinquentes.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.05.2009 - 15h30 - Miguel, Ilhavo
A Igreja e concretamente o Vaticano podia começar a distribuir os seus bens pelos mais pobres e carenciados...durante muitos anos e ainda actualmente a Igreja católica, vista como a religião oficial de vários Estados, recebeu muito dinheiro, especialmente dos Estados cujas populações são maioritariamente católicas...não estará na altura de a Igreja devolver á sociedade parte dessa riqueza acumulada ao longo dos séculos?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

"Em Angola, a consciência empresarial para a importância das marcas, enquanto factores de desenvolvimento de um mercado, tem despertado de uma forma bastante visível nos últimos cinco anos", afirma Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp, e que participou no congresso "Marcas made in Angola", que decorreu em Luanda.
Diário Económico

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Estado da Índia, 1963


Esta Província ultramarina, na costa do continente Indiano, divide-se em três territórios: Goa, na costa de Malabar; Damão, à entrada do Golfo de Cambaia; e Dio, na península de Guzarate. A sua superfície é de cerca de quatro mil quilómetros quadrados.

O território de Goa distingue-se pela sua natureza montanhosa, que se abate em declive até ao mar, apresentando agradáveis aspectos paisagísticos.

No território de Damão, predomina a planície com algumas zonas de excepção, mas de limitado relevo, evidenciando-se pelas suas Formosas matas.


Refere o símbolo característico deste Estado, o ter sido no dia de Santa Catarina de Alexandria que o grande Afonso de Albuquerque conquistou Goa.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (28). Novela




Reino Jingola, o único reino do mundo onde a população é clandestina, estrangeira, ilegal.


- Com o Banco Real de Investimentos que a princesa vai criar, vamos ficar com o controlo do dolo. Asfixiar a concorrência... brilhantina ideia.
- Quem te disse?!
- A rainha.
-!!!... A partir deste momento proíbe-se manter qualquer contacto com ela. De contrário mando-o atirar para o fosso das piranhas. Quanto menos souber, mais aprende.
- Eh! Estou lixado. Dei com a língua nos dentes. Como é que me vou safar desta? Já sei. Meu rei, o cavaleiro La Padep pôs a circular um panfleto que está a causar muita agitação no reino. Tenho uma cópia, solicito permissão para a ler.
- Concedida.
- O paladino Divad sempre com as Mãos Livres disse: se o rei desse um campo do liquido negro à população, a miséria acabaria. Aqui não há lugar para pessoas inteligentes, cultas. Estamos a reviver o grau de destruição Fahrenheit 451. São muito mal-educados. Não são elegantes. Nunca pedem desculpas a ninguém pelos males que nos fazem. Consideram uma obrigação o sermos governados assim. Como na Idade da Pedra, no Neolítico. Parece que não conhecem nada da História Universal. Todos os ditadores acabaram mal. Como vamos viver num reino cheio de maldade? Há muitos ratos no reino. Ainda bem. Sempre se come alguma carne. Mas por vingança comem o pouco que temos. Roem-nos até à nossa alma. As empresas criaram um novo método de pagamento. Não pagam a ninguém. Os meses vão-se acumulando sem pagamentos. Não há dinheiro para ninguém. Onde estão os biliões do líquido negro e dos diamantes? Não dão alimentação aos trabalhadores, e ficam sem dinheiro para pagarem as rendas das casas. Depois vão para a rua, incomodar os pobres ratos. Dizem que não são obrigados a pagar nada. O reino do Grande Sam oferece 10.000.000.00 de dolo para combate à malária. Não temos programas de combate para essa epidemia. La Padep disse, jurou, jura que já estamos colonizados. Está tudo nas mãos de estrangeiros. Temos que revoltar-nos, para isso basta um mosqueteiro. Um republicano da União Total disse que a situação é gravíssima. Temos que criar uma frente de libertação nacional. Quem tiver medo que fique de fora. O arauto do Grande Reino ONU disse, que os reinos que não consigam proteger os seus cidadãos, será enviada uma força especial. Quando os povos de todo o mundo aprenderem a revoltarem-se jamais haverá fome. Meu rei, a parte que se segue é muito interessante:
- Temos o direito de ir para onde quisermos e nos apetecer. O mundo não pertence a ninguém. O mundo é nosso. Por exemplo: hoje quero ir para a Antártida, quem me vai impedir? Deixem-nos à vontade. Queremos a liberdade. O mundo não é de ninguém. Queremos ser livres. Quero ir com a minha namorada e dizer-lhe: isto não tem dono. Os donos do mundo somos nós. Que se acabem com os malditos passaportes. Queremos ser livres… criar uma Nova Mensagem. O truque, o truque deles é este: Obrigarem todos a ficarem na miséria, para depois comprarem os seus bens a preços baixos. Isso é tão antigo como a humanidade. Os primeiros especuladores humanos fizeram exactamente assim.

Imagem: Angola em fotos

O Planeta dos Macacos (2)


Sinopse: Em 2009, Leo Davidson chega em um planeta habitado por macacos, onde os humanos são os "animais" e lutam pela sobrevivência. Mas Leo também é feito de escravo e tenta formar um grupo e iniciar uma revolução, que ameaçará o poder dos macacos.
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504


E onde há dinheiro há mulheres.

Assim não se consegue fazer amizade com ninguém. Isto é tudo muito diabólico. É como a rede de especuladores, minorias que continuam a infernizar a economia local e global. Não faz sentido, é completamente irreal porque sem sustentação os preços do petróleo não podem subir outra vez desregrados. Como dizer que está tudo na mesma ou pior. Significa que está tudo na mesma e vamos para a grande confrontação final? É a selva global na anarquia mundial. O mundo está sem lei nem ordem, muito perigoso. O desrespeito continua-nos.

Pela noite fora e adentro ligam as máquinas barulhentas da construção dos prédios deles. Que vão ficar sem água, sem luz, sem esgotos. E não deixam ninguém dormir. A questão é que isto começa a ficar muito confuso, muito à toa. Isto acontece porque em Luanda não há lei. Está uma grandíssima merda. Outra coisa importante e até anedótica… porque o Presidente da República traça directivas programáticas e ninguém lhe liga. Ninguém é sancionado, julgado, preso, condenado.

Atenção! O mundo está condenado, governado por loucos. Em cada nação um Hitler, uma condenação.

Se não conseguem acabar com os tiros dos escapes das motas, e a Polícia de Trânsito parece marimbar-se, então desconseguem qualquer outra coisa.
Quando a cabeça não dá para mais nada, a única saída é ser político. Os homens falhados dão excepcionais políticos. Exactamente como a religião que é uma coisa incómoda, muito pesada. Nas igrejas com as músicas deles também atroam os ares e destoam as nossas mentes. E a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, entrega os envelopes aos crentes para neles colocarem dinheiro. E reforçam: «quem dá mais?! Quem dá mais?! Porque senão não vão para o reino dos céus!»

E um empresário luandense cansado, frustrado, sem futuro, levanta os ombros e retrata o falso desenvolvimento sempre apregoado pelas mesmas pessoas: «E para tirarmos os carros do Porto de Luanda ainda pensam que nos fazem um favor.» O barco da economia encalhou porque há intensa actividade na compra de dólares nas ruas de Luanda. Retirar dinheiro dos bancos? Badalaram para aí que só se pode levantar 2.000 dólares.

Os que verdadeiramente lutaram e se sacrificaram pela independência de Angola são os mais desprezados, maldosamente abandonados. Por isso os angolanos são os indivíduos que gastam o tempo em infindáveis festas, as mais barulhentas possíveis… a verem a banda podre passar.

Mais uma democrática bênção. Depois de uma vida de trabalho, de servidão pela manutenção do poder dos democratas, a democracia deles abandona os idosos. Mas que democracia mais vigarista.

Imagem: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=504





Cabo Verde, 1963. São Filipe


Cidade da Província de Cabo Verde, situada na ilha do Fogo deste arquipélago ocidental africano, com a população de 25.457 habitantes, é uma região de urbanização agradável, dominada pelo elevado pico que se ergue nesta ilha.

Os seus arredores, que se alargam em vales fertilíssimos, distinguem-se pela densidade da vegetação e pelas famosas plantações de café – um dos mais apreciados do mundo.

A exuberância da paisagem tropical é motivo atraente, digno de reparo.

A pesca desportiva tem ali vasto campo de acção graças à presença de variadas espécies em abundância.

As excursões e o folclore são outros motivos de particular interesse na região.


Neste escudo heráldico tomou-se em consideração a importância do vulcão do Fogo como acidente geográfico e elemento predominante na paisagem da ilha. Quis dar-se, também, especial relevância ao mais famoso produto agrícola da ilha.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

domingo, 21 de Junho de 2009

Breve História do Terrorismo Bancário (25)


“O ‘sempre mais’ produz placas de colesterol no coração no lugar da felicidade!” Jean-Luc Gérard

Onde não há lei, onde qualquer um nos ameaça e nos tira a vida, ou nos rouba, ou destrói os nossos bens, então a única solução é: a criação de células clandestinas de 4 ou 6 elementos e atacá-los, pagar-lhes na mesma moeda, especialmente banqueiros e especuladores. Um terrorismo combate-se com outro terrorismo.

«O MILLENNIUM BCP É O "CANCRO" DA ECONOMIA FINANCEIRA EM PORTUGAL
O BCP contagiou a crise económica a outras instituições financeiras...
Lesou e burlou empresas, clientes, accionistas, certas instituições e até mesmo o próprio Estado (perdões de milhões de euros a filhos de administradores, manipulações de mercado, off-shores, etc...
O BCP continua a ignorar e a usar "na má fé"todos os crimes por si perpetuados...
Milhares de famílias portuguesas, neste momento passam fome e miséria por culpa do BCP que continua a extorquir os bens a essas ""famílias endividadas accionistas", " burladas na venda fraudulenta de Acções Próprias BCP em 2000/2001 e 2002 (Campanha accionista Millenniumbcp ). Estas "dívidas de créditos manipulados, " estão contabilizadas no BdP... (11/04/2008)»
Bcp Crime


MARCOS ARRUDA
(6) Promover uma globalização solidária e sustentável. A solução profunda para a crise implica o reconhecimento da necessidade de um novo modo de desenvolvimento global, não fundado na ganância egoísta e materialista, nem na uniformidade do pensamento único, mas sim na responsabilidade, pluralidade e solidariedade das sociedades e das culturas, na abundância material suficiente, na produção e intercâmbio ilimitados de bens não materiais, e no estabelecimento de novos indicadores para medir o bem estar e a felicidade humana. Apoiar-se num padrão de consumo consciente, voltado para o decrescimento econômico sustentável para as elites, e o crescimento planejado dentro dos limites da sustentabilidade natural e intergeracional para as maiorias oprimidas ou excluídas; evitar o desperdício e aplicar à relação com os recursos da Natureza o princípio dos quatro Rs: reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar.

A ruína do sistema financeiro mundial virá, certamente, e com desastrosas consequências para a socioeconomia e o meio natural do planeta, a menos que os atores do poder institucional decidam mudar radicalmente o papel do dinheiro e do endividamento, e o sentido profundo do desenvolvimento.


III - FIB - FELICIDADE INTERNA BRUTA: CAMINHO PARA OUTRO DESENVOLVIMENTO

“O ‘sempre mais’ produz placas de colesterol no coração no lugar da felicidade!”
Jean-Luc Gérard

Mas não há só más notícias. Um novo indicador de riqueza está sendo praticado, e tem o poder de mudar o eixo orientador do atividade econômica e da política de desenvolvimento. Obriga o governo (metas do planejamento, orçamento público, políticas públicas), os bancos, as empresas e cadeias de agregação de valor a redefinir suas metas operacionais em função do novo indicador, que incorpora um conceito abrangente e multidimensional de riqueza!

Em Campinas e Porangaba ocorreram em outubro e novembro de 2008 eventos em torno do FIB – o índice de FELICIDADE INTERNA BRUTA (FIB). Mais de 1000 pessoas no Sesc de São Paulo, 250 na Unicamp e umas 150 na Ecovila Parque Ecológico, em Porangaba, durante o fim de semana. Organização impecável pela monja hinduista Susan Andrews com sua eficientíssima equipe. Participaram dos três eventos, e de inúmeras entrevistas com a imprensa falada e escrita, três governantes do Butão, pequeno país nas faldas do Himalaia entre a Índia e a China, onde o FIB é aplicado há 12 anos com pleno êxito; e o canadense Michael Pennock e sua esposa Martha. Michael, especialista em saúde, falou sobre o tema FELICIDADE INTERNA BRUTA como um índice de desenvolvimento integral do ser humano, que no Butão substituiu o PNB - Produto Nacional Bruto, cujo único foco é o crescimento da economia.

Marcos Arruda. Economista e educador do PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Rio de Janeiro), da Rede Jubileu Sul Brasil, co-animador de ALOE – Aliança por uma Economia Responsável, Plural e Solidária, e sócio do Instituto Transnacional (Amsterdam). Ladislau Dowbor

Devaneios 21Jun09


27.03.2009 - 10h00 - Anónimo, Lisboa
Sempre me perguntei a razão pela qual países com territórios tão pequeninos como a Suiça, a Holanda e mesmo o Reino Unido são mais ricos do que países com grandes extensões de território onde quase tudo que se planta dá frutos: Argentina, Brasil... Dirão alguns que esses países não são tão avançados tecnologicamente... Sim, mas têm terra e água... De que valem avanços nas áreas tecnológicas se não tivermos o que comer? Vamos comer remédios, inseticidas e computadores? A alimentação é uma necessidade básica, a maioria das outras necessidades são criadas. Há algum tempo toda a gente vivia feliz sem telemóveis, sem internet... Vejam a indústria farmaceutica. Hoje um velhote toma uma carrada de medicamentos. Serão todos necessários? Ou será que ao tomarmos uns prejudicamos certos aspectos da nossa saúde e somos obrigados a tomar outros? Sei que sou um ignorante nestas matérias mas pergunto-me muitas vezes porque uma laranja é comprada tão baratinha ao produtor e este tem de pagar balúrdios por remédios, inseticidas, maquinaria fabricados num desses pequenos países ricos...
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 09h53 - Hari, LOndon
toda a gente sabe que a culpa da crise não é de brancos de olhos azuis. a culpa é de uma cambada de indianos que controlam a economia americana à socapa (tipo Citi, etc)
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

10.04.2009 - 23h08 - Francisco Fernando, Caldas da Rainha
Para quem o quiser ler vou repetir o que aqui escrevi há uns messes, mais concretamente, no dia 26.12.2008. Estes "piratas" (da Somália)mais não são do que míseros e esfomeados pescadores que, por causa do vazio de poder e da anarquia que reina no seu país, viram as suas águas territoriais pilhadas por barcos estrangeiros e o peixe desaparecer!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

10.04.2009 - 22h37 - Sousa da Ponte, UK
Ha a lamentar um refem morto e dois piratas capturados. Se tivessem sido logo morto ali e etirados aos peixes nao haveriam chatices do tipo Guantanamo. Essa de uma vida não ter preço ate tem graça. Uma vida tem preço sim. Os piratas que negoceiam a vida de refens que o digam. Nalguns casos ha é vidas sem valor. (na Somália)
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

artur, lx 09/04/09 16:31
para ser sincero, deviamos estar todos preocupados com o q s anda a passar!!!esta alta do petroleo é pura especulação, com o dinheiro dos contribuintes, nao disseram aos meninos que o dinheiro so teria 1 objectivo!!!!eu quero ver o que irá acontecer aquando do segundo crash que se avizinha!!!!!!!a falencia sera obvia ou havera mais dinheiro para dar a estes meninos sem senso comum!????????
Diário Económico

11.04.2009 - 16h15 - José guerra, Lisboa, Portugal
Mas não há maneira de encherem estes gajos de chumbo, (na Somália) eles atacam e nós mandamos barcos para defender, é chumbo p'rá frente e mais nada, que se façam á vida que trabalhem que é o que os outros andam a fazer, é por estas e por outras é que aquele desgraçado continente não anda p'rá frente.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

11.04.2009 - 16h12 - Anónimo, Porto
Enquanto a Comunidade Internacional andar com paninhos quentes nunca mais este problema será resolvido. A Somália tem que ser responsabilizada por estes actos de pirataria e, se necessário for, invadir o País e eliminar toda essa escumalha que não sabe fazer outra coisa senão roubar, matar, embebedar-se, procriar como mosquitos aos milhões, etc.. Isto é um grande negócio e tem tendência a aumentar. Se não se cortar o mal pela raíz, não tardará nada e teremos os mares infestados de piratas. Voltaremos à era dos corsários.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Cabo Verde, 1963. Praia


Capital da Província de Cabo Verde, situada na ilha de S. Tiago deste arquipélago ocidental africano, com a população de 45.079 habitantes, emoldurada no sistema montanhoso e escalvado da região, é uma cidade onde a paisagem alcança aspectos de beleza imprevista.

Porto de mar importante, com os atractivos de caça e da pesca desportivas, a cidade da Praia, cativante na sua urbanização, mostra, também, num dos seus arredores, as ruínas da povoação antiga, com todo o interesse da sua evocação histórica.


Tomou-se em consideração, nesta representação heráldica, o número das ilhas do arquipélago, bem, como a própria cidade, indicada pela povoação de prata, fazendo-se referência também a S. Tiago – báculo e mitra –. É o brasão encimado por um escudete com a cruz da Ordem de Cristo, em homenagem ao Infante D. Henrique.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sábado, 20 de Junho de 2009

MPLA apoia terrorismo internacional


Não é nada surpreendente

«Kassim Tajideen, empresário libanês bem implantado no meio luandense, foi acusado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ser um dos angariadores de fundos para o Hezbollah, organização que Washington conota com o terrorismo internacional.

Peter James, em Washington*

SEMANÁRIO ANGOLENSE 20 a 27 de Junho/2009

Tadjideen é visto pelos Serviços de Controlo de Activos Estrangeiros do Departamento de Tesouro Americano como alguém que não só trabalha para uma organização terrorista, como apoiaria actos de terroris-mo.

Com ele foi também acusado Abd Al Menhem Qubayasi, outro empresário libanês mas baseado na Costa do Marfim. Abd Al Me-nhem Qubaysi é apontado como sendo o representante pessoal, na Costa do Marfim, de Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, a pedido de quem recebeu algumas pessoas, recrutou outras e promoveu eventos na Costa do Marfim. O texto acusatório do Departamento do Tesouro refere que Tajideen lidera uma sofisticada rede de negócios de libaneses em África, que angaria dezenas de milhões de dólares para o Hezbollah. «Os fundos são enviados para o Hezbollah através de um dos irmãos de Tadjideen, que ocupa uma posição relevante no comando militar da organização».

As companhias criadas em África por Tajideen «são artifícios destinados ao angariamento e à lavagem de dinheiro a favor do Hezbollah, que partilha parte dele com o Hamas», uma organização palestiniana que os Estados Unidos associam também ao terrorismo. Kassim Tajideen empregaria nas suas operações a empresa SOAFRIMEZ, baseada na Bélgica, e conhecida por ser uma das principais fornecedoras de companhias estabelecidas em Angola, nos Congos, na Costa do Marfim e na África do Sul. O dossier está sob alçada de Stuart Levey, sub-secretário do Tesouro para as questões de Inteligência, Terrorismo e Finanças. Publicações como o «Dia-mond Intelligence», de Tel Aviv (Israel), ligam Kassim e a sua trading à empresas do género baseadas em África, tais como a Congo Futur, na República Democrática do Congo, e a AfriBelg e Arosfram, as duas últimas angolanas.

Contactados pelo Semanário Angolense a administração da Arosfram, na pessoa de Francisco «Kito» Dias dos Santos, confirrmou que Kassim Tajideen é efectivamente sócio adc empresa. Contudo disse desconhecer qualquer actividade extra-empresarial do seu parceiro. «Há casos em que duas pessoas podem conviver e não saber da vida privada da outra. Às vezes há coisas que a nossa própria não sabe. Por isso, a actividade colateral desse sócio não vincula a Arosfram», explicou.

Kassim Tajideen é um libanês de 54 anos de idade nascido na Serra Leoa, que se mudou para Angola em 1990, onde se estabeleceu como grossista, chegando a erguer fábricas em Angola. Em 2005 comprou a Golfrate Group num processo cujo desfecho corre nos tribunais de Londres (ver caixa). Em Maio de 2003 ele e a mulher, Huda Saad, foram detidos e acusados na Bélgica, onde têm o que é suposto ser a sua principal base de lavagem de dinheiro, tráfico de diamantes e fraude fiscal.

Ambos foram postos em liberdade após terem pago fianças de € 125 mil cada, cerca de USD 172 mil. Por causa do suposto envolvimento com o Hezbollah, o Governo dos Estados Unidos congelou todos os bens de Kassim Tadjideen e de Abd Al Menhem. A ordem executiva 13224, assinada pelo presidente George Bush a 23 de Setembro de 2001, ou seja 12 dias após os ataques de 11 de Setembro, proíbe os cidadãos norte-americanos de realizarem qualquer tipo de transacção com ambos.»

*Com Silva Candembo,
SA

Imgaem: http://www.facebook.com/people/Kassim-Tajideen/720965507

Crise mundial: mais de um bilhão de famintos


Pela primeira vez na história da humanidade

JB ONLINE

DA REDAÇÃO - A barreira de 1 bilhão de pessoas que passam fome será superada neste ano em consequência da crise financeira internacional, anunciou sexta-feira a agência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).


“Pela primeira vez na história da humanidade, mais de 1 bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de subnutrição em todo o mundo”, adverte a FAO em um relatório sobre a segurança alimentar mundial.


“O número supera em quase 100 milhões o do ano passado e equivale a uma sexta parte aproximadamente da população mundial”, destaca a agência.

No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome não tem dados próprios e atualizados em escala nacional. Toda a política da pasta tem sido estabelecida a partir das pesquisas do IBGE, a última delas sobre segurança alimentar publicada em maio de 2006. O estudo foi realizado para complementar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2004, e nele constatou-se que em 34,8% das residências (nos quais viviam 72 milhões de pessoas) foi detectada situação de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave). Nesse universo, em 18,8% dos domicílios, nos quais viviam 39,5 milhões de pessoas, existia insegurança alimentar moderada ou grave – definidas como “limitação de acesso quantitativo aos alimentos, com ou sem o convívio com situação de fome”.

Os dados mais atualizados que podem ser relacionados com a fome foram elaborados pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, dirigido pelo economista e professor Marcelo Neri, e referem-se à pobreza no Brasil.

Neri explicou ao Jornal do Brasil que, entre dezembro de 2008 e abril de 2009, houve aumento no percentual de brasileiros pobres, assim considerados os que ganham menos de R$ 134 por mês. E que interrompeu-se uma sequência de quedas que vinha de abril de 2004, quando viviam na situação de pobreza 30% dos brasileiros residentes em regiões metropolitanas. Em dezembro de 2008, o percentual de pobres caíra a 17,68%. Em abril de 2008 o percentual de pobres passou para 18,92% desse universo, segundo explicou Nery.

Outro dado que pode ser associado à situação de fome e miséria no Brasil é a Pesquisa Nacional sobre Saúde da Criança e da Mulher, publicada em 2006 e elaborada por especialistas das universidades de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp), em colaboração com o Ibope: a pesquisa revelou anemia em 20,9% das crianças e em 29,4% das mulheres. A deficiência de vitamina A ocorreu em 17,4% das crianças e 12,3% das mulheres

Para Sônia Lucena, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) – órgão ligado à Presidência da República – a contribuição do Brasil para esse aumento é irrelevante. Sônia diz que a desnutrição está caindo em todas as regiões do país, principalmente na Região Nordeste.

– O Brasil não está contribuindo para esse número de 200 milhões de crianças desnutridas no mundo – afirma a conselheira, com base em pesquisas do Ministério da Saúde e do Consea.

A redução da desnutrição no Brasil, segundo Sônia, deve-se ao maior acesso dos brasileiros à informação e à água, à criação de empregos e a programas sociais do governo federal, como Bolsa Famíla e Fome Zero.

– Cerca de 80% do Bolsa Família são utilizados para comprar comida – garante.

Países em desenvolvimento

Segundo as estimativas da FAO, baseadas em um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, “a maioria das pessoas subnutridas vive em países em desenvolvimento”. Cerca de 53 milhões de pessoas vão sofrer com a fome neste ano na América Latina e Caribe. O número chega a 642 milhões na Ásia-Pacífico, 265 milhões na África Subsaariana, 42 milhões no Oriente Médio e África do Norte e 15 milhões nos países em desenvolvimento.

O número de subnutridos no mundo passou de 825 milhões no biênio 1995-1997 a 873 milhões de 2004 a 2006. Mas o número caiu de 963 milhões a 915 milhões no ano passado, em função de avanços na distribuição dos alimentos, mas a tendência se reverteu com o agravamento da crise econômica.

Para a FAO, o objetivo fixado em 1996 na Cúpula Mundial sobre a Alimentação, de reduzir à metade o número de pessoas com fome, não será alcançado. A meta foi ratificada, no entanto, com o compromisso de ser atingida em 2015, em uma reunião da ONU em Roma, em junho de 2008. Mas a redução da renda pela crise e os preços dos alimentos foram devastadores para as populações mais vulneráveis.

“O aumento da insegurança alimentar que aconteceu em 2009 mostra a urgência de encarar as causas profundas da fome com rapidez e eficácia. A atual desaceleração da economia mundial é uma das principais causas do aumento da fome no mundo”, conclui o estudo.

22:08 - 19/06/2009

Devaneios 20Jun09


Manuel Vicente, presidente da Sonangol, disse hoje que a petrolífera angolana não vai recuar no investimento que fez no BCP, onde é o maior accionista com 10% do capital. "Vamos manter. Contrariamente ao que se diz não vamos vender a participação. Não vamos recuar"
Diário Económico

Henrique Coutinho, Lisboa 22/03/09 20:56
Será que precisamos de 200 e tal deputados?? Se despedissem metade (que não fariam falta nenhuma) poupavam-se uns largos milhões de euros aos contribuintes que podiam ser aplicados em iniciativas mais proveitosas do que a de dar tachos a meia dúzia de inúteis. Talvez mesmo em criar empregos para quem na realidade trabalha a sério. Quando acabará a mama ?
Diário Económico

27.03.2009 - 11h05 - Oliver Strait, London
O LULA não é racista, coitado é feio que se farta, bronco, inculto e brasileiro. Pior cocktail não é possível. Pioor, pior é ser tudo isso e gringo (amaricano tendência Busch)
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h52 - Eddy May, Ford Country
Ahahahaha racismo? Coitado do LULA que é racista!. Antes eu ser branco e olhos azúis que preto ou mestiço! E esta? Pelo menos somos mais giros, mais inteligentes, mais ricos e mais civilizados. É só vantagens.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h41 - Porque não, há um banqueiro
Já é presidente há uns anos e não vejo que lá haja algum banqueiro negro ou indio. Porque?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h33 - ana filipa, coimbra, portugal
realmente os brasileiros de cor que são quase todos pobres e miseráveis pois não têm acesso nenhum a cargos e poder no seu país, nem a educação e saúde como os brancos e loiros, são todos muito honestos e trabalhadores... pensava que o hitler nos tinha ensinado uma bonita lição depois de estar a generalizar cores e raças. afinal parece que não.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h30 - Se fosse inteligente, devia de estar caladinho
Mas a mulher dele é branca e loira. Mas loira mesmo, sob todos os aspectos.. Ele devia dizer como foram efectuados os negocios do tal filho, que enriqueceu por vender uma empresa quase desconhecida, por milhões de reais. Devia contar como foi o mensalão, o dólar na cueca e outros casos. E um analfabeto. Diz que não le jornais, porque lhe fazem azia. E o que acontece quando se le o jornail acompanhado de cachaça. Dessa fama, não se livra
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h28 - abilio ferreira, cascais
Vai demorar quanto tempo até alguém propor o genocídio dos brancos para resolver os problemas da Terra? O Ocidente tem um estranho ódio de si próprio - a sua cultura clássica é desvalorizada, a religião cristã vilipendiada, o Papa insultado, as tradições ridicularizadas... Até quando?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

27.03.2009 - 10h23 - el gordo, Portugal
Se ele não fosse branco eu até diria que era racismo. Um presidente tem de ter algum tento na lingua , não pode dizer a 1ª coisa que lhe passa pela cabeça , Bush fazia-o e vejamos onde isso levou os EUA , isolados pelos disparates do seu presidente. Eu também acredito que o q ele queria dizer era banqueiros e especuladores ricos ocidentais mas foi muito infeliz. Em Africa já não são os "Bracos" que cometem atrocidades mas elas continuam a ser cometidas , nos EUA já existem alguns milhares de milionários de cor (e acho muito bem ) , na ásia existe também muita especulação e muito jogo com fortunas . Porque razão continuam a condenar só os brancos ?se isto não é racismo o que será !
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Cabo Verde, 1963. Mindelo


Cidade da Província de Cabo Verde, situada na ilha de S. Vicente deste arquipélago ocidental africano, com a população de 21.361 habitantes, é o maior porto de mar da região.

Também ali o género de paisagem se evidencia por elevações montanhosas, ainda que menos acidentada do que as outras ilhas do arquipélago.

Digno de registo, também, é o aspecto folclórico, especialmente a arte popular e os costumes tradicionais da população.

A tendência para a música e poesia manifesta-se em ampla medida, com características emotivas fora do vulgar.


Faz referência a cruz da Ordem de Cristo ao Infante D. Henrique, a cujos esforços se deve a descoberta do arquipélago. É lembrada, também, a ilha em que se ergue a cidade, com a representação de um corvo, alusivo a S. Vicente.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (17)


Luanda – Entretanto o Governo (?) de Angola insiste nas suas duas actividades principais: construir estádios de futebol e destruir milhares de casas dos espoliados dos dividendos petrolíferos, para empregar os falidos das quadrilhas imobiliárias internacionais.
Máfia chinesa em acção. Segundo a Lac-Luanda Antena Comercial, chineses já espancam selvaticamente cidadãos angolanos.
O condomínio Jinga Isabel está fissurado, ainda há pouco tempo inaugurado. Foi construído (?) por uma empresa brasileira. Resta saber o nome da empresa. In TV ZIMBO.
E quando os prédios e torres começarem também a racharem? É que quando chega a época das chuvas, e a tendência é chover mais, cada vez mais, muitos lençóis freáticos ganham corrente, revivem. Literalmente, Luanda assenta-se sobre um rio subterrâneo.


Comprar carro é acrescentar mais um buraco à tormenta do nosso desviver… como navegar sem mar. As estradas não são necessárias mas, pode-se confessar que tudo é um mal necessário. Um horrível esforço de martírio altruísta foi projectado para o nosso modus vivendi. Consistência de perder muitas horas, encontrar a velhice precocemente, perder a saúde. Hábitos de regozijo incutidos sem apelo devassam, grassam na lotaria das ruas que já não o são, nunca o saberão. Os prémios principais são buracos e lodaçais. Ruas escavadas devido à intensa prospecção dos malignos sentimentos petrolíferos.

Oh! Que noites, que festivais, que mães com séquitos de pardais, para onde caminhais? A criança adianta-se, nefasta apressada. Pára, volta-se, incita o andamento. A mãe carrega a idade da ditadura do sofrimento, sem lamento. Na cabeça, uma carga que não alivia a sobrevivência da inconsciência do governo petrolífero. Nas costas, sobrecarrega o peso recente da infelicidade nascida, adormecida. Pela mão, a contrariedade da criança arrasta-se esforçada na contra-mão do retirar o pão da boca. É a mãe, das mães dos agora colonizadores negros da negra miséria. Dos indistintos dias, das inextinguíveis noites orgíacas das políticas palacianas. Ó negra miséria, decerto no incerto caminhais. Nas ruas alagadas de campos petrolíferos, pastos negros, prados negros que não servem para comer, nem para beber.

Muitos poetas, advogados, economistas e poucos engenheiros. Povo analfabeto nunca será independente. Conhecimento é liberdade. A miséria é negra, da cor do petróleo. O poder temporal é momentâneo, o espiritual eterniza-se.


Atirei o meu telemóvel para o lixo. Evito os assaltos, quero caminhar normalmente, não quero ficar sem vida eternamente. Ganhar o presente dos assaltantes e perder o futuro. Apesar de muitos seguranças métricos que guardam o que não lhes pertence, a intranquilidade é palustre. Muitos seguranças, muita insegurança. Tudo tão inconfortante, abundante. O lixo é superabundante, os baldes das águas imundas cozinham-no. Colossais colunas de lixeiras esculpidas como os estábulos de Augeias. Jingola contratou Hércules para a derradeira décima terceira tarefa… acabar com o lixo. Seria pago com vários tosões de oiro. Não conseguiu, desistiu, desamarrou-se furioso porque vinte e oito assinaturas eram comissionadas. Não sei, não sabemos, ninguém me consegue explicar, entender que regime é este que nos governa. Acho que é um regime com cheirinhos de todos os governos igualitários, totalitários existentes no mundo. Universalizado, engalhado.

Passa a escolta vulgar de invulgar administrador. Um sacerdote lapidar, escoltado de fingida bondade, desapercebe-se da trama que os doutores do nosso destino escorregadio lhe invectivam. A escolta do medo, insegura, medrosa, despenca no desprotegido, potencial inimigo disfarçado, que atrapalha, inibe a passagem do mais que parecido cortejo funéreo. O sacerdote é espancado e abençoado pelo poder intemporal. Imolado no cumprimento de ordens superiores, sancionadas por inferiores. No estabelecimento do ritual satânico do Politburo Jingola, barbárie enfeitiçante de imitação da selva civilizada. Os peregrinos deslocaram-se dos seus santuários. O embondeiro secou a mabuba também.

Imagem: Angola em fotos

História Universal (11). Os Assírios


Em 879 morreu Omri, e foi sucedido pacificamente pelo seu filho Ajab, quem continuou a política do seu pai de difundir o culto a Astarte por Israel.

CARLOS IVORRA

Em 878 o rei Li ocupou o trono chinês. Debaixo do seu reinado produziram-se distúrbios, provavelmente devidos a causas naturais. Por esta época a China contava com uma classe de comerciantes e artesãos, mas que não trabalhavam independentemente, senão que estavam ao serviço dos nobres. Os agricultores complementavam a sua economia com o cultivo do bicho-da-seda.

Em 873 morreu Asa da Judeia e foi sucedido pelo seu filho Josafat. A aliança político-religiosa entre Israel e Tiro deu bons resultados económicos. Israel conseguiu a riqueza necessária para fortificar o Norte frente à Síria assim como para embelezar Samaria. Israel logrou um certo predomínio frente à Judeia, de modo que Ajab e Josafat chegaram a um acordo em virtude do qual a Judeia aceitava que Israel dirigisse uma política exterior conjunta, enquanto que Josafat manteria plena autoridade em assuntos internos. A única oposição vinha da minoria israelita que defendia o culto a Iavé. Astarte era uma deusa da fertilidade e, segundo a estreita moral sexual dos israelitas mais conservadores, era a viva imagem do pecado. A oposição achou um enérgico caudilho no profeta Elias. A parte da Bíblia que descreve esta época (escrita séculos depois) apresenta Omri e Ajab como reis perversos, enquanto que Elias resulta ser quase divino: as águas dos rios separavam-se à sua passagem, provocou uma seca de três anos, fez com que um orzo e uma garrafa de óleo de una viúva contivessem permanentemente farinha e azeite durante esses três anos, sem se acabarem nunca, ressuscitou um morto, etc. Também se dizia que não morreu, senão que ascendeu ao céu em corpo e alma.

Em 859 morreu Asurnasirpal II e foi sucedido pelo seu filho Salmanasar III, quem decidiu estender os domínios do já extenso império que seu pai lhe legou. O seu primeiro movimento foi a anexação completa dos principados aramaicos que Asurnasirpal II fez tributários. O único estado aramaico que se livrou do domínio assírio era a Síria, agora debaixo do reinado de Benhadad II. Enquanto Salmanasar III se ocupava dos seus vizinhos Benhadad continuava a guerra contra Israel iniciada pelo seu pai. Em 856 o exército sírio penetrou em Israel e assediou Samaria. Tal e como Omri previu, Samaria resultou inexpugnável. O exército sírio debilitou-se e os israelitas tiveram ocasião de sair e expulsá-lo. Em 855 Israel reconquistou parte do território do Norte que a Síria lhe tinha arrebatado anos atrás. Sem dúvida neste ponto Benhadad II começou a ficar consciente da terrível ameaça que se peneirava sobre o seu reino e teve que cambiar bruscamente a sua política. Fez ver a Israel que o exército mais perigoso do mundo peneirava-se sobre eles e assim, selou uma aliança com Ajab. Ambos reis encabeçaram uma coalizão de estados cananeus que enfrentaram os assírios em Karkar, um lugar não identificado, mas que estava sem dúvida ao Norte da Síria, provavelmente cerca da costa mediterrânea. A batalha teve lugar em 854. Ao que parece, dum modo inexplicável, o exército cananeu obteve uma vitória suficientemente notável para que a Assíria se retirasse durante algum tempo. Não conhecemos os detalhes, pois as crónicas assírias falam de uma vitória assíria, mas que não foi seguida de nenhuma anexação ou tributo, o que faz pensar melhor que as ditas crónicas são uma versão oficial pouco credível. Por sua parte a Bíblia não menciona a batalha, o que também é lógico, pois os autores bíblicos nunca reconheceram mérito ao ímpio rei Ajab. É provável que Salmanasar III se visse obrigado a retirar-se por pressões na outra parte do seu império. O reino de Urartu, por exemplo, não deixou de rebelar-se contra a Assíria desde os tempos de Teglatfalasar I. A Assíria ganhava todas as batalhas, mas enquanto os seus exércitos se dispersavam noutras direcções, Urartu recuperava-se e voltava a oferecer resistência.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: http://br.geocities.com/oportaldehermes/assirios.htm

Jim das Selvas


Governo angolano sim! Africano não! Governo de Angola não! Governo do petróleo sim! Angola é um palácio não é um país.

A Itália é o melhor exemplo da democracia fascista. No direito internacional acabaram as regras, ficaram os paradigmas de fingir. Está uma trapalhada tal, que já não se consegue distinguir entre democracia e ditadura. Confunde-se, confundem-nos. Ao que chegámos! Se a democracia convive e apoia ditaduras, então para que serve o voto? Melhor é não votar. Porque estamos perante um modelo democrático de fabricação em série. Uma fábrica onde os eleitores são os trabalhadores e os directores-patrões são os secretários-gerais dos partidos.

A democracia não funciona, arruína-nos. A população obriga-se a tomar, tombar, forçar o poder e colocar, instituir para já, um conselho de anciãos. Porque senão vamos morrer todos à fome!

Um exemplo sonante: Angola está na miséria mas, as democracias das ditaduras fascistas juram todos os dias que Angola é o único país mundial onde há desenvolvimento económico. De facto existe um desenvolvimento escondido… nos cemitérios. Assim não é possível acabar com o terrorismo internacional. Porque não se sabe onde começa um e acaba o outro. O desenvolvimento económico de Angola… é a rapina.


«Nem mais nem menos: Angola, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Portugal

ALTO HAMA

O Governo norte-americano incluiu hoje Angola, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Macau e Portugal numa lista de 52 países aconselhados a adoptar acções concretas de combate ao tráfico humano, que leva milhões de pessoas à prostituição, indigência ou "escravidão moderna".

Da lista não constam Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, eventualmente devido à reduzida dimensão destes países.

Portugal é citado como local de destino, trânsito e recrutamento para mulheres, homens e crianças traficados do Brasil e, em menor grau, de outros países do Leste europeu e de África para comércio sexual e trabalho forçado.

O relatório, apesar de realçar os esforços do país no combate ao flagelo, afirma que o Governo português não cumpre integralmente os requisitos mínimos para a eliminação do tráfico de seres humanos.

Quanto a Angola, o relatório afirma ser um país de origem para tráfico de mulheres e crianças para servidão doméstica e trabalho agrícola forçado.

As mulheres e crianças angolanas são traficadas para a África do Sul, República Democrática do Congo, Namíbia, e Portugal. Jovens rapazes são também traficados para a Namíbia para apascentar gado.

Apesar de elogiar esforços feitos, o relatório diz que o Governo angolano "não investigou, acusou ou condenou nenhum traficante de seres humanos" pelo que o Departamento de Estado norte-americano recomenda a adopção de legislação que combata o fenómeno, o reforço da capacidade das forças policiais e o aumento da protecção às vítimas.

A Guiné-Bissau é considerada uma fonte para o tráfico de crianças para outras nações da África Ocidental para trabalhos forçados e exploração sexual.

A maioria das vítimas integra rapazes que estudam religião, apelidados de talibés, que são traficados por instrutores religiosos com o pretexto de irem estudar em madrassas (escolas corânicas), principalmente para o Senegal, mas que depois são forçados à mendicidade.

As cidades fronteiriças de Bafatá e Gabu são as maiores fornecedoras de talibés, principalmente através da aldeia de Pirada.

Um estudo de 2008 do Centro Africano de Estudos Avançados constatou que 30 por cento das crianças forçadas à mendicidade em Dacar eram da Guiné-Bissau.

A UNICEF calcula que mensalmente 200 crianças da Guiné-Bissau são traficadas para a Guiné-Conacri.

Segundo o documento, as leis contra o tráfico humano na Guiné-Bissau não são devidamente aplicadas e não proíbem todas as formas de tráfico.

Macau é qualificado no relatório como destino de tráfico de mulheres e raparigas da China continental, Mongólia, Rússia, Filipinas, Tailândia, Vietname, Burma, para exploração comercial e sexual.

A maior parte das vítimas é originária da província fronteiriça de Guangdong em busca de trabalho no território.

O controlo sobre algumas vítimas pelo perigoso crime organizado torna virtualmente impossível escapar ao jugo imposto, acrescenta o documento.

Moçambique é um país fornecedor e, em menor grau, de destino para homens e mulheres e crianças traficados para propósitos de trabalho forçado e exploração sexual.

Atraídos por promessas de melhor emprego, educação, mulheres e crianças são traficados de áreas rurais para a África do Sul para trabalho doméstico e exploração sexual.

Um pequeno número de crianças e mulheres são traficados para a Zâmbia, Zimbabué e Malauí.

O documento cita um relatório de uma ONG que denuncia o tráfico e comércio de órgãos humanos de crianças e adultos por feiticeiros que os usam como medicina tradicional ou para prejudicar inimigos.

O relatório elogia a lei aprovada em Abril de 2008 pelo parlamento, que pune com firmeza os responsáveis por este tipo de crimes, com penas entre 16 a 20 anos.»

Imagem: EL PAÍS

Cabo Verde, 1963


Província insular ultramarina, na costa ocidental do continente africano, formada por um arquipélago de quinze ilhas e ilhéus divididos em dois grupos – Barlavento e Sotavento – conforme o vento dominante que se verifica em cada grupo.

A sua superfície total é de cerca de quatro mil e trinta e três quilómetros quadrados.

Uma das principais características de Cabo Verde reside nos seus montes e picos gigantescos com desfiladeiros inacessíveis, paisagem fantástica de aspecto invulgar e impressionante.


O símbolo característico da Província quer realçar a gloriosa acção marítima portuguesa.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (27). Novela


No reino Jingola os mercenários e os mercadores imobiliários desenvolvem-se. A revolta da população também.



Obrigaram-se a limpar os restos da orgia, melhor dito, da maratona. Limparam as espinhas do peixe que pareciam terem saído duma imensa fábrica de transformação de gataria e canídeos, dessas made in China. Claro que foram as mulheres que trataram disso, arrastando as filhas para as ajudarem. Os homens bem escondidos, disfarçados atrás das árvores continuavam na bebida. Mas tinham um sinal secreto. Quando o accionavam era sinal para os filhos trazerem a bebida. Se algo corresse mal, era feito outro sinal, e vinha água para regar. Uma pobre planta inventada, acabada de plantar nesse momento.

Com os divinos rastos, (não são restos não) do Dão Meia Encosta a fugir do cérebro, um Jingola recorda-se que deixou a esposa no pardieiro a aquecer o que se ajeitava no leito. Uns papelões dos electrodomésticos das lojas dos asiáticos. Jingola ainda será uma província asiática. Enfrenta-se com a estátua da rainha, e confunde-a com a sua esposa.
- Querida, finalmente atingi os píncaros dos poetas. Querida sou eu, mais um poeta. Já cheguei, abra a porta… sou eu. Ai! Ai!.. as minhas mãos. Você mudou as tábuas da porta porquê!? A minha querida esposa é a única que entende a minha poesia.

Minha querida esposa
quando nos libertamos de uma
esposa
Aparece outra pior, porque
esqueci-me de lhe mudar as pilhas
do reino do Dubai.
Tudo que carregamos não é nosso
é dos estrangeiros

Entretanto, a esposa já há muito que o procurava. Encontrou-o ainda no diálogo com a rainha, no martírio da estátua. Tira um chinelo e dá-lhe um monte de chineladas.
- Vá, vamos para casa seu putanheiro de merda!
Chegam a casa. O marido senta-se à porta. Não quer entrar com medo de mais chineladas, tenta o artifício da retórica.
- Contrariamente ao que pensamos a vida é muito fácil. Basta libertarmo-nos dos ditadores. Eles escolhem o que comem. Nós comemos tudo o que nos dão, que nos aparece pela frente.
- Que puta é essa que te ensinou isso? Vá diz-me, para lhe arrancar a rata à dentada. Essas putas de merda gostam muito de roubar os maridos das outras.
De repente serena, sente ultra compaixão pelo pobre marido.
- Vá, vai dormir... não te bato mais. Amanhã tens que ir trabalhar, SENÃO PONHO-TE FORA DE CASA!!!

Epok, narra ao rei os últimos acontecimentos. Pede-lhe que se faça justiça.
- Meu rei. As nossas diferenças do género no feminino estão impassíveis, impossíveis, insuportáveis… depravadas. Estão a transformar tudo o que temos de belo, num reino pagão. Tenho que importar mais piranhas. Desta vez juro que acabo com elas. Nem a rainha respeitam, não respeitam ninguém. Quanto mais lhes chamamos a atenção, fazem pior. São mais horríveis que as piranhas.
- Epok, têm que ver duas coisas: a primeira é que temos que evitar a todo o custo qualquer conflito com elas. As mulheres Jingolas são muito pacíficas, mas quando se revoltam são terríveis. Temos que aprender a conviver com elas. Afinal, são as que temos, e nos outros reinos dizem que são as mais bonitas do Mundo. Existe já um número considerável delas que escolhem o suicídio… isso é muito preocupante, porque já não suportam viver no nosso reino. Em segundo lugar, se cairmos em cima delas, a rádio dos republicanos a cada minuto vai estrondar que estamos a exterminar as negras. Que fomos nós que acabámos com elas. O paladino Divad sempre com as Mãos Livres, qual Jesus Cristo, vai pregar a parábola do bom semeador. Bom, construindo um muro bem alto à volta do Castelo, resolve-se o problema.
- O meu rei é um iluminado! O único, o arquitecto da sabedoria.
- Piranhar meu caro Epok, é por isso que sou o rei. Que mais temos?

Imagem: Angola em fotos

Fraude de cartões bancários com origem em Singapura, China e Malásia

FRAUDE. Responsáveis de mais de 300 fraudes bancárias
A colaboração dos EUA permite deter 14 falsificadores de cartões bancários

Europa Press Madrid EL MUNDO

Actualizado Quinta-feira 18/06/2009 11:57 horas


A Polícia Nacional desmantelou, com a colaboração do Serviço Secreto dos Estados Unidos, uma organização internacional que perpetrou 300 fraudes bancárias e que operava com os 'hackers' mais activos do mundo, segundo informa a Sede Superior da Polícia de Madrid.

A operação policial terminou com a detenção de 14 'skimmers', que é a palavra com que são conhecidos policialmente os falsificadores de cartões bancários, e que actuavam em Madrid, Barcelona e Bilbau.

Os polícias intervieram na operação, na qual participaram mais de uma centena de agentes, mais de 250 cartões bancários falsos, enviados desde Singapura, China e Malásia, com os que perpetraram as fraudes.

O Planeta dos Macacos (1)


Com o nosso habitual sadismo SS, arrasamos o que resta do que ainda se chama população. Uns trastes de população economicamente ilegal. Choupanas, casebres, casas de chapas?! E esses governantes vieram donde? Viviam onde? Nas matas, nas palhotas, e agora vivem nos palácios, mas bem lá no fundo envergonhados da galhofaria, perdidos nos labirintos petrolíferos.

Deixem o petróleo e trabalhem para salvar o que resta do povo. Extrair petróleo não é trabalhar, é cursar a universidade do sedentarismo. Vão trabalhar nos pardieiros que alojam aquilo que chamavam um só povo!

Se não confessam onde está o dinheiro das reservas internacionais, é licito supor que está nas contas deles. Numa conta bancária de certeza intitulada, depósitos dos únicos revolucionários.

Apoiam-se nos chineses porque são os eleitos, porque apoiam, sobrevivem nas ditaduras e na escravidão.

Que diferença tem este colonialismo do outro? Este é negro o outro era branco. O outro era verdadeiro, este é fingido. Este é um Estado dos estádios.
Não podemos respeitar um Governo que nos despreza, que fabrica esfomeados em larga escala.

Não se revê no sistema político de Angola?
Discordo de que uma minoria viva extremamente bem e uma grande maioria da população viva ainda na miséria. Não foi para isso que lutámos, era exactamente pelo contrário, e isso é que não foi atingido. Daí a desilusão, que não é só desta personagem, que não é só minha, mas de um vasto grupo de pessoas que participaram na luta pela independência.
In Pepetela,
João Céu e Silva. Fonte: Notícias Sábado'


«Uma das consequências da falta de liberdade é o subdesenvolvimento económico, científico, técnico e cultural.
Os países explorados tornaram-se economicamente débeis e em muitos casos, lançados numa situação caótica que os obriga a retomar ou a continuar a sua dependência dos outros países mais desenvolvidos.
Libertar é transformar pela violência uma ordem social estabelecida por minorias.

E por isso mesmo libertar uma sociedade, é fazer a revolução.
É preciso libertar o Homem não só do esclavagismo colonial, mas ainda de qualquer forma de dominação social no interior de cada país. Nenhuma classe deve poder explorar outra.»

In Agostinho Neto. 20 De Janeiro de 1978. Discurso na Universidade de Ibadan, Nigéria

Imagem: Angola em fotos

Devaneios católicos


22.03.2009 - 15h59 - zoroastre, ispahan
Um missionário espanhol visitava uma ilha quando encontrou três sacerdotes astecas.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

-como rezam vocês?- Perguntou o padre. - Temos apenas uma oração- Respondeu um dos astecas - Nós dizemos: ""Deus, Tu és três, nós somos três. Tende piedade de nós.""-Bela oração-disse o missionário.- Mas ela não é exactamente a prece que Deus escuta. Vou ensinar-vos uma muito melhor. O padre ensinou-lhes uma oração católica, e seguiu o seu caminho de evangelização. Anos depois, já no navio que o levava de volta para à Espanha, teve que passar de novo para aquela ilha. Do convês, viu os três sacerdotes na praia- e acenou-lhes. Nesse momento, os três começaram a caminhar pela água, na sua direcção. -Padre! Padre! -Chamou um deles, aproximando-se do navio. Ensina-nos de novo a oraçaõ que Deus escuta, porque não conseguimos lembrar-nos! -Não importa- disse o missionário vende o milagre. E pediu perdão a Deus, por não ter entendido antes que ELE falava todas as línguas.

22.03.2009 - 14h53 - josé, o excumungado, sacristia da europa
Se eu fosse africano seria tudo menos católico ou muçulmano, por razões mais que óbvias. A Santa Madre Igreja ganhou milhões com a escravatura de povos africanos e pelos vistos continua a investir nessa área, mas de uma forma muito mais subtil, mais adaptada ao capitalismo moderno porque já não são admitidas grilhetas.

22.03.2009 - 14h47 - Jorge, Lisboa
Estas raparigas vão passar a ser mártires aos olhos do Papa. Para ele foi Deus que escolheu o dia das suas mortes. Falta a canonização e beatificação.

22.03.2009 - 21h56 - Espectro, Porto
Vã glória ou idolatria humana! Todo este aparato, todo este sacrifício desumano, toda esta manipulação de pobres analfabetos e famintos, todo este marketing para glorificar o homem de branco, para manter o poder da igreja católica, é CRIMINOSO. E os jornalistas deveriam ter vergonha por serem cúmplices destes crimes, quando ainda há umas duas ou três semanas atrás disserem cobras e lagartos de um simples congresso do PS, tendo acusado Sócrates e o PS de instrumentalizarem e reduzirem o congresso à glorificação do líder. As duas crianças morreram numa manifestação e festa do papa; O que diriam todos esses incontinentes verbais e mentais se isso acontecesse num jogo de futebol ou num comício de um partido? Face à importância cada vez maior da comunicação social numa sociedade mediatizada como a nossa, afirmo que para mim essa mesma comunicação social, salvo algumas raras excepções, são o que de pior há na sociedade; Muito pior que os políticos! PQP.

22.03.2009 - 20h32 - idiota, manicomio
jovens esmagadas até à morte para ver um homem, bébés às costas sob sol escaldante, insolações, gente a gritar por trabalho, num país "rico", tudo tão surreal

22.03.2009 - 20h02 - Tomás de Torquemada, Grunholândia
Este prezado senhor, o papa Joseph Ratzinger escreveu nas suas memórias que passou pela Hitler Jugend, foi municiador numa bateria antiaérea e construiu protecções anti-tanques na fronteira austro-húngara. Tudo ao serviço das forças hitlerianas e da ideologia nazi. Sobre isso não me vou pronunciar, por agora. Brevemente, o chefe máximo da igreja católica apostólica romana vai visitar o estado de Israel. Como habitualmente com todos os chefes de estado, vão levá-lo ao museu do holocausto. Mas no museu há uma sala onde os israelitas falam da pouca ou nenhuma actividade por parte da igreja católica contra o nazismo e da colaboração da igreja católica na evacuação de nazis para a América latina. Pois bem, S.S. (Sua Santidade, nada de confusões), já avisou que vai passar ao lado. Ora bem, o mesmo museu fala dos seis milhões de vítimas de credo judeu na segunda guerra mundial, número tão contestado por muita gente. Entremos num exercício de lógica. Ou é tudo verdade e o papa entra na famigerada sala e pede desculpa. Ou os israelitas são mentirosos e só dizem meias verdades. Se só dizem meias verdades, qual das verdades israelitas são mentira, os seis milhões ou a negligência da igreja???

22.03.2009 - 20h01 - Luis, Almada
"o que gostava de saber e, o que a igreja realmente vai fazer pelas familias das pessoas que morreram e das que ficaram feridas?! ...rezar?! lolol acho que podem fazer mais!" Tem toda a razão, eu acho o mesmo.

Moçambique, 1963. Vila Cabral


Cidade capital do distrito do Niassa, na Província de Moçambique, com a população de 82.080 habitantes.

Localiza-se a uma altitude aproximada a mil e trezentos metros e a cerca de cinquenta metros do famoso lago Niassa.

Ligada por caminho-de-ferro aos portos de Lumbo e de Nacala tem, também, ligação por estrada com o de Porto Amélia.

Área de excelentes condições de clima, favorável à fixação de europeus que ali encontram vasto campo de actividade é, também, uma região de caça grossa, em que predominam o leão, o elefante, o rinoceronte e outros, assim como grande variedade de antílopes.


Em comemoração da visita do Chefe do Estado, foi concedido o direito de usar escudo de armas à cidade de Vila Cabral. Considerou-se o facto de a antiga vila ser sede do concelho que se estende do rio Lugenda ao lago Niassa, e a importância que estes dois elementos geográficos tiveram na vida da cidade. O rio ficou ligado à história das campanhas contra Mataca, e o lago foi motivo da controvérsia que só recentemente se encerrou com a ratificação do acordo de 18/11/1954.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (16)


No reino Jingola tudo o que é oficial e oficial-general é legal. Tudo o mais, incluindo a população, é ilegal.


É mediocridade, quando não se abordam questões com profundidade. Quanto mais os políticos falam, mais são estudados e menos escutados. Muitas palavras muitos devaneios. Os cérebros dos ouvintes saltam para outra plateia. Abandonam os políticos de corpo vertical e alma horizontal. A figura da África Negra é uma aventura propícia para aventureiros. Sempre concordantes com a pobreza de espírito dos governantes. E o interlúdio da pobreza e da fome prosseguem em todos os momentos, nos cartazes com fotos gigantes que iludem os eleitores votantes. Neles, as palavras democráticas: onde há pão e livros, há democracia.

Acreditar nos políticos é como viver num prédio prestes a desabar. E são tantos (os prédios). Como os generais no poder, democracia generalizada, militarizada. Com dois desejos, duas faces. Qual deles, qual delas?! Mal-educados intencionados, bons irresponsáveis, moldados e acondicionados. Como monges em falanstérios e sociedades secretas que insistem em moldar-nos, dominar as nossas mentes. Não há bons governantes, apenas homens que executam o desejo, a vontade do povo.

Um cientista Jingola disse que a população é famosa pelo seu analfabetismo. Que não tinham direito a instrução. Isso, e por causa da fome descobriu que só usavam dez por cento do cérebro.

Não sei distinguir se é a água que arrasta o lixo, ou é o contrário?! Lixo, água e comida. Na transfusão diária à Nação, o boom da cólera expandiu trinta mil infectados e morticínio de quase mil. A acção planejada das chuvas divulgará subitamente a epidemia. Na terra ávida por cadáveres, a cólera diminuirá quando a população escassear.


Abriguei-me num contentor à desespera que a chuva desalentasse. Para obter tal permissão comprei uma cerveja. Senti que a minha respiração se dificultava devido ao fumo que vulcanizava no interior. Apenas duas pequenas janelas nos extremos velavam o arejamento. Desloquei-me para a mais próxima, era, parecia o fumo do Vesúvio. Olhei para a jovem que fingia ser empregada. Tentei defender-me.
- Donde vêm tanto fumo?
- Dos geradores.
- Vamos morrer intoxicados. Presumo que há deleite nisto.
- É isso! Um é do general, o outro é dum novo-rico da padaria. Já refilei, deram-me a importância do desprezo. Reino governado por generais é assim. Subi ao castelo dos deuses sanitários, ameaçaram-me com a morte. As ameaças tornaram-se tão vulgares. Creio que devíamos mudar o nome para reino das ameaças. Esta gente são como Napoleão, é tudo deles, pensam que são invencíveis.
- Descolonizadores, novos mentores.
- Mais um campo africano da morte, mais um quilombo de caveiras.

Os olhos começaram-me a arder, a garganta a condescender. Fugi para debaixo de um toldo que servia de habitação a duas famílias que ficaram sem casa. Foi destruída por um príncipe para construir uma mansão. Podia abrigar-me da chuva se fizesse despesa. Só havia cerveja. A chuva amainou. Daqui até Tule, mais ou menos em Viana, terei que desandar cerca de vinte quilómetros.

Imagem: Angola em fotos

História Universal (10). Os assírios


Entretanto, Canaã permanecia alheia a estes factos. Em 887 uma conspiração derrubou o último rei da linhagem de Hiram de Tiro.

CARLOS IVORRA

O cabecilha foi o sumo-sacerdote Etbaal, que ocupou o trono. Ao mesmo tempo o rei sírio Benhadad I atacou Israel, chegando até ao mar da Galileia e anexando as suas costas orientais. A cidade de Dan foi destruída, ao que parece para sempre, pois já não se voltou a mencioná-la na Bíblia. O rei Basa de Israel teve que fazer as pazes com a Judeia para poder ocupar-se da Síria. Assim fracassou o seu intento de consolidar a sua dinastia com uma conquista militar, como fez David anos atrás. Quando morreu, em 886, estalou uma guerra civil e o seu filho Ela foi deposto e executado. Antes de terminar o ano fez-se com o trono um hábil general chamado Omri, que logrou rechaçar os sírios e reforçar o domínio sobre Moab. Omri compreendeu bem quais eram os pontos débeis do reino de Israel. Um era a falta duma capital bem localizada, capaz de resistir aos assédios com dignidade. A Judeia temia Jerusalém, mas Tirsa era completamente inadequada. Jeroboam elegeu-a principalmente para abandonar Siquem, para evitar suspeitas sobre uma hegemonia efraimita que poderia ser mal vista por uma parte considerável dos israelitas. Um pouco ao Oeste de Tirsa havia uma colina muito bem situada a metade do caminho entre o Jordão e o Mediterrâneo. Pertencia à família de Shemer, mas o rei comprou-a e fortificou-a. Com o tempo se converteria na cidade mais grande de Israel. Chamou-a Shomron, nome derivado do seu antigo dono, mas os gregos chamaram-na mais tarde Samaria. Omri converteu-a na capital de Israel, e continuou-o sendo até à desaparição do reino.

Mas Omri sábia que uma capital forte não era tudo. A monarquia israelita não gozava de todo o respaldo popular que seria desejável. Mais ainda, o povo não tinha um seguimento de unidade nacional similar ao que existia na Judeia. Em grande parte, a vantagem da Judeia residia numa religião forte, o culto a Iavé, que ao mesmo tempo que identificava todo o povo numa causa comum, legitimava a casa de David como governante por desígnio divino. O culto a Iavé era minoritário em Israel, e tampouco parecia boa ideia fomentá-lo, pois isso poderia deixar Israel indefeso frente à Judeia. Também estava o risco de que uma boa parte do povo não o aceitaria por desprezo aos judeus. Omri aliou-se com o rei tírio Etbaal. Ambos eram usurpadores, assim que deveria ser fácil para ambos apoiarem-se mutuamente para consolidarem os seus tronos. Etbaal foi sumo-sacerdote, e a sua estratégia foi a de difundir o culto aos seus deuses, principalmente à deusa Astarte. Omri considerou que o dito culto poderia ser também adequado para o seu povo, e decidiu apoiá-lo. Para selar o seu acordo, Ajab, o filho de Omri, casou-se com Jezabel, a filha de Etbaal.

Em 883 morreu Osorkon I, o rei do Egipto. Se este logrou manter a duras penas a autoridade que lhe havia legado o seu pai, depois da sua morte a desorganização aumentou e o exército se fazia cada vez mais incontrolável. No mesmo ano morreu Tukulti-Ninurta II, depois de um breve reinado de cinco anos. Foi sucedido pelo seu filho Assurnasirpal II, quem destruiu os principados aramaicos (excepto a Síria), restabeleceu a prosperidade da Assíria e reconstruiu a antiga cidade de Calach, convertendo-a novamente na capital do reino. Ali construiu um grande palácio de uns 24.000 metros quadrados de superfície, decorado com baixos-relevos de grande realismo, muitos dos quais representam o rei em cenas de caça. Asurnasirpal II é recordado como o mais cruel dos reis assírios. Impôs uma política de terror que fez desistir os povos submetidos ao mais mínimo intento de rebelião, mas que deixou uma onda indelével de ódio na Assíria e em todo o oriente próximo. Nas suas crónicas menciona-se pela primeira vez os Caldeus, outro grupo de tribos semíticas procedentes da Arábia e que fustigavam as fronteiras da Mesopotâmia.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.
Imagem: WIKIPEDIA

Moçambique, 1963. Porto Amélia


Cidade capital do distrito de Cabo Delgado, na província de Moçambique com a população de 49.306 habitantes.

A sua localização, que confina com o território de Tanganica, estabelece-se numa colina a cinquenta metros de altitude no interior da Baía de Pemba, considerada a terceira das mais belas bacias do Mundo, cuja profundidade e posição se comparam às do Rio de Janeiro e de Sidney, dispondo de um magnifico porto de mar.

A baía, circundada de montanhas, oferece um panorama de beleza invulgar que desperta admiração.


Privilégio concedido à cidade, comemorativo de que a primeira tentativa de povoamento da baía de Pemba, por gente portuguesa da Metrópole, teve inicio em 8 de Dezembro de 1857, e considerando ainda que a povoação de Porto Amélia, mais tarde construída na margem daquela baía, ficou a dever o seu nome à excelsa princesa da casa de França, que foi rainha de Portugal como esposa do Rei D. Carlos.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

terça-feira, 16 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (26). Novela


O reino Jingola está incrível. Actualmente governar é cometer infindáveis crimes. E tudo está correcto porque houve a tal eleição democrática que tudo legitima. Pobre e triste reino… se ao menos tivesse um cavaleiro que demandasse o Santo Graal.


- Quem roubou as piranhas?
- O fosso secou e como estavam a morrer… a sofrer… aproveitámos.
- Vão todos para as piranhas.
- Ah! Ah! Ah! Já estamos com elas.
- Estão muito satisfeitos!
- Queremos beber mais água do fosso do Dão tinto.
- Todos a andarem daqui!
- Não! Só estamos a tomar banhos de sol!

A rainha não resiste. Aproxima-se de uma jovem que espreguiça o belo corpo, acariciado e modelado pela luz solar. Dança sensualmente.
- Suas desavergonhadas, estão todas nuas porquê?!
- Não temos nada para vestir, vocês roubaram-nos tudo.
- Prostitutas, deviam ir para a Santa Inquisição, tenham vergonha!
- Prostituta? Eu? Isto que tenho aqui é propriedade privada. Para usar e abusar. Felizmente não é descartável. Isto não é para quem quer, mas para quem merece. Se fosse rainha neste reino também não me faltaria nada.
- Isso não é justificação, ordinárias, suas moles sem cultura. Andam à toa, vistam-se se faz favor.
- Não vês que nos espoliaram a roupa!
- Assim é que estão bem vestidas. Ih! Ih! Ih!
- Ai é? Viver num campo de nudismo é muito saudável, sabias?

A jovem põe as mãos na cabeça. Invoca um feitiço. Ouve-se um grande estrondo vindo do céu. Um poderoso raio de luz agita o seu corpo, que se transforma na poderosa Deusa Africana da Dança. Estremece, agita-se, segue comandada por som invisível. Dança a eterna sensualidade negra, da qual só elas conhecem o segredo. Canta:

Sou Jingola
Meus antepassados
Todos andaram e beberam aqui
(mostra o sexo)
Sinto-me orgulhosa
Por ter nascido assim
(mostra o sexo)
Isto é a minha epidemia
Oh! Minha Jingola
Oyé! Oyé!
Viva o rei dos piranhas
Oyé! Oyé!
Viva a rainha das piranhas
Oyé! Oyé!

Atingidos pelo som e pela dança, a amálgama de corpos desperta. Sentem o ritmo na alma e no corpo. O silêncio chega, torna-se confrangedor. Ouve-se um lamento.
- Põe essa merda outra vez a tocar.
Infelizmente ninguém dá resposta. Como renascidos das trevas, olham para os seus corpos nus. Uma jovem duma igreja rigorosa grita.
- Onde estão as nossas roupas???
Alguém obriga todos a olharem na direcção da sua mão. Num pau espetado no chão, vê-se um soutien, uma tanga e um papel escrito: A QUADRILHA DO ROBIN ALAMEDA SQUAD PASSOU POR AQUI.

Uma maratonista está prestes a dar à luz, a adquirir um bonitinho. Põe as mãos na barriga, improvisa uma dança, implora ao próximo esfomeado que lhe renasce:
- Estás com medo de nascer, né!? Sai bonitinho… que a fábrica da mamã tem leite para alguns meses. Depois não sei. Olha! Aprende a viver com a fome. É esse o teu destino. Vou atirar-te para o caixote do lixo, pode ser que algum novo-rico do palácio petrolífero te recolha.

Imagem: Angola em fotos

Macro dispositivo dos Mossos contra as redes de exploração chinesas


BARCELONA. A maior operação da história dos 'Mossos'
Mais de 600 agentes participam num dispositivo levado a cabo em Mataró (Espanha)
O corpo regista dezenas de locais onde trabalham cidadãos chineses

X.Siccardi J.Oms Barcelona EL MUNDO

Actualizado terça-feira 16/06/2009 10:30 horas

Os Mossos d'Esquadra mantêm aberto nestes momentos em Mataró (Barcelona) um macro dispositivo, o maior na história da Catalunha por delitos contra os direitos dos trabalhadores por parte de membros da comunidade chinesa.

Tal e como confirmaram fontes do corpo policial a EL MUNDO, nestes momentos mais de 600 agentes estão realizando registos simultâneos em mais de meia centena de locais e pisos da capital do Maresme, tal e como adiantou a Cadena Ser.

Trata-se, prioritariamente, de lojas têxteis ilegais propriedade de grupos de pessoas de nacionalidade chinesa situadas em ruas como Jaume I, Roger de Llúria, Pere el Cerimoniós e Almogàvers, cujos donos estão acusados de delitos contra os direitos dos trabalhadores, a quem supostamente submetem-nos a situações de exploração.

A operação é da responsabilidade da unidade central de tráfico de seres humanos da Divisão de Investigação Criminal dos Mossos d'Esquadra, em estreita colaboração com a Fiscalía do crime organizado.


Atenção Angola… eles estão aí e em força, acobertados na sombra do regime.

Não há bela sem senão


Jamais esquecer: sem formação, o escravo liberto prossegue na servidão.
E uma bela sem senão preocupada com mundanismos.

Reestruturação só na TPA e RNA, não dá. Primeiro que tudo é necessário reestruturar Angola por completo. A democracia está como o trânsito que já não está engarrafado, está permanentemente paralisado, bloqueado.
No fundo isto tem a ver com a nobre classe dos oficiais-generais e parece também com a novíssima classe dos oficiais-deputados. Porque em Angola tudo o que governa é castrense, geral general.

A questão fundamental é que a Tchizé dos Santos… o imbróglio da Tchizé é que ela não parece ser culturalmente angolana. É mais da nova vaga portuguesa. A sua actuação tem o genuíno espírito tuga. E com isso Angola está a ficar demasiado vulgar. Nota-se claramente que as trevas saúdam-na. É mais um país que entra na conflituosidade africana. Angola caminha para outro conflito guerreiro inevitável. As estruturas desmoronam-se. O sinal também está na juventude, encarreirada no concretamente irresponsável devido ao analfabetismo. E quem conseguir dinheiro entra directamente na universidade. Continua a pagar a outrem que lhe escreve os textos. E assim se formam doutores e doutoras, e assim prossegue a nossa desinformação com esta formação.

De qualquer modo o caso Tchizé mostra-nos as reminiscências do novo-riquismo. Dinheiro caído do céu torna-se diabólico. Há sempre quem compre inteligência com dinheiro. Estão como gente que compra livros aos quilos para mostrar às visitas que é uma pessoa letrada. É mais… uma luta da libertação falhada. A actuação da Tchizé carrega-se num país pertença de uma família. O poder e o reino soçobram, dividem-se na desgraça dos governadores. O país é da família. A população não existe, são apenas macacos sem galhos e sem jardins zoológicos.

Brincar à democracia é um passatempo muito perigoso. Imaginem por exemplo Estaline repentinamente ressuscitado como democrata. Um futuro macabro se nos apresenta porque vivemos todos na ilegalidade. Angola está em poder das poderosas quadrilhas imobiliárias. E o poder quase cinquentenário delega-nos tal miséria, que as hordas de jovens esfomeados já assaltam velhos e velhas para roubarem qualquer coisa. Uns míseros dez kwanzas ou saquinhos com água para beber. A seguir andar na rua será perigoso. À beira do caos total.

E a intensa feitiçaria em todas as camadas sociais que destrona, destroça Angola. Creio que não sobrará nada. Entretanto, cultuando a miséria que é fidelíssima amante da fome, o pai mata o filho de três anos… porque comia muito.

E uma bela sem senão preocupada com mundanismos.

Imagem: WIKIPEDIA





Moçambique, 1963. Nampula


Capital do distrito de Moçambique e sede de bispado, na Província de Moçambique, com a população de 138.746 habitantes, é uma cidade que se caracteriza pelos palmares admiráveis que a circundam, bem como pela vasta cultura de algodão que abrange extensões enormes.

Esta cidade, conhecida pelo gracioso nome de Nampula-a-Linda, além dos atractivos naturais de que dispõe, oferece também à admiração de quem a visita, alguns monumentos de interesse local, e, no aspecto etnográfico os pitorescos costumes de Angoxe.


Em comemoração da visita do Chefe do Estado, foi concedido em 1956 o privilégio de usar brasão de armas à cidade de Nampula, considerando que a paróquia de Nampula foi erigida sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima e tendo ainda em conta que na região se pratica em larga escala a cultura algodoeira.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (15)


Reino Jingola, um reino onde tudo é ilegal.

E neste manicómio mundial com milhões de desempregados, os bandidos, espertalhões especuladores dizem que a economia mundial está a estabilizar. Prova disto é a subida dos preços do petróleo. E ninguém os prende porque já não existe lei.


Apesar do corpo cansado, usado, velho pelos anos do tempo, a mente está rejuvenescida. O ditador usa o corpo são na mente insana. Como plantas daninhas que vituperam os jardins suspensos desta Babilónia. Por mais que tentemos não conseguimos evitar a perseguição de Robespierre. O reinado do Terror persiste, insiste, não nos abandona. Que tempos estes! Não, a História ensina-nos que sempre foi assim. O ser humano é o símbolo, o culto do Terror.

Quando acabar, a Natureza rejubilará, cantará um hino de louvor. As árvores não ficarão estáticas, mover-se-ão de um para o outro lado, como sempre fizeram. A chuva cairá e as águas seguirão o seu curso normal. Não haverá diques que as perturbem. Aos rios livres de poluição voltarão as fadas, e os espíritos das águas renascerão. A Natureza reencontrará a liberdade, voltará à normalidade. Já foi dado ao ser humano o tempo mais que suficiente para respeitar os seus semelhantes. Não, não me refiro aos homens, porque entre estes não há leis que funcionem, falo duma simples ave que baixa o seu voo, encontra-se com um bípede e é abatida sem explicação. O que está em causa é o seguinte: a Natureza não pode compartilhar a sua sã existência, com seres vis que se deleitam em exterminar tudo o que se move.

Encontrei a manhã a meio no embarcadouro do Kapossoca. O céu obrigou o dia a escurecer. A água desertou do firmamento e o horizonte ficou nevoento. Chuva intensa, centimétrica, parecia milhões de meteoritos que abriam crateras transparentes na superfície neptuniana.
Conseguirei chegar a Tule?
Muitos perigos me esperam, mas terei êxito nesta epopeia. Quando lá chegar admirarei as Colunas de Hércules em Viana. Não sei quem foi o propositado que chamou tal nome a duas imensas montanhas de lixo.
Para além delas é o desconhecido… alguns mercadores Fenícios que de vez em quando aqui chegam, dizem que para lá das Colunas de Hércules existem dezassete reinos, governados por pretores. A informação que dão é muito escassa. Não se sabe o que lá se passa.
Em criança ouvia falar sobre esses reinos desconhecidos, esquecidos, abandonados. Que ninguém se preocupava com eles. Comecei a sonhar que seriam o continente perdido da Atlântida.

Tantos carros para poucas estradas esburacadas, permanentemente engarrafadas. Nunca conseguirei entender porque é que os Jingola não apreciam bicicletas. Combinam com os séculos, com as cargas na cabeça sem rodas, sempre à roda.

O âmago do meu espírito tenta libertar-se da desordem circundante. O lixo encolerizante une-se às árvores derrubadas pela força inumana. Os canteiros de flores perderam-se na imposição dos canteiros de obras concretos, dos novos construtores dilectos. Outros edificadores e muitos comedores de cães, gatos e de tudo o que se mexe. Cosmovisão genética rudimentar, truncada.

Passam os desgovernados anos, não mandatados continuam os tiranos. Digam-lhes que quem aniquilar uma árvore, será condenado a plantá-las até ao fim da sua vida.
Ah!.. Muitos bancos, muitos financeiros, muitos corruptos, muitos especuladores, muitos aventureiros.

Imagem: http://perdidoeachado.blogspot.com/search/label/Luanda

História Universal (9). Os assírios



Era o ano 900, surgiu em Itália a primeira civilização equiparável às orientais.

CARLOS IVORRA

Tratava-se de um povo que se chamava a si mesmo Rasena. Os gregos chamavam-nos Tirrenos, enquanto que nós os conhecemos pelo nome que lhes deram os romanos: os Etruscos. Não conhecemos muito bem a cultura etrusca, pois a sua língua não foi decifrada. Está descartado que os etruscos foram indo-europeus. Os romanos diziam que vieram da Ásia menor, e é possível que estivessem certos, pois com as comoções dos séculos precedentes é plausível que algum grupo de homens decidiram-se a recorrer um largo trecho em busca de paz, e a Itália era provavelmente a terra mais próxima que a podia proporcionar. Chegaram por terra desde o Norte, e parece ser que foram poucos. Formaram uma oligarquia que pouco a pouco foi organizando e dominando mais cidades, potenciando, assimilando e desenvolvendo as culturas locais. A sua cultura era matriarcal (igual ao de muitas culturas mediterrâneas e orientais primitivas, e em oposição ao marcado carácter patriarcal dos povos indo-europeus). A sua religião centrava-se nos ritos funerários e no culto aos mortos. Também estava muito arraigada A sua crença em diversas técnicas de predição do futuro, especialmente através do exame das entranhas das aves, ou do seu voo. A arte etrusca apresenta rasgos muito originais, talvez de influência oriental. Nas estátuas destaca-se a forçada curvatura da boca, o chamado "sorriso etrusco", que lhes confere uma expressão estranha, quase cómica.

Os etruscos estenderam-se pela costa Noroeste da Itália, desde o rio Arno até ao rio Tibre. Na sua fronteira Este marcavam-na os montes Apeninos. O resto da Itália estava povoado por diversas culturas indo-europeias. Ao Sul da Etrúria havia um território conhecido como o Lácio, nele se distribuíam umas trinta cidades-estado independentes com uma cultura afim e uma língua comum (o latim). Depois da chegada dos etruscos aliaram-se numa Liga Latina, encabeçada pela cidade de Alba Longa.

Entretanto, uma nova tribo ária descendeu sobre a Mesopotâmia. Eram os medos. Vinham do Norte e assentaram-se no Noroeste do moderno Irão, ao Sudoeste do mar Cáspio. Dita zona passou a chamar-se Média. Os medos trouxeram uma inovação: os cavalos domesticados até então eram pequenos, capazes de atirar de um carro, só ou em parelhas, mas não de suportar directamente o peso de um ginete. Os medos domesticaram uma raça de cavalos grandes, similares aos actuais, e aprenderam a montá-los, convertendo-se nos mais hábeis ginetes da antiguidade.

Em 897 o rei da China adjudicou umas terras a um chefe bárbaro criador de cavalos chamado Feizi, em troca de que lhe ensinasse a montá-los. Assim se formou o estado de Qin. Dele deriva palavra "China".

Em 889 morreu o rei assírio Adad-Narari II e foi sucedido pelo seu filho Tukulti-Ninurta II, quem pela primeira vez dispôs dum exército integralmente equipado com armas de ferro. Isto converteu-o no exército mais poderoso do planeta. Ademais, os assírios revolucionaram a técnica do assédio. Até então, a estratégia duma cidade sitiada era resistir à espera de que os sitiadores desesperassem ou fossem vítimas das enfermidades que inevitavelmente surgiam ante a total falta de higiene dos acampamentos militares. Com os assírios, o assédio deixou de ser um simples intento de matar de fome aos sitiados. Idealizaram máquinas para derrubar muralhas, dotaram-nas de rodas para acercá-las e blindaram-nas para proteger os homens que as moviam. Mediante pesados aríetes abriam uma brecha pela qual o exército sitiador penetrava na fortificação e encontrava-se com toda a população à sua mercê, pegada nas suas próprias muralhas. Os assírios ganharam fama de crueldade nunca ouvida até então. Pouco a pouco, a Assíria foi crescendo e reconstruindo o seu antigo império.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Moçambique, 1963. Moçambique


Cidade do distrito e Província do mesmo nome, situada na ilha adjacente ao continente oriental africano, com a população de 12.266 habitantes, é uma urbe histórica com monumentos notáveis, como a fortaleza de S. Sebastião, a capela de Nossa Senhora do Baluarte, Palácio de S. Paulo, casas da Câmara e Memória de S. Francisco Xavier, de características primitivas, que se observam também, com frequência, em outros pormenores da cidade.

Constitui agradável digressão a visita à cidade, utilizando os tradicionais riquexós, carros primitivos de duas rodas, conduzidos por indígenas.


Considerando o facto de a Fortaleza de S. Sebastião, edificada por D. João de Castro na ilha de Moçambique, se encontrar profundamente ligada à história da Província, e que junto dos seus muros cresceu a vila e, mais tarde, a cidade que foi capital dos territórios portugueses da África Oriental, foi concedido brasão de armas à cidade de Moçambique por Diploma Legislativo Ministerial.

In Agência Portuguesa de Revistas

domingo, 14 de Junho de 2009

Depois dos cubanos… os chineses


Automobilistas, cuidado com os chinocas!

SEMANÁRIO ANGOLENSE

Os automobilistas chineses têm uma grande quota-parte no aumento da sinistralidade que se regista nas estradas angolanas, revelou uma fonte do Ministério do Interior ao Semanário Angolense. Segundo a fonte, tais chineses, que maioritariamente vêm ao país ao serviço do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), que geralmente conduzem viaturas e máquinas pesadas, estão isentos de requisitos a que outros expatriados estão sujeitos para se habilitarem a conduzir em Angola.

Por exemplo, enquanto que aos outros é exigido que, no prazo de três meses, substituam a carta de condução estrangeira pela angolana, passando por um exame prévio, os asiáticos não se submetem a tal exigência. O facto de a China conceder créditos a Angola e de aqui ter cidadãos seus a trabalhar, não pode implicar que eles estejam acima da lei, que todos, sem excepção, devem cumprir. Qualquer dia ainda os chinocas se vão achar intocáveis e começarão a cometer atrocidades e, pelo facto de aqui estarem sob a sombrinha do GRN, poderão pensar que ficam impunes.

Este tratamento diferenciado que se está a conferir aos chineses vai encorajá-los a tal. Atentem a episódio que vem nessa esteira. Certo dia, numa casa fotográfica, no Sambizanga, um chinês faltou ao respeito a um oficial da Polícia, que na ocasião se encontrava à paisana. Então, o polícia segurou o asiático pelas calças, exigindo que o acompanhasse à esquadra mais próxima, mas este, que não falava português, e encorajado por um seu parente que já aqui vive há mais tempo, recusava-se a cumprir a ordem, resistindo.

O que conseguia expressar português fez um telefonema e pretendia entregar o telemóvel ao oficial da Polícia para que conversasse com o indivíduo que se encontrava do outro lado da linha, ao que o agente da autoridade negou, insistindo que o expatriado teria de o acompanhar. Para mal dos pecados, um patrulheiro estava de passagem e o oficial fez sinal para que parasse e depois de uma conversa deste com o chefe dos efectivos da viatura, o chinês, que desobedecia também à ordem de subir para a viatura, foi atirado para a carroçaria desta e rumaram para a antiga 9ª esquadra. Mais tarde soubemos que o chinês que fala português ligara para um angolano da esfera do poder, que não conseguimos identificar.

É lógico que se o oficial tivesse atendido o telefonema, o indivíduo do outro lado daria ordem para que ele soltasse o chinês, sem se importar com o facto de que este ferira a dignidade do oficial da Polícia. E, infelizmente, assim está o nosso país, onde muitos dos seus cidadãos são impunemente vilipendiados por expatriados que gozam da protecção de elementos afectos ao poder. Actualmente, muitos angolanos viajam para a China em negócios e não temos notícias de que os nossos compatriotas gozem de facilidades ou privilégios. Têm o mesmo tratamento que quaisquer outros estrangeiros: tswaneses, gregos, russos, brazucas e outros. Para terminar, um apelo aos automobilistas que circulam pelas estradas de Angola: abram bem os olhos e tenham muita cautela quando virem viaturas conduzidas por chinocas. São perigosíssimos!
PM

Breve História do Terrorismo Bancário (24)



MARCOS ARRUDA

(4) Tomar medidas eficazes de redistribuição da renda e da riqueza: a reforma agrária, reimplantando produtivamente no campo milhões de famílias de trabalhadores sem terra e sem rendimentos; a reforma fiscal, priorizando os investimentos públicos na economia interna e nas áreas sociais e limitando explicitamente os gastos com as dívidas financeiras; a reforma tributária progressiva, incluindo a imposição sobre as grandes riquezas, e a preservação das fontes constitucionais de financiamento das áreas de Seguridade Social; a reforma financeira, monetária e cambial; e a adoção da política nacional de remuneração cidadã.[1]

(5) Declarar que as finanças e o dinheiro, em essência, são serviço público. Portanto, deveriam servir prioritariamente para gerar poder aquisitivo, equidade e bem estar para todos. O conselho de Keynes não deve ser esquecido: o país que quiser ter controle sobre seu próprio desenvolvimento, tenha controle sobre suas finanças. A atividade financeira não deveria ser um fim em si, nem deveria ter como motivação principal o lucro, mas sim o serviço à criação de riquezas e à satisfação das necessidades humanas e sociais e para a integração e o desenvolvimento soberano, democrático e solidário dos povos da América Latina e Caribe. Para isso deveriam estar voltados os bancos públicos, como o Banco do Sul, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os bancos estaduais.

No plano internacional:

(1) Criar regulações e imposições sobre os estoques e os fluxos financeiros, orquestradas internacionalmente e compulsórias; transferir parte das instituições financeiras para o controle governamental e intergovernamental.

(2) Criar instituições em nível nacional, continental e global com o poder de tornar efetivas essas regras e de sancionar os agentes que as violarem.

(3) Desmontar os refúgios fiscais e as jurisdições secretas, que servem para lavagem de dinheiros ilegais e para a evasão de capitais e divisas.

(4) Reformar radicalmente as instituições financeiras internacionais, seus princípios, funções e modo de operar, para que cumpram seus respectivos papéis de orquestradoras do desenvolvimento equitativo e sustentável dos povos e reguladoras do equilíbrio financeiro mundial a serviço daquele desenvolvimento.

(5) Reconhecer que não se trata apenas de uma crise das finanças. É mais uma crise do modo de produção capitalista, do sistema de poder centrado no capital e nas megacorporações que o detêm. Uma crise da economia neoliberal, que domina o planeta há três décadas. E uma crise que sinaliza outra mais profunda: a crise sistêmica, civilizacional, que atinge as dimensões objetiva e subjetiva da existência humana e social no Planeta e que põe em cheque o sistema do capital mundializado. A dominação da classe do capital sobre as classes trabalhadoras agravou-se e ampliou-se quando o retrógrado “produzir mediante a exploração do trabalho alheio” começou a involuir para a atual era em que prevalece o “lucrar sem produzir”. O excedente do trabalho de toda a sociedade vira alimento para os ácaros da especulação. Eles engordam sem limites, até o ponto da explosão, da qual o mundo capitalista globalizado está se aproximando perigosamente e sem hesitação.

In Marcos Arruda. Economista e educador do PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Rio de Janeiro), da Rede Jubileu Sul Brasil, co-animador de ALOE – Aliança por uma Economia Responsável, Plural e Solidária, e sócio do Instituto Transnacional (Amsterdam). Ladislau Dowbor



[1] Um dos promotores desta idéia é o senador Eduardo Suplicy, cujo livro “Renda de Cidadania – a Saída é pela Porta” apresenta eminentes exemplos de êxito desta política noutros países. A proposta feita para o Estado Espanhol por dois partidos da Catalunha inclui uma reforma tributária que viabilizaria um rendimento de cidadania de 200 euros por mês para cada criança e 500 euros por mês para cada jovem e adulto.

Moçambique 1963. Quelimane


Capital do distrito da Zambézia e sede de bispado, na Província de Moçambique, com a população de 143.242 habitantes.

Construída graciosamente entre palmeiras, esta cidade tem o aspecto peculiar da região, com todo o seu pitoresco.

Nos arredores, vastos palmares desdobram a paisagem em apreciável extensão.

Na região montanhosa de Milange, são de grande deslumbramento os panoramas que se contemplam.

Merecedora de atenção e visita é a reserva de caça de Murrua, pelo interesse especial que desperta.


Brasão de armas em lembrança da descrição que faz António Pinto de Miranda, na sua «Memória sobre a Costa de África» (1766), da então já vila de S. Martinho de Quelimane. Reconheceu-se, também, a obra realizada em épocas mais recentes e que faz de Quelimane um dos centros mais importantes da província de Moçambique.

In Agência Portuguesa de Revistas

sábado, 13 de Junho de 2009

Devaneios 13Jun09


Não é que os grandes bancos que beneficiaram de ajuda estatal andam agora TODOS a anunciar lucros

17.03.2009 - 10h56 - Hilton C Fraboni, cachoeiro de itapemirim - ES
As experiências do passado não deixam dúvidas, o Estado é incapaz de produzir lucros em qualquer instituição. O paternalismo ainda é o carro chefe dos estadistas. Amparam desavergonhadamente instituições milionárias e abandonam ou exploram os pequenos empresários, que geram empregos egiram as economias de várias regiões. A lei deveria ser bem clara, o setor privado deveria assumir os riscos de suas operações, porque estatizar os prejuizos e privatizar os lucros é bom demais para os executivos, mas e para os contribuintes?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Rui Maciel, Viana do Castelo 19/03/09 09:41
Como é possivel alguém ainda acreditar nestes individuos, que durante anos andaram a especular sobre tudo e mais alguma coisa, e são neste momento um banco falido, a precisar do dinheiro dos contribuintes. Inuteis, que não sabem nada a não ser ganhar aquilo que não merecem nemnunca mereceram, pois, a economia está como está devido a estes pseudo doutores que não sabem mais doque qualquer comum mortal. Inuteis!!!!!
Diário Económico

21.03.2009 - 00h46 - Anónimo, UK
Vem cá a Portugal, que das duas uma ou acontece-te o mesmo que ao Bexiga, ou sais daqui corrompido. Isto aqui é bem pior que África
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

20.03.2009 - 23h22 - Leandro Coutinho, Porto
Vejo sempre tanta gente interessada em Angola e na "corrupção" que por lá possa existir, nomeadamente das autoridades ligadas á presidência da República.. Mas, o que é que isso tem a ver connosco portugueses? Afinal, Angola é um país soberano, o povo terá o condão de decidir se quer este governo ou aquele.. de tomar em mãos as decisões no sentido de continuar o regime ou não.. Como se arroga esta gente poder fazer afirmações que podem ser lesivas das relações entre Estados.. Não andará por aí muita mentalidade colonial ou neo-colonial com atitude recauchutada de "Angola é nossa"!! É que temos observado ao longo dos anos casos gravissimos de corrupção no Brasil (desde o escandalo PC-Farias/Collor até ao Maluf governador de Sao Paulo e o mais recente caso "mensalão" com Lula, passando por centenas de outros menos mediáticos) e nunca ouvi a opinião publicada portuguesa arrotar tanta opinião e tecer tanto comentário.. Mas, se se deixar o que se passa lá fora e se concentrassem no que existe cá dentro e na inépcia das autoridades em combater/lidar o assunto (as autarquias de norte a sul são uma vergonha.. os banqueiros e seus tentáculos são outra.. etc)..
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

17.03.2009 - 10h09 - Sérgio, Espinho
Não é que os grandes bancos que beneficiaram de ajuda estatal andam agora TODOS a anunciar lucros no 1º trimestre enquanto que os que foram nacionalizados batem todos os recordes de prejuízos (AIG, Fannie Mae e Freddie Mac)?!!! Estranho, não é? É o que faz ser governado por manhosos sem carácter. São autênticos mafiosos. Obama? O pior dos piores, já que é um mestre da manipulação. E não sou eu que o afirmo. A própria universidade de Harvard o afirmou como mestre da manipulação. Nota: a AIG perdeu quase $500,000 POR MINUTO neste último trimeste!!!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

20.03.2009 - 21h26 - R T, Amadora, PRT
Pelas palavras deste ilustre dirigente, parece que só há corrupção em Africa. Então e os outros? Na Alemanha nem o Koll escapou, a Itália é Berlusconi e todos os outros, Bush provocou uma guerrra, destruiu um país, semeou caos, a morte e a destruição baseado numa mentira e está reformado. Onde está o bom senso? Os africanos não aceitam lições de moral de tão grandes pecadores.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

20.03.2009 - 21h02 - Demócrito , centro
se nem na Europa se consegue acabar ou diminuir a corrupção, especialmente num rectânguloo na parte mais ocidental da referida Europa, como quer o Papa acabar com a corrupção em África?

Moçambique, 1963. Tete


Cidade capital do distrito do mesmo nome, na Província de Moçambique, com a população de 91.926 habitantes, localiza-se na margem direita do Zambeze, a cerca de 200 metros acima do nível do mar.

É uma cidade alegre a que se alia o pitoresco dos seus arruamentos, abertos por entre penhascos e fragas de sugestiva originalidade.

Região famosa pelas suas riquezas, é, também, uma zona apropriada à fixação de europeus, pelas especiais condições do clima que a caracteriza e se abre às iniciativas de valor económico.

Considerou-se, na constituição heráldica das suas armas, a antiguidade do forte da povoação que o mesmo defendia, e que veio a constituir a cidade de S. Tiago de Tete, por Carta Régia de 9 de Maio de 1761.

In Agência Portuguesa de Revistas

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (25. Novela


Querem-nos matar a todos?! Então que matem, vá! Desafio de uma luandense perante o surto epidémico de estrangeiros que invade Angola.


- GUARDAS!!! Piranhas!!!
Não se houve voz. Epok desce na direcção da casa da guarda. Escuta roncos. Os guardas dormem abraçados às suas namoradas. Dá pontapés num. Este levanta-se a fazer acrobacias para se manter de pé. Os outros imitam-no. Pelo cheiro vê-se que estão embriagados.
- Mas… que grandes filhos da puta!
As jovens aproveitam a deixa, pegam na roupa, fogem e vestem-se aos tropeções. Epok pergunta:
- Quem roubou o vinho do rei?
- Foram… as manguei… mangas.
- Os mangas?
- Eram muitos… muitas mangas.
Epok viu que não dava manter diálogo com ébrios. Os vapores no cérebro fazem com que os neurónios pareçam um baralho de cartas desordenado. Milhares de litros de vinho não podiam voar. Lembrou-se de ir lá fora. Foi para a ponte levadiça. Viu a rainha que passeava e como quem não quer a coisa, aproximou-se assim que a modos de acidente.
- Minha bela rainha, que também bela manhã!
- Hum… Epok, não sente o cheiro horrível de peixe e de vinho?
- Sinto rainha minha.
- Sabe a sua origem?
- Estou a investigar.
- Acompanho-o.

Na ponte levadiça, o bom vírus vinícola Dão Meia Encosta imobilizou saudavelmente os guardas que pareciam ter um sono etéreo e eterno. Epok teve que manobrar sozinho. Atravessou a ponte na companhia da rainha, que estava mais bela que a miséria dos seus súbditos, sempre sem manhã e sem amanhã. O verde relvado rejuvenescido pelos raios solares estendia-se pela frente, ao encontro dos vários girassóis espalhados que olhavam para o sol. O cheiro a peixe e a vinho tornou-se intenso, insuportável. A rainha socorreu-se do seu lenço perfumado pelos astronómicos preços dos melhores perfumes franceses e encostou-o nas narinas. Iniciavam a descida de uma encosta, quando viram o que parecia ser uma gigantesca floresta de cadáveres humanos. Havia-os espalhados, naufragados por todo o lado. Não se sabia onde começavam e acabavam. Mulheres e homens nus abraçados. Restos de peixe cobriam o solo que mal se via. Recipientes cheios de vinho, e outros vazios acompanhavam os restos das piranhas. Algumas crianças corriam em desordem, sem destino. Bebés choravam na tentativa de chupar o leite das mamas das mamãs. Os infelizes eram desprezados, afastados à força. Uma mamã esforçou-se e conseguiu frasear de um fôlego:
- Não chateia pá! Hoje é feriado, a mamã não está de serviço. Procura outra por aí.
Epok comenta para a rainha.
- Parece um ritual pagão.
- Nobre Epok. Quantas mais demoníacas eliminamos, mais elas se multiplicam.

Epok dá um bico num corpo masculino. Este descola-se da senhora que instintivamente procura o seu sexo com a mão. Ela desconsola-se.
- Não saias agora… estava tão doce.
Epok enerva-se, pergunta ao macho:
- Malditos pagãos! Não tinham outro sítio para ir?!
- Disseram-nos que aqui é um bom local para praticar nudismo.

Imagem: http://torredahistoriaiberica.blogspot.com/2007/11/mulheres-de-angola-na-pintura-de-neves.html

História Universal (8). O Rei Salomão


Seria retomada em muitas ocasiões da tradição judaica por sua extremada conveniência: que os negros foram feitos para serem escravos.

CARLOS IVORRA

Entretanto, Jeroboam encontrou-se com certos problemas políticos que devia resolver. Durante os reinados de David e Salomão fez-se um considerável esforço para unir todos os israelitas e judeus em torno a um culto comum, com centro em Jerusalém. Sem dúvida, dito culto era agora uma ameaça para a monarquia israelita. Se Israel seguia rendendo culto ao deus de Jerusalém, os seus exércitos podiam negar-se a atacar a Judeia em caso de necessidade por questões religiosas. Jeroboam poderia reconstruir Siló, mas talvez considerava perigoso de todos os modos compartir um deus com a Judeia. Em seu lugar, fomentou dois centros religiosos, um ao Sul, em Betel, a só 16 quilómetros de Jerusalém, e outro ao Norte, em Dan. Em ambos colocou a figura dum touro jovem, cujo culto estava muito arraigado em Efraim, e organizou uma classe sacerdotal que cuidaria dos rituais. Isto originou uma perpétua inimizade entre a realeza e ainda à poderosa classe sacerdotal dedicada ao culto de Iavé ou, melhor dito, de Eloím, que era o nome que os israelitas davam ao deus bíblico.

Desta época datam os documentos mais antigos que se conhecem sobre a religião judeo-israelita. Neles podemos apreciar os esforços realizados durante os reinados de David e Salomão para dotar os judeus e israelitas duma tradição comum. Supostamente, as doze tribos de Israel chegaram juntas a Canaã conduzidas primeiro por Moisés e depois por Josué. Na realidade Josué deve ser um dos juízes ou caudilhos que tinha cada tribo, mas os mandatos simultâneos destes caudilhos são apresentados como sucessivos, de modo que aparentemente as doze tribos estiveram sempre debaixo de um comando comum incluso antes da monarquia. O deus de Moisés, identificado com o de Abraão, desempenha um papel central no destino de Israel: cada vez que os israelitas sofrem um revés, isso se interpreta como a represália divina por uma ofensa atribuída ao povo ou aos seus dirigentes (normalmente a adoração de outros deuses); cada vez que as coisas vão bem isso é signo do favor de Deus para algum varão virtuoso. (Entre os casos mais forjados está o de uma epidemia de peste que houve durante o reinado de David. Segundo a Bíblia, a causa foi que David ofendeu a Deus ordenando fazer um censo a Israel.)

Ademais dos textos históricos e pseudo históricos (com a história de Abraham, Isaac, Jacob-Israel, e seus doze filhos, etc.) também encontramos mitos cananeus de origem suméria adaptados à visão do mundo judeo-israelita. Há uma vaga história da criação do homem, assim como uma versão do dilúvio universal seguida de extensas genealogias dos patriarcas, que se correspondem com nomes de povos e tribos. Por exemplo, Noé, o sobrevivente do dilúvio segundo a versão Israelita do mito, teve três filhos: Sem, Cam e Jafet. Do último descendiam os povos mais distantes, entre eles os egípcios, de Sem descendiam os próprios israelitas e povos afins, como os hebreus, enquanto que Cam era o antecessor dos cananeus e outros povos subjugados (Canaã era um dos filhos de Cam). Na primeira versão, Cam (ou Canaã) castrou o seu pai enquanto este dormia borracho. A versão final da bíblia suavizou o crime de Cam reduzindo-o a "ver desnudo ao seu pai e não cobri-lo". Em qualquer caso, Noé maldisse a Cam (e aos seus descendentes), condenando-o a ser "escravo dos escravos de seus irmãos", o que justificava que os israelitas matassem ou escravizassem os cananeus. Os egípcios haviam importado tempo atrás escravos negros procedentes da África central. Os israelitas explicaram a cor negra da sua pele como signo de que eram descendentes do maldito Cam, e assim introduziram na história uma ideia que, ainda que não conste explicitamente na Bíblia, seria retomada em muitas ocasiões da tradição judaica por sua extremada conveniência: que os negros foram feitos para serem escravos.

Entretanto, em 919 morreu o rei do Egipto Sheshonk I e foi sucedido por Osorkon I, que herdou um Egipto relativamente próspero, se bem o novo rei não soube ou não conseguiu fazer mais que manter-se a duras penas.

O rei Roboam da Judeia morreu em 913 e foi sucedido pelo seu filho Abiyyam, que morreu aos dois anos e foi sucedido por sua vez pelo seu filho Asa, em 911. Os judeus recordavam o reinado de David como a sua época mais gloriosa, e nunca questionaram o direito ao trono dos seus descendentes. Não ocorria o mesmo em Israel, cuja maior debilidade foi em todo o momento a falta duma tradição tanto política como religiosa. Nesta época os arameus estavam solidamente instalados na Síria. O reino de Damasco, sob o rei Benhadad I, estendeu-se nos últimos anos até converter-se numa nação tão grande como Israel. Sem dúvida, também a vizinha Assíria ressurgia. No mesmo ano que Asa subiu ao trono da Judeia, o rei Adad-Narari II ocupava o trono da Assíria e começou a reorganizá-la. Pronto começou a mostrar o seu poder sobre os principados aramaicos.

Jeroboam morreu em 910 e foi sucedido por seu filho Nadab, mas não logrou manter-se no trono mais de um ano. Um general chamado Basa deu um golpe de estado em 909 e ocupou o trono. Para consolidar o seu questionável direito ao trono estimulou a guerra contra a Judeia. O rei Asa enviou presentes ao rei sírio rogando-lhe que atacasse Israel. Benhadad I acedeu comprazido ante esta possibilidade de expansão, e assim se formou uma aliança graças à qual a débil Judeia pôde resistir a Israel.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: Salomão e a rainha do Saba
http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/templo-de-salomao/rei-salomao-rainha-saba.php

Moçambique 1963. Beira


Cidade e porto importante, capital do distrito de Manica e Sofala e sede de bispado, na Província de Moçambique, com a população de 47.406 habitantes.

Situada na margem esquerda do rio Pungue, distingue-se particularmente pelas suas praias e arredores, como Ponta Seca, Manga e Magute.

A digressão pelos rios Pungue e Búzi, bem como a visita a Vila Perry e Manica, oferecem aspectos do melhor interesse pelo imprevisto de que se compõem.

A Gongoroza, com a abundância de caça de variadíssimas espécies, inclusive animais ferozes, é digna de especial registo.

Na constituição heráldica das armas desta cidade, deu-se especial relevo à excepcional importância do seu porto e ao magnífico centro administrativo e comercial que, consequentemente, terá de ser.

In Agência Portuguesa de Revistas

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (14)


Não é necessário ir a um circo para nos rirmos com os palhaços. Basta olharmos por exemplo para a TV e ouvir o embaixador de Portugal falar das relações de amizade entre os dois povos.


É a melhor saída para salvar o que resta, o que ainda vive. Acabar com a palavra empresário para começar. São estes os demónios que sobreviveram na batalha dos céus contra Gabriel, e caíram na Terra dissimulados. Os sofrimentos da humanidade, a fome, estão nas suas mãos. Devemos acabar com eles. Serviram-se do Cristianismo, apoderaram-se do Santo Graal e dos seus segredos, para nos dominarem. Estes são os iniciados da maldade humana, por isso se explica que ao longo dos tempos fossem criadas várias sociedades secretas para evitar a extinção da raça humana. A luta da humanidade, as revoluções, as guerras… desenvolve este antagonismo milenar: sociedades secretas criadas para resistir ao aniquilamento do poder ditatorial, à proibição do desenvolvimento das ideias. Foi assim contra Voltaire…

Andamos, movemo-nos como seres invisíveis. Ninguém dá conta, sente a nossa presença. Se fortuitamente alguém tropeça na nossa sombra, volta-se, espreita, aguarda indeciso. Descobre que foi algo… como um nevoeiro repentino que surgiu do nada. Pensa que foi talvez alguma ramagem de árvore incomodada pelos transeuntes anónimos que deseja relembrar os tempos há muito passados, esquecidos, quando as folhas verdes que caíam, eram veneradas, amadas, deusas geradas pela Terra-Mãe. A multidão de pessoas a caminharem habitualmente sem destino é muito impessoal. Os filhos cruzam-se com os pais, não se reconhecem. Melhor, fazem gestos de jardim zoológico. Porque entre seres humanos nas ruas e animais em cativeiro não há nenhuma diferença. Apenas uma: a prisão das espécies em cativeiro é pequena, as grades da prisão da espécie humana são imensas.
Alardeamos com prazer que acabámos com a escravatura. Quando na nossa mórbida ingenuidade proverbial não queremos aceitar a verdade suprema: Somos escravos eternos das necessidades fisiológicas e biológicas do nosso corpo. A nossa mente é pobre, humilde servidora, perante a mais elementar necessidade da fisiologia humana. Esta é a mais atroz servidão humana.

Atraído pelas teclas patéticas de um piano, som imortal, o homem da rua não consegue distinguir de onde vêm, mas mesmo assim pára hipnotizado. Sublimes marteladas nas teclas despertam a sua consciência. Sente na alma uma luz inexplicável. O seu cérebro tenta transmitir as sensações agradáveis da melodia que paira. Consegue arrastar, parar no seu caminho mais um escravo eterno. Teimamos, não aceitamos, que o perfume musical nos escraviza. Tal como o amor. Só que por mais que tentemos, não conseguimos explicar a doçura musical dos sons que compõem, que nos levam ao mais elementar caminho da existência humana. O amor do inicio dos tempos da nossa mocidade.

O nosso pensamento é imaterial, surge do espaço vazio. Entretanto consegue materializar objectos, utensílios, o que inventamos e utilizamos. Na dúvida se Deus existe, creio que o nosso pensamento é uma resposta. Se criamos matéria a partir do nosso pensar, eis a explicação para a existência do divino. Deus não é matéria, a nossa mente também não. Portanto o nosso pensamento é Deus. Sim, sem nos darmos conta, estamos a cumprir o mais elementar da nossa existência: a nossa alma etérea cumpre a função do Criador, participa da grandeza e pequenez do Universo. A nossa inspiração é o cumprimento de ordens Superiores dimanadas da central de controlo, situada algures no Universo.

Esses lagos profundos onde repousa a consciência, a essência da vida humana. Uns são de águas transparentes, outros de águas pantanosas. Alguns, poucos, são de águas calmas. Outros, a maioria, são de águas agitadas, violentas. Os violentos pedem aos ventos que façam tempestades, e aniquilem os espíritos das águas da calma sabedoria. O conhecimento agita o violento. Como o frio glacial que nos obriga a procurar um refúgio acolhedor. Os lagos humanos da violência e da intolerância perturbam-nos o sossego. Até nas noites a justeza do sono é-nos negada, interrompida, porque um lago secreto transbordou. A onda da nova guilhotina galga para o nosso leito, e corta a cabeça, mais uma, de qualquer recente consciência. Como um navio atracado no cais da amargura esperada, e depois assolado, levantado e transportado no ar, pelas trombas furiosas, repentinas de um furacão elefantino.

Moçambique 1963. Inhambane




Cidade capital do distrito do mesmo nome, na Província de Moçambique, com a população de 64.922 habitantes.

Assente em colinas de grande vegetação, que lhe proporcionem graciosa expressão decorativa, Inhambane apresenta também a encantadora praia de Vilanculos com o curioso matiz das suas águas.

Há que admirar, também, na região de Zavala, as célebres orquestras de marimbas do povo Xope, rubrica etnográfica cultural e artística de particular relevo.

O arquipélago de Bazaruto é uma visão paradisíaca pela extraordinária beleza da sua paisagem.

Foi concedido brasão de armas à cidade, considerando que Vasco da Gama, ao aportar à baía de Inhambane, marcou o inicio da influência portuguesa em terras de Moçambique e em lembrança à referência que se fez ao local no roteiro atribuído a Álvaro Velho, tripulante da nau S. Rafael, da armada do Grande Capitão.

In Agência Portuguesa de Revistas

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (24). Novela


Estória é a História dos idiotas

- Marquês das Epidemias!
- Magnificente reino endémico, meu rei. Tudo o que é epidemia existe neste reino. Não somos os culpados porque foram importadas. Exceptuando as epidemias da peste negra do líquido crude, das pedras brilhantes e da fome, nada mais tenho a dizer.

- Tem a palavra o marquês dos Coches e Liteiras!
- Ilustre rei que o reino deu à luz. Os transportes são a nossa espinha partida, apesar dos coches e liteiras estarem inteiros. Estamos a investir nos coches de ferro, mas ninguém quer trabalhar. Estão sempre a lamentar-se que estão com fome. Vai daí, lembrei-me de contratar trabalhadores da Dinastia Chinesa. São presidiários que vem para aqui degredados cumprir pena. São muito dóceis e não incomodam ninguém. Não são como a nossa ralé, que andam sempre tristes. Pelo contrário, os chineses andam sempre sorridentes. Obrigado pela atenção meu rei.

- Marquês das Casas em Ruínas!
- Virtuoso rei. Exceptuando as casas da nobreza, já não existem casas em ruínas. Foram todas partidas. Plano cumprido a cem por cento.

- Digno marquês dos Altos Tribunais!
- A nossa Carta Constitucional é violada permanentemente pelos arautos republicanos e pela peste dos esfomeados. Contudo, estamos à procura dos caminhos da democracia, que são muito difíceis de encontrar.
O rei pega na sua caneta e cola-a no bolso do casaco. Vai falar:
- Nobres, declaro encerradas as Cortes Reais. Não faltem ao meu jubileu dos trinta e tal anos. Tchau.
- Viva o rei! Viva o rei! Viva o rei! Viva o rei!
- Gostaria de saber quem foi o grande filho da puta que inventou isso das Cortes Reais. Porra, já me estava a dar sono. Se apanhasse esse tipo, as piranhas ficariam muito felizes. – Pensou Epok.

CAPÍTULO VI
A GRANDE FARRA

… e imobilizam a terra que nem cultivam nem deixam cultivar, as empreiteiras que seguem se equilibrando no apoio a políticos corruptos em troca de contratos públicos, as famílias da mídia que seguem fielmente as tradições truculentas do Chatô e loteiam o próprio espaço da informação para perpetuar feudos políticos e económicos, as próprias formas clânicas de fazer política, constituem hoje uma superestrutura medieval, mal disfarçada pelos celulares, computadores e carros de luxo que utilizam.
In Capitalismo, novas dinâmicas, outros conceitos. Ladislau Dowbor http://www.dowbor.org/

Epok acordou ao mesmo tempo que o sol. Sentia-se cheio de energia, bem disposto, com grande vontade de resolver qualquer problema que surgisse. No fundo queria apenas ser útil ao seu rei. Preparou-se e pôs-se a caminho. A certa altura aborreceu-se quando se lembrou que patifarias os republicanos lhe fariam hoje. Ah! Ao diabo com eles. Se o rei deixasse as piranhas teriam comida para cem anos. Encontrou-se com três nobres, cumprimentou-os.
- Meus amigos, há muito que não sentia no reino uma manhã como esta!
- É verdade, verdejante, não tens nada que nos inspire?
- Tenho… vamos para os Tonéis dos Vinhos Tintos Reais. Atestaram-se bem com a incorporação, importação do reino Tuga... das minhas vinhas que comprei nas encostas tugas. Vinho tinto Dão Meia Encosta. Na realidade é uma boa encosta.

Chegaram aos tonéis. Pegaram nos cálices, Epok abre a torneira, encosta o cálice no Encosta. Não encosta nada. Abre-a até ao fim, escorre apenas uma gota, depois outra. Vai para outro tonel, a história repete-se. Lembra-se de dar socos na madeira. Recebe sons ocos. Baixa-se e vê um furo grande. Espreita nos outros e vê a mesma coisa. Acabou-se a bela manhã.

História Universal (7). O Rei Salomão


Com a riqueza que obteve com o comércio, Salomão aumentou o seu exército, comprou cavalos na Ásia Menor e construiu carros.

CARLOS IVORRA

Paulatinamente, os gastos da corte começaram a superar os ingressos. Salomão teve que reformar a cobrança de impostos. Para isso dividiu o império em doze distritos que não tinham nada que ver com as antigas fronteiras tribais, e pôs no cargo de cada uma delas um governador. A maior eficiência na cobrança dos impostos causou um lógico descontentamento no povo, que também se via obrigado a colaborar nas grandes construções. Ademais, Salomão deixou a Judeia livre do pagamento de impostos, enquanto que os israelitas se viam equiparados aos povos conquistados, como Amón, Moab e Edom. Isto causou um maior ressentimento. Algumas autoridades religiosas israelitas começaram a questionar a legitimidade do templo de Jerusalém, recordando que o autêntico santuário de Iavé devia estar na antiga Siló.

Por outro lado, a situação exterior, até então favorável a Israel, começou a mudar. Em 940 morreu Psusennes II, com o que terminou a dinastia XXI. O primeiro rei da dinastia XXII foi, naturalmente, Sheshonk I, quem estabeleceu a sua capital em Bubastis e pouco depois logrou fazer-se com o controlo de Tebas, com o que o Egipto voltou a estar unido. Entretanto, as tribos aramaicas que levavam mais de um século infiltrando-se e fustigando a Assíria começaram a organizar-se. Os aramaicos não parecem ter aportado nenhuma cultura nova, senão que absorveram a dos povos que encontraram, em especial a de alguns reinos neohititas. Ao Norte de Israel formaram-se principados aramaicos. Um homem chamado Rezón foi erigido rei e estabeleceu a sua capital em Damasco, muito próxima da fronteira israelita. O novo reino é conhecido como Síria, se bem que este é o nome que lhe deram os gregos muito depois.

A situação explodiu em 938, quando um efraimita chamado Jeroboam estava com o cargo dos grupos de trabalho forçado encarregados das construções. Influído por Ajab, um líder religioso que defendia a restauração de Siló, iniciou uma rebelião que Salomão pôde sufocar, mas Jeroboam recebeu muito apoio popular e logrou fugir para o Egipto, onde Sheshonk I o acolheu amistosamente. Não era o primeiro prófugo israelita que Sheshonk acolhia. Já tinha alojado a Hadad, um edomita que também havia intentado rebelar-se sem êxito contra Salomão. Provavelmente Sheshonk I viu em Israel uma ameaça desde que o seu antecessor entabulou aliança com Salomão, e agora estava projectando lentamente um ataque.

A ocasião se apresentaria com a morte de Salomão, que teve lugar em 931. Foi sucedido por seu filho Roboam. Este não teve dificuldades na realização do ritual necessário para ser proclamado rei da Judeia, mas para ser aceite como rei de Israel devia passar outros rituais em Siquem, o antigo centro político de Efraím. Os israelitas trataram de obter concessões e exigiram uma diminuição dos impostos. Roboam respondeu com uma altaneira negativa, e Israel rebelou-se. Provavelmente Sheshonk estimulou a rebelião, e imediatamente enviou Jeroboam, que foi proclamado rei de Israel e estabeleceu a sua capital em Siquem, se bem pronto trasladou-a para Tirsa, algo mais ao Norte. Isto não supôs unicamente uma partição do reino, senão um completo desmembramento. A Síria apropriou-se do Norte de Israel, Amón recuperou a sua independência, enquanto que Israel reteve duras penas a Moab. Judeia reteve Edom. Em 926 Sheshonk I invadiu Judeia, saqueou Jerusalém e levou boa parte dos tesouros que Salomão acumulou. Sem dúvida que a Judeia converteu-se em tributária do Egipto durante algum tempo.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/templo-de-salomao/rei-salomao-rainha-saba.php

O regresso da Grande Muralha do lixo de Luanda



Mesmo nas barbas do GPL-Governo da Província de Luanda.

Estão muito ocupados com o grande negócio de partir casas… de partir tudo. Os fiscais só servem para perseguirem e espoliarem as pobres vendedoras. Especialmente quando não recebem os vencimentos. Coisa normal, onde tudo é anormal. Também Angola, Luanda deixou de ser país, é um espólio.

Pois, já não é Nação é um filão só para espoliadores e salteadores. Por isso desobriga-se das suas responsabilidades. Angola, Luanda está devidamente africanizada. Alguém esperaria o contrário?

O que se passa nos últimos dias com afirmações de quem rouba descaradamente terrenos e parte casas sem ninguém saber quem ordena, especialmente pelo TERROR das Organizações Jardim do Éden e outros manos, muitos manos organizados em muitas quadrilhas, onde a população fala que são também BRANCOS que nos estão a roubar.

É que este pessoal parece que estagiou no Ruanda ou no Congo do Kabila. Destroem casas a tiro… e quando alguém consegue perguntar-lhes quem ordena – tem muita sorte se não levar um tiroteio – eles informam, esclarecem da sua impunidade:
- Não se metam nisto! São ordens de muito lá em cima… ordens do Presidente da República, José Eduardo dos Santos (!)

Viva esta outra Somália. Esta trampa vai aquecer muito sem dúvidas. Receio que fique ou já esteja no descontrolo. Uma coisa é certa: à Texas e Faroeste americano já está. Naturalmente, muito provavelmente será confortável, aconselhável manter as portas em stand-by para a evacuação de estrangeiros.

Alarmismo? Não, creio que não! Melhor o fosse.

Moçambique, 1963. João Belo


Cidade capital do distrito de Gaza, na Província de Moçambique, com a população de 82.328 habitantes.

O seu conjunto urbanístico, de acertado delineamento, proporciona aprazíveis panoramas a que não falta o rio Limpopo que passa à sua beira, numa fuga sinuosa a regar o extenso e fértil vale.

Nesta região existem magnificas florestas com variadíssimas qualidades de madeiras que constituem apreciável riqueza.

A cidade dispõe, também, de um utilíssimo campo de aterragem.

Tomou-se em consideração o facto de a antiga Chai-Chai alcançar a categoria de vila por decreto de 17 de Outubro de 1911 e obter a honrosa designação de João Belo por decreto de Março de 1928, e, ainda entrando em conta com o ser hoje uma das terras mais progressivas da Província de Moçambique, de extraordinária importância como porto fluvial.

In Agência Portuguesa de Revistas

terça-feira, 9 de Junho de 2009

A Epopeia das Trevas (13)


O sucessor de Omar Bongo é o seu filho. E em Angola?


Tudo concebemos para nos entristecermos. Desde o mais microscópico ao mais gigantesco e uma luta incessante pela sobrevivência no Universo acontece. Para obter energia, assim que a luz solar surge, é a corrida na procura de algo para comer. Vale tudo, porque as espécies animais, as estrelas, os planetas, as galáxias, perseguem o que lhes dá a vida. Uns lutam de dia outros à noite. Vinte e quatro horas sem eternidade, a luta pela sobrevivência desperta, alerta.

O vivo marulho da vida das ondas do mar que nos persegue. O chocar constante com a areia das margens que ciclicamente se desfazem, e depois voltam à normalidade sem intervenção humana. A Natureza cumpre o seu destino, o ser humano altera-o, adultera-o. Como vingança, o mar apela para os seus companheiros em terra, e despeja a sua fúria contra os que o ousam desafiar. Assim foi, assim será. A aleivosia à morte é característica dos humanos. Cruel destino sem saída. Nascer, não viver.

Que infortúnio assaz interessante. O dom que os humanos conservam desde a ancestralidade. Não o esquecem jamais. A morbidez mortal que conservam nos seus genes. A ordem guardada, disfarçada, escondida, que está sempre à espreita na janela das suas mentes, que dela sai a pontapés: matar, matar, matar! Se não resulta, salta a alternativa da hipocrisia, que se transforma na inutilidade da mentira. Perante esta verdade, vem a calúnia, que dá vida ao ódio, à maldade. Para galantear este apogeu, para se afirmar defronte dos vencedores, para iludir a sua mente doentia, elimina com a morte, aqueles que lhe deram a projecção para os pedestais da vida. Esta é a sujeição genética, a saga dos vencidos. Tubarões mortíferos que aniquilam o Caminho.

Esta senda contínua ninguém consegue parar. Astutos ratos no silêncio das noites. Se mais obscuras melhor. Sombras profeticamente dissimuladas nascem dos seus sonhos, das noites em que não dormiram. As multidões seguem-nos estupidificadas, adoram-nos, imolam-se no altar já inventado. Triste horizonte da camuflagem humana. Viver para adorar, a fome semear.
Não é só guerra e fome que existe nos intervalos do futebol-arte.

Uma coisa que vi e nunca compreendi. As pessoas gastam quase todo o tempo das suas vidas para conseguirem qualquer coisa para comer. Isto não faz sentido, é absurdo. Ninguém que se preze nasceria, para viver assim tão infeliz.
Qual é a alternativa?

Existem máquinas que fazem qualquer trabalho. Decrete-se que os humanos devem obedecer às coisas espirituais. Treinar e desenvolver a mente. Diariamente, pelo menos uma vez, respirar fundo, relaxar, fechar os olhos e não pensar em nada durante um minuto. Para começo, isto é extraordinário. O nosso cérebro pensa dia e noite, basta parar um minuto para a mente descansar.

É contrário à vida nascer, crescer, e trabalhar para aumentar a riqueza de meia dúzia que nos escravizam há muitos milénios. O trabalho nas fábricas, tudo o que é trabalho, deve terminar imediatamente. Vamos acabar com os prédios, com as estradas de asfalto, com os enlatados, com os plásticos, com o petróleo. Vamos plantar árvores, plantas, limpar os mares, os rios, as florestas e viver de acordo com as leis da Natureza.

Rádio Ecclesia. Um auto-de-fé de Torquemada


As fábricas da religião e do futebol continuam a fabricar farrapos humanos.

Jornalistas esconjurados, exorcizados, excomungados como inundam as tradições seculares da Santa Madre Igreja. Quando o Governo nos acena com benesses institui-se a censura, e acaba-se com a liberdade de imprensa.

Assim ditam os paradigmas das catacumbas da hipocrisia. E claramente, chãmente, abençoamos o maná da mana Tchizé dos Santos. Ela é um cruzado, uma doce donzela cavaleira que apesar de afastada de Orleães, defende a Cruz que resplendece o artigo de fé. Uma santa canonizada em vida.


«Ecclésia recorre à censura para "proteger" Tchizé dos Santos

MORRO DA MAIANGA

A Direcção da Emissora Católica de Angola (ECA) na pessoa do Padre Maurício Kamutu protagonizou na passada quinta-feira (4/05) uma lamentável e musculada interferência na gestão editorial daquela rádio ao impedir que a Secretária-Geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) apresentasse a sua versão dos factos, depois da Deputada Tchizé dos Santos ter dito que Luísa Rogério (LR) lhe tinha pedido desculpas.

O pedido de desculpas que LR garante nunca ter existido, teria sido apresentado durante uma conversa telefónica entre as duas, depois da SG do SJA ter afirmado à ECA que havia uma incompatibilidade e um conflito de interesses na indicação da Deputada do MPLA para integrar uma das comissões criadas pelo MCS para gerir a TPA.
Esta recusa é muito pouco compreensível e nada aceitável, pois sabe-se que foi a ECA que pediu a Luísa Rogério um comentário sobre as recentes movimentações na RNA e na TPA.
Claramente cabia a LR o direito de se pronunciar sobre um gesto que lhe foi indevidamente atribuído, com a agravante do mesmo pôr em causa a sua credibilidade e coerência. Agora só lhe resta recorrer ao direito de resposta e aguardar pela reacção da ECA.

No mesmo dia, note-se, a direcção da ECA censurou pelo menos mais uma entrevista que foi pedida a um outro jornalista sobre o mesmo assunto relacionado com a nomeação de Tchizé dos Santos.
Como é evidente, o jornalista em causa também não solicitou nenhuma entrevista a ECA, tendo o mesmo apenas respondido a uma solicitação que lhe foi feita pela Rádio Ecclésia.
Aqui está, pois, um bom e escaldante assunto para Siona Casimiro e o próprio Maurício Camutu abordarem na sua “Visão Jornalística”, que é um acutilante espaço de opinião e análise que os dois, numa produção conjunta, apresentam semanalmente na Emissora Católica.
O programa tem direito, por vezes, à retransmissão noutros órgãos, como aconteceu no Folha-8 com o seu último e violento ataque ao CNCS, organismo que acabou sendo convertido pela católica dupla num “órgão de inquisição editorial”.

Embora estando em desacordo frontal com uma tal conversão que só pode ter sido produzida pelas lentes defeituosas e desfocadas do laboratório da “Visão Jornalística”, temos que reconhecer que os católicos são os maiores especialistas em matérias relacionadas com a inquisição e a diabolização dos seus adversários, como atesta a sua própria experiência histórica que remonta à Idade Média quando torturavam até a morte inocentes e indefesos cidadãos para confessarem supostos pactos com o Belzebu.
Esperemos que aceitem o nosso repto, já que a censura, para além de ser inconstitucional é, sem dúvidas, a ameaça mais grave que pesa sobre a liberdade de imprensa em Angola.

Não deixa de ser curioso que um dos produtores da “Visão Jornalística” sempre tão atenta e preocupada com os “assaltos à liberdade de imprensa”, tenha sido agora ele próprio a dirigir um destes assaltos.
Quanto ao outro, para já, nada consta.
PS- Foi com o maior espanto, deste e do outro mundo, que ouvimos na Ecclésia Tchizé dos Santos apresentar-se como sendo a precursora da comunicação social privada neste país, que nas suas contas terá surgido apenas em 2000 e pela sua inspirada e criativa mão com uma revista qualquer cujo nome acabei por nem fixar.
Esta informação, como é evidente, não corresponde à verdade, nem pouco mais ou menos.»

Imagem: http://tortura.wordpress.com/category/tortura-medieval/




Moçambique 1963. Lourenço Marques


Cidade capital do distrito do mesmo nome, capital da Província de Moçambique, sede arquiepiscopal, com a população de 100.236 habitantes.

Dos seus monumentos, salientam-se a fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, a Sé, a Mesquita indiana e o Pagode Chinês.

Dotada de formosos parques e jardins, merece especial referência o Palmar de Polana e as pitorescas margens do Umbeluzi, densas de vegetação.

O rio Incomáti com a sua população de hipopótamos, e a zona de Maputo, com o interesse da caça, em que abundam os elefantes, não podem deixar de merecer curiosidade e atenção.

Brasão concedido à cidade por decreto de 22 de Agosto de 1889 pelo Rei D. Luís.

In Agência Portuguesa de Revistas

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (23). Novela


Por causa do direito de sucessão ao trono Jingola, pretexta-se outro fraccionismo? Com o reino fatalmente nas mãos de uma família, as coisas vão ficar muito complicadas. Será a sucessão à rei Salomão que liquidou os opositores?


- Tem a palavra o marquês dos Estábulos.
- Com a devida vénia. Temos a obrigação de dar uma percentagem do que ganhamos e do valor de certos bens, para ajudar a combater a fome.
- Adepto do republicanismo?
-Não… da nobreza! Alguns estábulos passaram a hotéis. Não conseguimos atrair turistas. Apenas vários estrangeiros disfarçados de turistas para conseguirem apanhar alguns diamantes. Turistas diamantíferos e petrolíferos… turismo sexual.

- Tem a palavra o marquês das Roças.
- Meu rei! Não foi possível até agora como no reino das Palmeiras, transformar roças em indústrias. No curto, a médio e longos prazos, isso será obtido, garantido.

- Tem a palavra o marquês do Santo Ofício.
- Muito obrigado meu bom rei. Acabo de ensinar aos novos discípulos do trânsito dos coches, para respeitarem a plebe e não aceitarem tentativas de corrupção. A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano. Como nos ensinou João Paulo II.
- Será possível? Um republicano? Vou atirar-lhe com uma casca de banana. Por outras palavras o marquês quer dizer…
- Magnânimo, referia-me à violência verbal dos republicanos.
- Ah! Sacana. Este é esperto, vou mantê-lo sob vigilância.

- Pode falar marquês da Corrupção.
- Obrigado grande entre os maiores. Estou à espera que inventem um aparelho de medida infinito, para medir a nossa corrupção. Com os meios que dispomos não é possível.

- Marquês dos Jovens Frustrados.
- Caridoso rei. Já tentei mil e um artifícios para convencer a juventude. Eles não vão na conversa. Não conseguimos tirá-los do abismo em que os colocámos. E depois com as promessas dos empregos…

- Marquês Parte Casas.
- Magnifico, benevolente! Continuamos com a única coisa que sabemos fazer… partir casas. Estão todas reduzidas a pó. Ainda temos muito trabalho de destruição. Saiu uma poluição que parecia as cinzas de um imenso vulcão. O nosso Hércules tentou e não conseguiu, ninguém consegue, afastar esta poeira que nos aflige.

- Marquesa Sem Planos.
- Meu belo e atraente rei! Continuamos com os mesmos planos a montante e a jusante do sistema.
- Meu belo e atraente rei? Já desconfiava. Vou manter esta gaja debaixo de olho. – Pensou a Rainha.
- Oh! Meu Deus! Já lhe disse para ser discreta. – Pensou o Rei.

- Marquês do Líquido Negro.
- Meu rei, minha rainha, princesas, cavaleiro Epok, nobres.
- Lá porque está com o líquido negro não exagere. Advertiu o rei.
- Sim meu rei! Até ao final do ano faremos três aumentos de combustíveis. Descobrimos mais três poços produtivos que nos darão aí uns vinte mil barris diários. Já facturámos em Signature Bónus, bónus de assinatura, até ao momento…
- Caramba vai estragar tudo! Os números não são necessários neste momento. Falamos depois pessoalmente.

- Marquês dos Abandonados.
- Excelso rei. A reinserção dos abandonados está abandonada. Ninguém quer ser reinserido.

- Marquês das Más Relações Internacionais.
- Sublime reino, meu rei. A comunidade internacional não gosta de nós. São racistas. Não temos culpa que haja tanto líquido negro e diamantes neste reino paradisíaco. Eles têm é inveja…
A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita, disse Mahatma Gandhi.
- Sim. Mas quando estamos aflitos pedimos-lhes ajuda, como nas epidemias.

Imagem: Angola em fotos



Campo de concentração do Tarrafal


Este Tarrafal é outro 27 de Maio. No fundo, o que se passa com a destruição sistemática das habitações em Luanda pelo GPL-Governo da Província de Luanda, e as famílias deportadas para este outro campo de concentração do Tarrafal… estamos em presença de outro 27 de Maio. Tudo lhes serve de pretexto para espoliar e construírem os prédios deles. Constroem os prédios deles e outra guerra. E não se apercebem disso, infelizmente.

A questão é que os idiotas estão sempre correctos e nunca cometem erros. Quando chamados à razão, exasperam-se, gritam possessos. Os idiotas não se podem contrariar. Estão sempre certíssimos.

São como o desenvolvimento do trânsito finalmente em Luanda completamente parado. Aventureiros que não sabem que um livro é para ler.

Entretanto conforme a RÁDIO DESPERTAR, os estrangeiros continuam no roubo de terrenos. Quando os autóctones reivindicam os seus direitos… a polícia chega e prende-os. Faço uma advertência séria aos estrangeiros: Não entendem nada de Angola. Parem porque depois vão ficar com as carnes queimadas. As populações parecem-lhes dóceis. Isso é o vosso tremendo erro. Os autóctones vão-se revoltar e ninguém os vai parar.

Na RÁDIO DESPERTAR, o administrador de Viana (arredores de Luanda) falou que vai roubar os produtos das vendedoras. Os outros produtos… vão queimá-los.
Mas que grande contenda aprontam outra vez. Apenas conhecem a cultura da violência. E depois na hora de também serem violentados? Dirão como os nazis que apenas cumpriam ordens?

«A direita ganha terreno na Europa
Os socialistas sofrem um revés no Reino Unido, França, Dinamarca e Holanda.-
Durão Barroso afiança as suas expectativas para seguir à frente da Comissão.- A abstenção marca um récord com mais de 56%.»EL PAÍS

Foto: Angola em fotos







O mistério do voo AF 447


O mistério do Airbus A330-200 voo AF 447 da Air France.

Os primeiros destroços encontrados no meio do Oceano Atlântico eram do voo AF 447 da Air France e depois negados como não pertencentes ao avião sinistrado.

Depois encontram-se outros destroços, e sim, são de facto do Airbus A330-200 da Air France.

Pergunta-se: de que avião são os primeiros destroços?

Serão de algum avião que veio de um universo paralelo?

Imagem: EL MUNDO. Algumas das 228 pessoas que iam no voo desaparecido.

Moçambique 1963


Província ultramarina, na costa oriental do continente africano, com a superfície de cerca de setecentos e setenta mil quilómetros quadrados, ou seja, aproximadamente, nove vezes o nosso continente europeu.

Moçambique confina com o território de Tanganica, Niassalândia, Rodésia, União da África do Sul, Suazilândia e Oceano Índico.

O território desta província, em parte montanhosa, é também favorecido pela presença de inúmeros rios que, pelo relevo dos terrenos, constituem espectáculo admirável.

O símbolo característico da Província salienta o facto de ter sido na antiga vila de S. Sebastião de Moçambique que primitivamente se estabeleceu a sede do governo da Província – as setas simbolizam o mártir S. Sebastião.

In Agência Portuguesa de Revistas


domingo, 7 de Junho de 2009

Devaneios 07Jun09


13.03.2009 - 13h30 - o querido líder, Rato, Lx
Esta gente reclama sempre que o Estado e os trabalhadores lhes resolvam todos os problemas das suas ricas e alegres vidas! Não façam nenhum! Vão de férias para as Fiji! Vão para Angola que há lá muito escravo à espera de quem o explore!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

.03.2009 - 11h25 - Q, Q
Quando os auditores saem ou são corridos das empresas há que redobrar imediatamente a fiscalização, pelos vistos não aprenderam nada com a crise dos bancos que corriam com os auditores com a complacência do banco de Portugal, há que não deixar cair no mesmo erro, as contas da EDP devem ser claras ao grande publico
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

JOAO DINIS, Terceira Açôres 13/03/09 10:58
A nossa atenção deve estar virada para a China, porque se os Estados Unidos não cumprirem com as suas obrigações é o fim do mundo
Diário Económico

olá pessoas.vim aqui parar e n é q isto ate tinha interesse?!bom so quero dizer mto rapidamente que salazar deixou enorme reserva de ouro nos cofres do estado e quando confrontados com esse facto os seus opositores dizem que esse ouro veio da alemanha ou argumentos do estilo.Dou cmgo a pensar….entao se o modo como veio aqui parar é condeñável pq é que os nossos governantes começaram logo a esbanjá-lo?Será que não era suposto com tanta injustiça metida pelo negócio dentro darem o ouro a quem pertencia??…SE calhar despreza-se a incoerência pq ele ate dá jeito…SINCERAMENTE!Q Rídiculo
http://fightclub.blogsome.com/2006/11/23/salazar/

Depois há a questão da guerra colonial. Começo por perguntar se há “guerras justas”? Se estamos de acordo em como não há guerras justas, convém então analisar as causas que levam às mesmas. Portugal, relativamente a Angola e Moçambique, apenas estava a defender a legitima soberania portuguesa naqueles países, onde lembro vivam grandes comunidades de portugueses (de Portugal como convém referir, até porque há sempre quem se esqueça e pense que aquilo era só pretos) que lá trabalharam no desenvolvimento e no progresso desses países.
http://fightclub.blogsome.com/2006/11/23/salazar/

Com a “soberania dos povos africanos sobre a sua terra”, vieram trinta anos de guerras civis que tanta morte causaram e que tiveram como consequência transformar Moçambique num dos países mais pobres do Mundo, fortemente dependente da ajuda exterior e de Angola ser actualmente um dos países mais corruptos do Mundo, pergunto se Portugal e os portugueses estão de consciência aliviada pelo facto de terem reconhecido “aos povos africanos a soberania sobre a sua terra”?
http://fightclub.blogsome.com/2006/11/23/salazar/

Quanto à questão da liberdade, concordo que é um valor a preservar, mas nem de perto nem de longe, alguma vez este valor esteve em causa no tempo de Salazar, se compararmos com o que se passou nas ditaduras sul-americanas ou o que ainda se passa actualmente em países como a China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia, Angola, entre muitos outros.
http://fightclub.blogsome.com/2006/11/23/salazar/

Curiosamente, em pleno século XXI, e sem o Salazar no mundo dos vivos, Portugal continua a ser um dos países mais pobres da Europa, com uma das maiores taxas de insucesso escolar e possivelmente ocupando um dos piores lugares na lista de países com maior desenvolvimento humano da Europa Ocidental. Pergunto agora de quem é actualmente a culpa?
http://fightclub.blogsome.com/2006/11/23/salazar/

Imagem: Berluscolandia EL PAÍS

sábado, 6 de Junho de 2009

Guiné 1963. Bissau


Capital da Província da Guiné, com a população de 57.917 habitantes, é uma cidade modernizada com alguns edifícios de agradável apresentação, especialmente a Sé Catedral, e, a salientar-se, como símbolo da sua presença na História, o Forte de S. José, relíquia da actividade defensiva que exerceu noutras eras.

O porto de Bissau é o mais importante da província; o litoral, entrecortado de braços de mar, estuários e canais, imprime-lhe um carácter particular que se traduz na paisagem, a qual se completa com a vegetação densa e exuberante que povoa esta sugestiva região, plana em sua maior parte.

A caça e a pesca desportivas têm ali excelente campo de acção.


A representação heráldica das armas da cidade de Bissau deve fazer referência à construção de um novo forte, que veio substituir a primitiva feitoria, por mandato de D. José I, apesar da oposição dos indígenas que se manifestou por diversos actos hostis.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

Guiné 1963. Bolama


Cidade da Província da Guiné, no arquipélago ocidental africano, com a população de 4.912 habitantes, reveste-se, especialmente, de vegetação alta e densa, que proporciona e se impõe pela beleza e define toda a paisagem da região.

As excursões que podem realizar-se a diferentes locais desta Província, como Bafatá, Farim e Mansoa, estimulam a curiosidade pela observação dos costumes das populações de origem diversa que habitam a Província da Guiné.

Em Varela, há uma estância balnear favorecida por uma praia admirável, atractivo local a debruçar-se sobre a vastidão do Atlântico.


Foi estabelecido este brasão para a cidade, considerando a sentença proferida pelo Presidente da República dos Estados Unidos, Ulysses Grant, que resolveu os diferendos que anteriormente se tinham levantado em relação ao exercício da nossa soberania na ilha de Bolama e em algumas outras áreas da Província que, hoje, são terra bem portuguesa.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

Guiné 1963


Província ultramarina, na costa ocidental do continente africano, com a superfície aproximada de trinta e seis mil cento e vinte cinco quilómetros quadrados, dividida em duas partes, continental e insular, e estendendo a sua costa por duzentos e quarenta quilómetros, semeada de mais de cinquenta ilhas e ilhotas.

No litoral, a infinidade de canais, esteiros e braços de mar dão a esta Província o aspecto peculiar que resulta da sua posição geográfica.

Região em grande parte plana, o efeito daquelas características concorre para estabelecer um género de paisagem inteiramente diferente das outras províncias.


Põe em relevo o símbolo característico da Província, o acto de posse por Portugal com o bastão simbólico criado por D. Afonso V.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

A Epopeia das Trevas (12)


E o amor também desapareceu dos radares.

É fácil de ver, aliás nota-se à distância. Depois da morte do rei, Angola por direito de sucessão passa inteirinha, dividida pelos filhos, para os príncipes herdeiros e Eleitores. É uma democracia reinante.


Os tempos mudaram muito, estão sempre a mudar… o ser humano não… piorou muito. Na certeza que a família sucumbiu, está inexistente. Cada um que se safe, é a regra de vivência que não me lembro quem inventou. Claro que é fácil de saber quem foi. De certeza que foi um banqueiro ou um especulador. Apesar de obrigados a comer toneladas de informação diária, no entanto estamos sós. Abandonados na grande epidemia da fome e do desemprego. São milhões ou serão biliões? Os números sempre a aumentarem! Era esta a promessa dos milagres técnicos da ciência para o ano 2.000!

Aguardo o fim dos meus dias, não é isso que sucede a todos?!
Lembro-me de Mark Twain e da comparação que fez entre um homem e um rato: «Não... seria fazer uma injustiça ao rato.»
E entre um homem e um cão: «se acolheres um cão faminto e lhe deres conforto, ele não te morderá.»
«Quando chegares à porta do Céu, deixa o teu cão do lado de fora.
O que interessa é retratar a maldade do ser humano. Pessoalmente se me dessem a escolher entre um homem e um leão, escolheria logo o leão. Porque o conheço bem, enquanto que o homem é cheio de manhas, e só demasiado tarde o conhecemos, o desvendamos.

Porque é que os ratos invadem as casas dos homens? Porque estes roubam, fazem concorrência desleal aos ratos, imitam-nos, e os ratos descontentes não aceitam a exclusão social.
Quer queiramos quer não, participamos sempre na guerra de Tróia. Tudo o que até agora se passou, desses tempos, são imitações que teimamos nelas persistir. Quem não conhecer a guerra de Tróia, fatalmente, sem se dar conta, terminará nessa tragédia. Este é o destino, o nosso destino. Primeiro o Estado Novo, depois a Revolução dos Cravos e a miséria agenda-se. Não há libertadores, descolonizadores. Há renovação de opressores nas lutas de libertação.

Em Jingola, o cidadão honesto que goste de trabalhar, tenha ideias para o bem da comunidade, que revele sabedoria, o poder acusa-o de antipatriota, e sumariamente julgado, executado com a pena de reclusão.

Chegaram duas matinais. Vou para a janela atraída pelo barulho da chuva. Mas que grande chuvada. É tão imponente que a rua parece um rio.
Faz-me lembrar a minha epopeia, o meu reino, que ainda vive na eternidade do passado, confunde-se ou convive com o presente, à procura do seu futuro. Posso afirmar que tenta sobreviver das ruínas arqueológicas. Vivemos perdidos no tempo presente, misturados, baralhados no passado e no futuro.

Não é necessário estudar muito para saber que há oceanos de abundantes idiotas.
Somos tão pequenos perante tanta imensidão. E no entanto, persistimos que somos gigantes, que somos os melhores. Duvidamos, não aceitamos as nossas origens. Só quase na hora da morte nos lembramos da inutilidade da nossa vida. Nessa hora, nesse momento, regressamos às nossas verdadeiras aspirações, mas é demasiado tarde. Queremos voltar, mas o regresso está eternamente adiado. Então durante uns minutos, uns segundos, lembramo-nos finalmente da vida. Vivemos para recordar uns ténues momentos antes da morte. Isto é a verdadeira vida.

Imagem: http://olhares.aeiou.pt/jasmins_foto1854489.html

Angola 1963. Luso


Capital do distrito do Moxico, na província de Angola, com a população de 64.882 habitantes, é uma cidade aprazível com as suas vivendas e jardins.

Os acampamentos do Parque Nacional e Lago de Cameia; o Lago Luizalo, também com acampamento; a pousada do Lago Dilolo; as famosas cataratas do rio Dala, Luizalo e Luena, assim como as nascentes do Zambeze, são qualificativas expressões da região.

A caça aos patos, com habitação para caçadores; a reserva de caça de Cameia – uma das maiores da Província – assim como o pitoresco da filarmónica indígena, são outros tantos atractivos para observar com interesse.

Na atribuição do escudo de armas à cidade do Luso, teve-se em conta o facto de, apesar de ser a capital do distrito de Angola mais distante do mar, essa particularidade não impedir, antes exacerbar, o orgulho dos seus habitantes por pertencerem à pátria de D. Afonso Henriques e o amor que consagrou à velha Casa Lusitana.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

O caos… o regresso dos especuladores



ClassePobre, 22/05/09 09:33
Ia um enforcado para a forca, com dois carrascos atrás dele....
Então alguém na multidão pergunta. -Porque vais para a Forca?
E ele responde. -Eu não vou, eles é que me levam!!!
Diário Económico



O caos… o regresso dos especuladores
Os baixos preços que o petróleo regista nos últimos meses tampouco serviram precisamente de incentivo ao investimento em energias alternativas.

EL PAÍS

Muitos projectos simplesmente não resultaram rentáveis. Mas isso pode ter chegado ao seu fim. O crude registou em Maio a maior subida mensal da última década. O preço do barril de brent aumentou 15 dólares num só mês, até superar os 65 dólares por barril no fecho da passada sexta-feira.

O mercado e a própria Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) atribuem este movimento dos preços a "um sentimento e não aos fundamentos" da economia. Detrás se esconde, dizem, a confiança em que o pior da recessão já ficou para trás e ao comportamento melhor do que o previsto dos mercados asiáticos. De facto, recordavam, a economia da Índia surpreendeu com um crescimento de 5,8% no primeiro trimestre do ano e a produção industrial do Japão registou em Abril o maior incremento em seis anos.

Mas há algo mais. "O apetite pelo risco volta a cotizar a alta, lentamente mas sem dúvidas, e as matérias-primas ganham o favor do mercado com rapidez", admitia Barclays num informe. E isso significa a volta dos especuladores ao mercado do petróleo. A exposição dos hedge funds nas matérias-primas disparou nas últimas semanas, num mercado ao que também voltaram os fundos soberanos, inversores institucionais e fundos de pensões. De facto, em Maio o fundo de pensões Berkshire investiu 9,2% dos 1.600 milhões de dólares que maneja em matérias-primas, seguindo a senda de outros fundos de pensões nos Estados Unidos. –

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Breve História do Terrorismo Bancário (23)


Dá para tirar conclusões sobre esta inacreditável história...
ANTES DOS CRIMES: BPN; BPP E OUTROS TEMOS ESTA AMOSTRA!!!

Bcp Crime

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho.
Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.

1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples:
Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco.
Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia,aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.
Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício.. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital.
O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".
Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).

2. Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos.
E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital.
E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco.
Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados nas perdas da bolsa;
Aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.
Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E , enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.

3. Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa.
Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...

4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo, ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país (protegido pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado para armazenar a colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa.
E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo.
E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.

5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6. Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um
"take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI..
E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS.
Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.

7. E eis como um banco, que era tão independente, que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.

8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição?
Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.
Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado..
Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Angola 1963. Moçâmedes


Cidade do distrito de Moçâmedes, na Província de Angola, com a população de 18.999 habitantes, localizada à beira-mar.

Dos seus monumentos, salientam-se a Igreja matriz e a Igreja do Forte de Santa Rita, assim como a Fortaleza de S. Fernando.

Rica em fazendas, ou herdades, de grande fertilidade, Moçâmedes tem, no deserto de Namibe, um dos atractivos de caça.

De interesse notável, evidencia-se a pedra da Torre do Tombo, na Falésia de Noronha, local onde os navegadores esculpiam os seus nomes quando as suas naus por ali demandavam novos feitos.

Teve-se em atenção, no escudo de armas da cidade, o facto de ser um importante centro agrícola e ter um dos mais maravilhosos portos da nossa costa ocidental de África.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

O Cavaleiro do Rei (22). Novela


Com o elevado analfabetismo, Angola e a África Negra não têm a mínima hipótese de sobrevivência.

- Tem a palavra o marquês da Mala-Posta.
- Rei dos Reis. A nobreza tem as comunicações que merece. Os outros que se lixem. Conforme o pensamento iluminado do nosso divino rei, já importámos grande quantidade de pombos-correios para servir a ralé. Porque a nossa mala-posta, devido ao estado das estradas não consegue comunicar.

- Tem a palavra o marquês da Guerra.
- Meu rei... acabámos com a guerra. Mas enfrentamos outra. Esta é muito diferente, terrível guerra. Lutar contra desempregados e esfomeados. Uma guerra perdida. Faremos o nosso melhor. Dos fracos não reza a história. Porque os fortes os mantêm como soldados desconhecidos.

- Tem a palavra o marquês dos Analfabetos.
- Soberano! Meu rei! Majestade! Rei Sol! Rei do reino e vice-reinos! Sublime Rei! Rei do céu e da terra!.. Os professores republicanos passam o tempo em greves por falta de pagamento. Com professores ou sem eles os analfabetos aumentam. Que nos interessa um instituto superior ou universidade, se não têm uma boa biblioteca?!
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- Tem a palavra o marquês dos Aguadeiros.
- Água é o que não nos falta. Porém todos se queixam que ela não aparece. Gastámos muita fortuna em obras, mas continuamos a cometer um grande erro. Ligamos, desligamos. A pressão que isso causa nos canos e condutas, provoca tão grande pressão que rebenta com tudo. Há inundações todos os dias e em todo o lado. Fazemos concorrência à chuva. A população já se habituou a chamar os bombeiros devido às inundações. É necessária uma revisão dos preços, porque estão a vender uma cisterna de água a cem dólares.

- Tem a palavra a marquesa das Mulheres Abandonadas.
- Rei! Sinto-me feliz! Conseguimos abandonar, desprezar e humilhar todas as mulheres. Conseguimos desfazer os seus lares. Conseguimos que todas se empregassem na prostituição. Ih! Ih! Ih!

- Tem a palavra o marquês FMI.
- Meu Rei. Dignos e nobres accionistas... dignos detentores de todas as riquezas do reino e vice-reinos. Com os empréstimos da dinastia chinesa, e a importação do seu povo, vamos conseguir finalmente um dos nossos maiores objectivos. Colocar os jingola que restam no desemprego. Conseguimos afastar todos os malditos contabilistas que tantos males nos fazem. Assim, as portas da corrupção estão finalmente escancaradas. Salve-se quem puder. Acrescento que os empréstimos da dinastia chinesa deveriam serem utilizados para importar comida para a população, e esta pagar a crédito. Porque sem comida ninguém consegue trabalhar. Um dos inúmeros generais dos nossos exércitos ronda os chineses para construir prédios. Já foi visto com quatro inacabados na inspecção que fizemos, mas tem mais espalhados por todo o reino.
Estou sempre muito ocupado com o reino do FMI. Desculpem por não me poder alongar. FMI é dinheiro. As esplêndidas fortunas – como os ventos impetuosos – provocam grandes naufrágios. Assim falou Plutarco.

- Tem a palavra o marquês das Minas Gerais.
- Meu rei! Nobres! As Minas Gerais generalizaram-se nos generais… são particulares. Os diamantes são de quem os apanhar. Um vice-rei da banda planaltica, aqui presente, disse que só agora tomou conhecimento do saque que os estrangeiros fazem no seu vice-reino. Mas não é verdade. A rádio dos republicanos já tinha denunciado isso há que tempos. Agora temos mais de vinte mil estrangeiros. Todos os garimpeiros da África.

Imagem: Angola em fotos

História Universal (6). O Rei Salomão


Ao que parece, Adonias viu-se praticamente coroado rei e antes da morte do seu pai celebrou-a com um banquete.

CARLOS IVORRA

A rainha jogou bem as suas cartas. Ela, Banaias e Sadoc afirmaram que David expressou-lhes no seu leito de morte a sua vontade de que o seu sucessor fosse Salomão. Acusaram Adonias de usurpador e lograram voltar o p