sábado, 5 de outubro de 2013

Professores na Huíla continuam em greve


Maior parte das reivindicações foram atendidas; pais de alunos irritados com a greve
Começou esta Segunda-feira na Huíla a terceira semana de greve no ensino geral.
Isto apesar do governo e o sindicato dos professores terem já chegado a um acordo quanto á maior parte das revindicações.

Os pais dos alunos estão irritados com a greve que dizem irá afectar o futuro dos seus filhos.

Ouvidos pela Voz da América pais e encarregados de educação apelam o governo a atender as preocupações dos professores.

Mari Lami  disse que a greve vai afectar os seus filhos.

“Estamos praticamente no terceiro semestre, só mais duas semanas de aulas e as provas dos alunos o fim do trimestre é no fim de Outubro, vai afectar e de que maneira,” disse.

“ Espero que o governo resolva esta situação o mais simples possível,” acrescentou.
Por seu turno Hélder Borges Tavares fez notar que aqueles que têm filhos em colégios privados não estão aser afectados pela greve.

“O governo tem que tomar uma decisão como entidade patronal,” disse. Por seu turno Meireles Dala: apelou ao governo para que “ainda esta semana pudesse resolver esse problema, porque isso afecta o ciclo normal de aprendizagem dos nossos filhos porque eles estão sem aulas e há quem tem a memória um bocadinho lenta e pode esquecer o que aprendeu”.

Negociações entre o sindicato e altos responsáveis do ministério da educação em Luanda nos últimos dias trouxeram alguns avanços. Os subsídios de férias e de colaboração a par da tabela de direcção e chefia docentes parecem ter encontrado consenso.

A discórdia está na actualização da carreira docente, onde o governo fala em promoção e os professores exigem a actualização automática. A continuidade da greve ficou clara na assembleia de professores desta segunda-feira que juntou mais de cinco mil docentes.

“ A questão está o governo defende que as actualizações terminaram, mas os professores defendem uma outra posição. É aí onde nós pedimos que o governo central deve encontrar o mais rápido possível um meio-termo de flexibilizar essa situação, porque nós aqui, enquanto não se resolver essa questão das actualizações parece naquilo que nós vimos hoje as aulas não vão arrancar,” disse o secretário provincial do SINPROF, João Francisco.

A província da Huíla conta com mais de 20 mil professores e o nível de adesão à greve ronda os 90 por cento.

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