Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Angola com menos 14 bilhões de dólares





O Orçamento de Estado angolano para 2015 foi feito no pressuposto de que o preço do barril de petróleo rondaria os 81 dólares, quase o dobro da cotação atual. O governo angolano vem agora rever em baixa a projeção, e assim admitir que conta com menos 14 bilhões de dólares de receitas.
A nova base para o Orçamento de 2015 é de 40 dólares por barril, segundo informação do governo à Assembleia Nacional. Dados do Ministério das Finanças avançados pela Reuters referem que o parlamento terá até ao final do mês de fevereiro para aprovar as alterações.
Na sua recente mensagem de Ano Novo, o presidente angolano aludiu à diminuição das receitas do petróleo numa perspectiva mais austera do que vinha fazendo. Alertou para consequências como o abandono ou o protelamento de políticas e/ou planos de investimento público. Os dirigidos à redução da pobreza seriam a única excepção.
Segundo o Africa Monitor Intelligence, a pobreza que atinge parte substancial da população e as desigualdades consideradas flagrantes entre estratos, é usualmente identificada como foco potencial de eventuais convulsões internas. O outro é a chamada intolerância política, a que o presidente também prestou atenção.
A hipótese da ocorrência de convulsões sociais resultantes de uma prevista acentuação de descontentamentos gerados na população pelos efeitos negativos que a queda do preço do petróleo já está a ter nas suas condições de vida, começou a ser admitida em meios de Intelligence que acompanham/analisam a situação.
As autoridades angolanas têm vindo a desdobrar-se para encontrar fontes de financiamento adidioncias. Poucas semanas depois de ter assegurado um financiamento de 2 bilhões de dólares da China, assegurou 500 milhões de dólares de duas importantes firmas dos mercados financeiros de Wall Street e da City de Londres, incluindo a gigante Goldman Sachs.
As receitas petrolíferas representam perto de 75 por cento das receitas fiscais e a quase totalidade das exportações angolanas. Depois de ter superado os 115 dólares em junho, o barril de petróleo tocou nos 45 dólares este mês. A dívida pública deverá chegar a 47 bilhoes de dólares, com base num valor de 81 dólares por barril.
Os bancos angolanos já começaram a anunciar restrições à movimentação de dólares norte-americanos.
AM 
ANGOLA24HORAS
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