Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Economist revê em baixa crescimento de Angola para 3,9% este ano





A Economist Intelligence Unit reviu em baixa a previsão de crescimento para Angola, prevendo agora que a economia cresça apenas 3,9% este ano, face a uma previsão inicial de 4,4%, devido aos preços do petróleo.
“Dado o continuado enfraquecimento dos preços do petróleo, revimos em baixa a nossa previsão de crescimento para 3,9%, face aos 4,4% iniciais, refletindo a despesa pública mais baixa, no seguimento de uma queda dos preços do petróleo este ano, na ordem dos 19,3% e um abrandamento no aumento da produção de petróleo”, lê-se numa nota enviada aos investidores.
Na nota, a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist consideram ainda que “a produção de petróleo deverá elevar-se para 1,85 milhões de barris por dia em 2015″ e estimam que “uma aceleração no ritmo da produção e uma moderação no aumento dos preços do petróleo vão aumentar a taxa de crescimento do PIB para 5,7% em 2016, terminando a década com uma média de 6,3% entre 2017 e 2019.
A proposta de lei do Orçamento para 2015 prevê um crescimento da economia de 9,7%, um preço médio do barril de petróleo bruto de 81 dólares e uma produção petrolífera anual de 669,1 milhões de barris de petróleo, mas está a ser revista tendo em conta a descida do preço do petróleo para valores que rondam os 40 dólares.
A elaboração do OGE do próximo ano foi feita prevendo uma taxa de inflação de 7%, a uma taxa de câmbio de 99,10 kwanzas por dólar, uma taxa de crescimento da moeda na base M2 de 16%, com um ‘stock’ das reservas internacionais líquidas de 23,5 mil milhões de dólares e um défice de 7,6%.
Nos últimos dias têm sido várias as notícias que dão conta da necessidade de rever o Orçamento, que está bastante desajustado da realidade económica, essencialmente pela continuada descida do preço do petróleo, que representa mais de 75% das receitas fiscais e a quase totalidade das exportações.
LUSA
ANGOLA24HORAS
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