Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Supermercados de Caracas abrem portas vigiados por militares





Militares vigiam supermercados e controlam acessos de clientes. Jorge Silva / Reuters

A presença de militares era visível junto das sucursais de importantes redes de supermercados de portugueses, entre elas a Central Madeirense, a Excelsior Gama, a Luvebras e a Plazas, mas também nas cadeias estatais como os hipermercados Bicentenário.

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"Comprei amaciador para a roupa mas não tenho sabão em pó, já me disseram que teria que lavar com tira-nódoas. Está a acabar o açúcar e preciso também de leite e fraldas para a bebé. De Portugal trouxeram-me um pouco de café, mas estou à procura de mais porque desde dezembro que não há", explicou uma luso-descendente à agência Lusa.
Na Central Madeirense de La Urbina, no leste de Caracas, e sob o olhar de um polícia nacional que parecia querer perceber o tema da conversa, Ângela Freitas, 25 anos, desabafou: "um familiar conseguiu-me dois litros de Mazeite [óleo vegetal], porque senão teria que estar em mais duas ou três horas de fila, noutro lugar, para comprar".
Ainda assim, Ângela teria ainda de ir à procura de lâminas de barbear.
"Dizem-me que vai ser muito difícil de conseguir", contou.
À semelhança das grandes superfícies, alguns pequenos supermercados registavam hoje forte afluência.
"Por questões de segurança só permitimos a entrada de 15 pessoas de cada vez. Não podemos ter muita gente dentro porque gera confusão e tensão", disse à Lusa o proprietário de um pequeno supermercado em La Campiña, no centro-leste de Caracas, precisando que foi colocada na entrada uma barreira provisória que abre e fecha para que os clientes entrem.
Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas dos cidadãos acerca de dificuldades para conseguir alguns produtos essenciais no mercado local.
Nos últimos dias, multiplicaram-se significativamente as já tradicionais filas de clientes às portas de supermercados para comprar os produtos que escasseiam e que muitas vezes nem chegam a ser colocados à venda nas prateleiras.


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