Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Crise do petróleo alastra-se a multinacionais em Angola





Construtoras em Angola começam a ressentir-se da austeridade. O primeiro sinal veio da brasileira Odebrecht, uma das principais beneficiárias das grandes obras públicas no país.
A baixa do preço do petróleo a nível internacional começa a mostrar a outra face do ''El Dorado'' angolano. O Governo introduziu medidas de austeridade e Luanda não está a conseguir cumprir as suas obrigações perante as operadoras privadas.
A construtora Odebrecht anunciou, recentemente, o encerramento de uma das suas maiores instalações, na província de Benguela, no sul do país.
Mais de 1.200 trabalhadores foram despedidos. Segundo a DW África apurou, esta decisão está, sobretudo, relacionada com a falta de pagamento das obras executadas por parte de Luanda. Além disso, não estarão previstas novas obras para a multinacional brasileira na região.
Sindicato está preocupado
Albano Calei, secretário-geral do sindicato dos trabalhadores da construção em Benguela, diz que a situação atual na província é bastante preocupante.
''Neste momento, a empresa deve ter aqui menos de dez trabalhadores'', afirma. ''Todos os equipamentos foram vendidos e só vão ficar os guardas no portão para guardar as infraestruturas.''
A multinacional brasileira é uma das principais beneficiárias das grandes obras de construção no país.
Além da Odebrecht, há relatos de que estão a ser preparados outros despedimentos em várias construtoras de origem portuguesa e também nacionais.
 Albano Calei diz que, até agora, já recebeu reclamações de mais de cem trabalhadores.
''Por ironia do destino, os patrões não estão a dar esclarecimentos aos trabalhadores", conclui.

DW Africa
ANGOLA24HORAS
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