Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Autarca francês recusou funeral de bebé de etnia cigana





O autarca de Champlan, a 18 quilómetros de Paris, recusou o funeral de um bebé de etnia cigana, alegando que não havia espaço no cemitério e que os lugares existentes são para "quem paga impostos". A decisão causou polémica e indignação.

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Christian Leclerc, autarca de Champlan, comunidade do departamento parisiense de Essonne, não autorizou o funeral no cemitério local de um bebé de etnia cigana.
Maria Francesca, de dois meses e meio, faleceu na noite de 25 para 26 de dezembro no hospital de Corbeil. A sua família pretendia realizar o funeral na localidade de Champlan, onde reside, mas o autarca não autorizou, alegando que não havia espaço suficiente no cemitério e que os lugares existentes são para quem "paga impostos locais". A justificação, prestada ao diário "Le Parisien", gerou uma onda de críticas e indignação em França.
"Recusar o enterro de uma criança pela sua origem é uma ofensa à sua memória, uma injúria ao que representa França", escreveu o primeiro-ministro francês Manuel Valls, na rede social Twitter, este domingo.
No sábado, a secretária de Estado da Família, Laurence Rossignol, também condenou o caso, no Twitter: "se perder um bebé já é uma tragédia enorme, que lhe recusem uma sepultura é uma humilhação desumana".
Perante a controvérsia, Christian Leclerc alega que as suas palavras "foram mal interpretadas" e assegura que nunca negou à família um lugar para realizar o funeral. "Em nenhum momento o neguei. Tínhamos como opções Corbeil e Champlan. Dei autorização na quarta-feira de manhã para qualquer uma das opções", garantiu, em declarações citadas no "El Mundo".
Christian Leclerc explica que o funcionário que tratou do caso "não está familiarizado" com os procedimentos, pelo que, "houve um mal-entendido na cadeia de decisão". Este domingo à noite, Christian Leclerc voltou a lamentar o "erro administrativo" que afetou a família de Maria Francesca e disse, ao "Le Parisien", desejar "vivamente" que o funeral, previsto para esta segunda-feira em Wissous, "possa realizar-se em Champlan".

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