Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Demolições: Administrador de Viana manda ao relento cerca de 200 famílias




Luanda – Pelo menos mais de 200 famílias que habitavam no bairro “Miala”, localizada nas proximidades da via expressa, na zona da Sapú II, município de Viana, viram há escassos dias as casas demolidas supostamente por ordem do administrador municipal, Manuel Mateus Caterça.  

Fonte: Dikas
Club-k.net

Agastados com a situação, os populares em causa voltaram a estar na manhã desta sexta-feira, 16,  na sede administrativa de Viana, protestando contra a atitude dos governantes ao mesmo tempo que exigiam a reparação da situação.
Os populares acusam o administrador municipal, Manuel Mateus Caterça de estar por de trás da acção que segundo as vítimas já causou a morte de uma pessoa e o desaparecimento de uma outra, além de prejuízos materiais avultados.
“Nós estamos a reclamar justiça”, afirmou um dos afectados, que aponta o dedo acusador ao Administrador municipal de estar em conluio com Amadeu Maurício, um homem de negócios citado como tendo interesse na área dos populares.
“Nós compramos os terrenos das senhoras das quintas, se eles têm interesse deviam negociar e não usar a força”, adiantou outro popular afectado pelas demolições.
Os populares denunciaram ter havido torturas de pessoas que tentaram opor-se às demolições de suas residências por efectivos policiais armados até os dentes que chegaram à madrugada na zona, sem aviso prévio e retiraram os moradores de suas residências e partiram-nas.
“Nós temos os nossos terrenos devidamente documentados. Eles (Fiscais) chegaram com polícias armados até os dentes, em plena madrugada, com atitudes de vandalismo e partiram as nossas casas, espancaram pessoas”, acusam os populares que pedem a intervenção do Procurador de Justiça, Paulo Chipilica.
As vítimas das demolições exigem devolução dos seus terrenos com residências tal como foram encontradas, indemnização ou chaves de novas residências.
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