Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Portugueses em Angola estão em dificuldades





Os trabalhadores portugueses da construção civil, em Angola, estão em dificuldades. O Sindicato diz que muitos já não estão a conseguir enviar dinheiro para Portugal e teme que milhares acabem por regressar. Já a associação que representa os construtores acredita que esta é uma situação passageira, que vai exigir alguns ajustamentos, mas espera que as empresas continuem a apostar em Angola.

http://www.revistaport.com/portugueses-em-angola-estao-em-dificuldades/

Em Portugal os trabalhadores da construção civil ganham, em média, 545 euros. Em Angola podem receber quase sete vezes mais. O problema é que agora, quem lá está não consegue enviar o dinheiro para as famílias. Albano Ribeiro, presidente do sindicato, afirma que as empresas têm dinheiro, mas devido à crise da economia angolana há cada vez mais dificuldades em enviar dinheiro para bancos portugueses. O sindicato tem recebido muitos e-mails e telefonemas.
A economia angolana está a sofrer o impacto da quebra do preço do petróleo. O orçamento que tinha por base uma determinada receita conseguida com a venda do petróleo está já praticamente reduzido a metade. Os portugueses que trabalham em Angola estão já a ter problemas no envio de dinheiro para Portugal e alguns que vieram passar o Natal a casa já não regressaram.
Angola representa 38% do mercado internacional da construção civil portuguesa.

Governo português  acompanha a situação com atenção 
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu hoje que o Governo acompanha “com muita atenção” a situação das empresas e emigrantes em Angola, face a “vários relatos” de dificuldades devido à quebra da cotação do petróleo.
O PCP questionou hoje o Governo sobre se está a acompanhar a comunidade portuguesa residente em Angola e se admite criar um fundo de apoio para as empresas em dificuldades devido à falta de acesso a divisas.
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, referiu ter conhecimento de “vários relatos” de “empresas com dificuldades em receber” e de “cidadãos nacionais com dificuldades em transferir dinheiro”.
“Não sei até que ponto é generalizado ou se são casos pontuais, mas realmente há relatos e são vários”, afirmou José Cesário, que adiantou que estes têm chegado “de forma particular e através do embaixador” português em Luanda.
Questionado sobre se o Governo admite criar um fundo de apoio para as empresas em dificuldades – o que já aconteceu no passado, de acordo com o relato de um cidadão citado pelo grupo parlamento comunista -, o responsável afirmou não ter conhecimento nem se recordar de qualquer solução desse tipo.
“Vamos ver a evolução. Foi aprovado um novo orçamento e limitações às importações. Vamos ver que repercussões têm para as nossas empresas, mas naturalmente é uma situação que nós estamos a acompanhar com muita atenção”, disse, a propósito da resposta do Governo angolano e do impacto na economia da quebra na cotação internacional do barril de petróleo.
O secretário de Estado afirmou que, perante as dificuldades, o executivo não pode fazer mais que “diplomacia e tentar que as quantias em dívida vão sendo pagas”.

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