quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Polícia angolana ameaça "repelir com veemência" e "uso da força" manifestação antigovernamental



A polícia angolana garante que "repelirá com veemência todos os atos contrários à ordem e segurança pública" e que usará da força se for necessário para impedir que o protesto antigovernamental marcado para hoje em Luanda tenha lugar.
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A garantia da repressão de atos que perturbem a ordem e segurança públicas  foi dada na quarta-feira à noite pelo porta-voz da Polícia Nacional, comissário  Aristófanes dos Santos, em direto no principal serviço de notícias da Televisão  Pública de Angola (TPA). 
"Vamos repelir, repito, repelir veementemente todos os atos contrários  à ordem e segurança pública e vamos usar da força se necessário for", disse  Aristófanes dos Santos. 
O protesto foi convocado pelo autodenominado Movimento Revolucionário  Angolano (MRA), que tem estado na origem de anteriores tentativas de manifestação  contra o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979.
Estas manifestações, que começaram em março de 2011 têm sido marcadas  invariavelmente pela repressão dos poucos que se aventuram a sair à rua.
O MRA garantiu na passada segunda-feira em conferência de imprensa em  Luanda que a manifestação será pacífica e que visa protestar contra as injustiças  sociais. 
A Amnistia Internacional já apelou às autoridades angolanas para que  não reprimam a manifestação. 
O Bloco Democrático, partido de oposição sem representação parlamentar,  expressou em comunicado enviado à agência Lusa o seu "apoio irrestrito à  manifestação pacífica dos jovens revolucionários". 
Na declaração que fez na TPA, o comissário Aristófanes dos Santos alertou  cidadãos e formações políticas, "que eventualmente estejam por detrás destes  atos, a se absterem, porque poderão ser responsabilizados pelos danos que  possa advir". 
Aquele oficial acrescentou que a polícia está na posse de informações  de que os manifestantes "tencionam distribuir cartazes que incitam à violência".
"Este país é soberano, tem leis e tem ordem. A violação à norma será  severamente reprimida pela Polícia Nacional. Neste caso nós vamos usar da  força se necessário for", acentuou o comissário.

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