Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Comunicado do Comité Permanente (da Unita) sobre acontecimentos do Luremo - Lunda Norte





A Direcção da UNITA acompanha com preocupação os acontecimentos ocorridos na Comuna do Luremo e condena em termos mais enérgicos o ataque perpetrado por militantes do MPLA contra a caravana do Secretário Provincial da UNITA, Senhor Dr. Domingos Oliveira, que na manhã do dia 16 de Fevereiro de 2015, cumpria uma missão política na comuna de Luremo para contacto com os militantes e simpatizantes do seu Partido.
A Direcção da UNITA informa a opinião pública nacional e internacional que da acção dos marginais organizados resultaram 21 feridos três dos quais em estado grave e a destruição de uma viatura por fogo posto, além de outros danos materiais. Além destes danos, os militantes da UNITA na comuna de Luremo estão a ser perseguidos, encontrando-se em parte incerta, depois de suas casas terem sido deitadas abaixo por militantes do Partido no poder.
A Direcção da UNITA manifesta a sua estranheza pelo facto de tais actos de intolerância política terem lugar depois de bem informadas as autoridades administrativas e policiais sobre o programa de trabalho do Secretário Provincial da UNITA naquela comuna.
A Direcção da UNITA não tem dúvidas que a deslocação do administrador municipal adjunto do Kuango, João Bernardo e do comandante municipal da polícia Bravo Caetano, à mesma comuna de Luremo, um dia antes tenha sido para organizar os actos de puro vandalismo e selvajaria que tiveram lugar sob o olhar cúmplice dos efectivos policiais destacados à entrada da comuna do Luremo e no Bairro Gika. Por isso, repudia a actuação da polícia que se recusou a prestar apoio ao motorista da viatura carbonizada, Jacob Agostinho que ao invés disso foi encarcerado e violentado por efectivos policiais, enquanto outros incendiavam o seu veículo.
A Direcção da UNITA considera estar perante uma violação flagrante dos direitos civis e políticos dos cidadãos plasmados na Constituição da República de Angola e na lei dos Partidos Políticos.
A Direcção da UNITA acha que o senhor Presidente da República tem sido constantemente desautorizado pelos militantes do seu próprio partido que insitem e persitem na execução destas acções por todo o país. A Direcção da UNITA espera, por isso, que através dos orgãos competentes do Estado, o senhor Presidente da República de Angola, Engenheiro José Eduardo dos Santos faça cumprir a sua afirmação feita por ocasião do seu discurso de fim de ano, através da qual manifestava o seu desejo de dar “passos firmes para neutralizar as causas da intolerância política e recurso à violência e dos diferendos e contradições serem resolvidos com base no diálogo e no respeito pela lei”. De contrário, a Direcção da UNITA tirará as suas conclusões...
Luanda, aos 17 de Fevereiro de 2015.
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA

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