terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Grupo anti-islão faz primeira marcha na Áustria





Simpatizantes do movimento anti-islão Pegida em Viena JOE KLAMAR/AFP

Movimento Pegida nasceu em Dresden e levou nesta segunda-feira a cabo a primeira acção fora da Alemanha.

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Uma marcha de umas 250 pessoas com bandeiras austríacas cantando “nós somos o povo” desfilou nesta segunda-feira em Viena, inspirada nas manifestações de Dresden do movimento anti-islão Pegida que provocaram um enorme debate na Alemanha.
Em Viena, uma contramanifestação foi superior em número mas a marcha dos simpatizantes do Pegida (acrónimo para Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente) acabou por se realizar esta segunda-feira. As duas acções foram rigorosamente vigiadas por 1200 polícias, sem que tivesse havido incidentes ou detenções.
O Governo austríaco fez uma série de propostas para atacar o extremismo islâmico depois de responsáveis estimarem que cerca de 170 pessoas foram da Áustria para a Síria e Iraque para lutar ao lado de grupos extremistas. Entre as medidas propostas estavam a obrigação de ter traduções standardizadas do Corão em alemão e a proibição de financiamento estrageiro para organizações muçulmanas a operar no país.
Na Alemanha, o crescimento do Pegida de uma marcha com poucas centenas de pessoas a cada segunda-feira para um movimento que chegou a juntar 25 mil pessoas provocou debate e a oposição de figuras como a chanceler e de instituições como o jornal Bild, assim como uma enorme onda de contramanifestações que impediram marchas do movimento nas principais cidades alemãs. Mas depois de cinco dos membros fundadores terem decidido fazer um movimento rival, não é certo o que irá acontecer na Alemanha.
Em Viena, Georg Immanuel Nagel, estudante de Filosofia de 28 anos, porta-voz do movimento na Áustria, explicou ao jornal Die Presse que o Pegida austríaco quer “o fim da política de appeasment [apaziguamento]” para os muçulmanos do país, cerca de meio milhão. Pediu ainda leis semelhantes às que proíbem a glorificação do nazismo serem usadas também para quem glorifique ou promova a sharia ou lei islâmica.
Ao contrário da Alemanha, em que nenhum partido importante elogiou o Pegida, na Áustria Heinz Christian Strache, líder do partido de oposição FPÖ (extrema-direita), que está a par dos partidos centristas na coligação no poder nas sondagens, disse apoiar o “movimento de direitos cívicos”.


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