Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Contentores para Angola retidos no Porto de Lisboa





A redução das quotas de importação e a crise de divisas em Angola já está a ter efeitos nos exportadores portugueses. Ao que o SOL apurou, estão neste momento retidos no Porto de Lisboa pelo menos 100 contentores de mercadorias com destino a Luanda, cheios com óleo alimentar. Esta situação deve-se “à suspensão de licenças de importação em Angola”, explicou ao SOL uma fonte do sector portuário, que pediu para não ser identificada.
O óleo faz parte dos 27 produtos cuja importação por Angola vai ser reduzida, seguindo directivas do Ministério do Comércio angolano. A queda do preço do petróleo provocou escassez de dólares no país. Com as novas quotas de importação, as autoridades de Luanda quer restringir a saída de moeda estrangeira do país.
Além dos limites ao escoamento de produtos, a actividade dos exportadores é também afectada pelas dificuldades de pagamento no país. O presidente da Grimaldi Portugal, empresa que presta serviços de apoio à escala de navios, admite dificuldades em expedir mercadorias para Angola. “A informação que nos chega dos nossos clientes – transitários e exportadores – é que há grandes dificuldades e atrasos avultados nas transferências de divisas de Angola”, diz Marcello Di Fraia.
Estes “grãos de areia” nas exportações são gerados pela crise de divisas n país: “Motiva os atrasos nos pagamentos dos importadores angolanos aos fornecedores portugueses” e a carga só é “paulatinamente desbloqueada” quando há recebimentos.
Em entrevista ao SOL (ler edição em papel), o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola, Paulo Varela, indica que as dificuldades de pagamento não são apenas do sector público, mas “também do sector privado”. E a cadeia de abastecimento em Angola já está a sentir efeitos.
Sol

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