Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Programa de requalificação em Luanda obriga ao realojamento de 25 mil famílias





O Governo angolano vai avançar com um programa de requalificação urbana de dois bairros no centro de Luanda, que obrigará ao realojamento de 25 mil famílias.
O Executivo angolano vai avançar com um programa especial de reconversão e requalificação urbana dos bairros de Sambizanga e Operário, no centro de Luanda, que obrigará ao realojamento de 25 mil famílias.
A medida foi anunciada esta terça-feira pelo governador da província de Luanda, Graciano Domingos, no final da reunião da comissão económica do Conselho de Ministros, realizada hoje sob orientação do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. “É um projeto que visa criar melhores condições de habitabilidade, quer no Sambizanga, quer no Bairro Operário, através da requalificação urbana, dando uma nova imagem àquela área, instalando equipamento sociais e económicos”, explicou Graciano Domingos.
O projeto, acrescentou, envolverá o realojamento de 22 mil famílias da zona do Sambizanga e mais 3.000 do Bairro Operário, requalificando locais onde as “populações vivem em condições precárias”, as quais “serão realojadas”, sobretudo fora da cidade. O anúncio deste plano surge numa altura em que moradores de várias zonas de Luanda contestam a política de demolições de habitações sem que sejam garantidas alternativas. A situação já levou a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição, a agendar para este mês um debate sobre o assunto na Assembleia Nacional.
“Ser-lhes-ão entregues casas económicas que depois poderão concluí-las ao seu gosto”, explicou, por seu turno, Graciano Domingos, sublinhando que este programa de requalificação “visa dar uma boa imagem” daquelas duas zonas históricas da cidade de Luanda.
LUSA
ANGOLA24HORAS
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